Poemas de Erico Verissimo 1910 a 8

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Muitas vezes sentimos vergonha de pertencer à humanidade. Não porque somos perfeitos, mas porque enxergamos o abismo entre o potencial humano e a realidade que construímos. Somos uma espécie que fala de amor enquanto pratica a indiferença. Que pede paz enquanto alimenta conflitos. Que sonha com um mundo melhor, mas frequentemente espera que outra pessoa faça o trabalho necessário para transformá-lo.
Mas existe algo que merece uma reflexão ainda mais profunda.
Quando dizemos que o ser humano só pensa em violência, talvez estejamos olhando apenas para o barulho. A violência faz manchetes. O ódio viraliza. A crueldade chama atenção. Mas quantas pessoas silenciosamente ajudam alguém todos os dias? Quantos resgatam animais? Quantos dividem o pouco que têm? Quantos choram ao ver o sofrimento de um desconhecido?

Existe uma teoria silenciosa que atravessa a vida de muitas pessoas sem nunca ser dita em voz alta: para encerrar um grande amor, é preciso escrevê-lo.
Escrever tudo.
Sem filtro.
Sem orgulho.
Sem tentativa de parecer forte.
Apenas a verdade crua de tudo aquilo que ficou preso no peito durante anos.

Às vezes imagino um relógio que anda para trás. Os ponteiros giram devagar, desfazendo os dias, trazendo de volta momentos que já se foram. As palavras duras que disse voltam para dentro da boca. As lágrimas que caíram secam e desaparecem. O tempo, que costuma correr sem piedade, de repente obedece ao meu desejo mais secreto: voltar.
Nesse relógio invertido, eu poderia consertar erros, abraçar quem perdi, dizer “eu te amo” antes que fosse tarde. Poderia viver de novo as risadas simples, os cafés tranquilos, os sonhos que deixei dormir. Mas será que eu realmente mudaria tudo? Ou será que, no fundo, esses erros e dores são o que me trouxeram até aqui?
O relógio que anda para trás nos faz sonhar com uma segunda chance. Ele revela o quanto carregamos arrependimento no peito. No entanto, talvez a verdadeira sabedoria esteja em aceitar que o tempo só anda para frente. Os ponteiros não voltam. O que podemos fazer é olhar para trás com carinho, aprender com o que ficou e viver o agora com mais presença e menos pressa.

N.S

Eu posso ter tido mil e uma paixões, mas será sempre você o meu amor, é o que eu tenho de mais bonito, profundo, não é exagero se eu disser que daria a minha vida por você, é a verdade, porque a minha vida não faria sentido sem a sua, eu te amo como nunca amei ninguém, eu já amei, mas é a primeira vez que é assim, incondicional, eu não tenho nada seu que possa chamar de meu, nada do que eu realmente queira. Houve um tempo em que eu me tornei obsessivo, houve um tempo em que pensei estar louco, mas esse tempo felizmente passou, hoje eu tenho fixado cravado em mim esse sentimento que só Deus sabe a dimensão, e eu sei, é amor.

AMOR ALÉM DAS ESTRELAS (versão música)


Verso 1


Quando eu deixar esta matéria,
E seguir por outra dimensão,
Talvez eu seja apenas energia,
Viajando pela imensidão.


Passarei por pontos de luz,
Que brilham no eterno universo,
Até chegar à fonte maior,
Onde termina todo mistério.


Pré-refrão


Sem corpo não há olhos para ver,
Nem mãos para tocar.
Mas existe algo que permanece,
E nunca vai se apagar.


Refrão


É o amor além das estrelas,
Ligando você e eu.
Atravessando o tempo infinito,
Pela força que Deus nos deu.


Se aqui não deixarmos o amor nascer,
O vazio poderá nos encontrar.
E na viagem para o tudo ou para o nada,
Não haverá com quem se ligar.


Verso 2


Se a vida é apenas passagem,
O amor é o que fica no final.
Nem a distância das galáxias
Pode romper esse sinal.


