Poemas de Erico Verissimo 1910 a 8
Perdoar, permitir e perseverar. Três escolhas que florescem quando o reencontro de almas atravessa longas jornadas, quem sabe até diferentes vidas. Há caminhos que não se explicam pelo tempo, mas pela profundidade do amor que, mesmo depois de tantas travessias, continua encontrando razões para recomeçar.
As palavras são adornos do coração, sua melodia nossa pulsação, quando cada verso destila nossos sentimentos, nada é em vão.
Um fragmento de amor que transparece em uma forma de carinho, é a habilidade de transformar a solidão em companhia pra não ficar sozinho...
Minha mãe sempre dizia que eu seria um grande homem! Hoje sei que ela acertou: tenho mais de um metro e oitenta.
Governantes e políticos pertencem à mesma laia espertalhona dos donos de manicômios, por isso os países, cidades e estados são apenas aglomerados de loucos.
Trabalhar arduamente, isto é, ser um grande trabalhador, é o caminho mais fácil e rápido para alcançar-se a riqueza... e o cemitério!
A vida é frágil, a vida é uma menina de porcelana andando numa corda bamba sobre um precipício - e ela, a vida, está bêbada!
Inscrição ideal para a lápide de um político corrupto brasileiro que venha a morrer no dia primeiro de Abril: aqui jaz um homem honesto.
A vida é uma corda que pode ser usada como rédea para galoparmos no lombo da felicidade, mas também pode ser usada para nos enforcarmos na mediocridade.
O casamento pode ser uma coleira para o homem, dizem alguns, e não estão mentindo; mas a solidão nos faz ladrar como cães, de modo que todos somos um bando de cachorros mesmo!
