Poemas de Erico Verissimo 1910 a 9

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Qualquer homem é capaz de fazer bem a outro homem; mas contribuirmos para a felicidade de uma sociedade inteira é parecermo-nos com os deuses.

Não desespereis na desgraça, ela é frequentes vezes uma transição necessária para a boa fortuna.

A pobreza não tem bagagem, por isso marcha livre e escuteira na viagem da vida humana.

Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.

Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.

Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.

A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.

Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.

Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.

É necessário subir muito alto para bem descortinar as ilusões e angústias da ambição, poder e soberania.

Os homens têm geralmente saúde quando não a sabem apreciar, e riqueza quando a não podem gozar.

Os homens desejam ser escravos em qualquer parte e colher aí a força para dominar noutro sítio.

O silêncio é o melhor salvo-conduto da mais crassa ignorância como da sabedoria mais profunda.

Nada devemos fazer que não seja razoável; mas nada também de fazermos todas as coisas que o são.

Afinal de contas, atribui-se preço bem alto às suas conjecturas quando se cozinha um homem vivo por causa delas.

Uns homens sobem por leves como os vapores e gases, outros como os projécteis pela força do engenho e dos talentos.

Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.

Quando moços, contamos tantos amigos quantos conhecidos; porém maduros pela experiência, não achamos um homem de cuja probidade fiemos a execução do nosso testamento.

Há muitos homens que se queixam da ingratidão humana para se inculcarem benfeitores infelizes ou se dispensarem de ser benfazentes e caridosos.

Os homens, para não desagradarem aos maus de quem se temem, abandonam muitas vezes os bons, a quem respeitam.