Somos centelhas caminhando
Pelos caminhos da criação.
E cada gesto de amor sincero
Ilumina outra constelação.


Refrão


É o amor além das estrelas,
Ligando você e eu.
Atravessando o tempo infinito,
Pela força que Deus nos deu.


Se aqui não deixarmos o amor nascer,
O vazio poderá nos encontrar.
E na viagem para o tudo ou para o nada,
Não haverá com quem se ligar.


Final


Além das estrelas...
Além do tempo...
Além do fim...


O amor continuará.

Humildade, sim.
Simplicidade, sim.
Pequeno.


Exaltação, não.
Orgulho, não.
Grande.

Quando eu era mais jovem,
não tinha experiência.
Errei. Chorei.
Isso, me ensinou.
Eu cai. Me machuquei. Levantei. Cicatrizou.
Hoje tenho, mais cuidado.


Na escola, eu repeti de ano.
Eu senti tristeza.
Precisei estudar. Busca informação.
Consegui resultado. Isso, deixa feliz.


Da simplicidade,
até a grande responsabilidade.


Um caminho. Um passo, de cada vez.


Precisa esperar.
Ter paciência.


No quebra cabeça,
começa pela primeira peça.

Deixei, a comida queimar.
Ficou, com cheiro de queimado.
Um cheiro horrível.
A vizinha, sentiu o cheiro.
Eu estava, com fome.

O chapéu antigo,
é o mais bonito.
Clássico.
Daquele tempo.
De antigamente.
Daquela época.
Feminino, e masculino.

Existe uma casa, para eu morar.
Existe um lugar, para eu dormir.
Existe um lugar;
para me proteger da chuva,
do sol,
e do frio.
Existe uma comida e
uma bebida,
que me dá vida.
Existe movimento, no meu corpo.
Um dia eu nasci,
eu vivo,
sei que vou morrer um dia.
Eu fui no Hospital,
lá existe gente que trabalha.
Fico feliz, com o pouco.
Durmo, e acordo.
O tempo passa.
Vejo terra, no chão.
Vejo montanha.
Eu estava em um lugar, fui para outro.
O carro, precisou consertar.

A felicidade é uma pretensão ilusória de converter um instante de alegria em eternidade. Felicidade é aquele instante que você gostaria que durasse um pouco mais, pelo menos. A felicidade é aquele instante que você gostaria que não acabasse tão cedo. A felicidade é aquele instante que você gostaria de repetir.

O lixo da felicidade está na pretensão ilusória, mas a outra metade dela é linda, e é a alegria que você não quer que acabe. Eu, nesse momento, pretenderia eternizar este instante. Se há lixo na ilusão, não há lixo na alegria que estou sentindo.

A vida é uma condição de energia que busca mais energia, potência em busca de potência.

[A vida é o] intervalo de tempo em que uma energia dura com alguma consciência que acredita ser alguma coisa.

Clóvis de Barros Filho

Nota: Trechos de entrevista com Antônio Abujamra em 2014.

⁠Se um dia a senhora ler esta mensagem, quero que saiba o quanto a senhora foi uma inspiração em minha vida. Este pequeno texto é uma singela homenagem cheia de gratidão e alegria por tudo o que aprendi com a senhora. Muito obrigado por cada lição, professora Tânia P.

Com muito carinho e admiração, seu ex-aluno, Vitor Ferreira de Paula. 2024.

⁠Envio estas palavras ao universo, desejando que um dia cheguem até você. Mesmo ausente, você viverá em minhas lembranças. Viva plenamente, encontre felicidade, ame intensamente, cuide-se e espalhe bondade. Hoje, uma pergunta me fez refletir sobre como mudar nossa visão do mundo. Que essa reflexão traga inspiração e alegria à sua vida. Seja feliz.

Vitor Ferreira de Paula

Ainda que distante de minhas ocupações intelectuais, persisto em auxiliar os que necessitam, não por interesse, mas por respeito ao dever. Pois é na conformidade da vontade com a lei moral que o homem encontra o verdadeiro valor e a autêntica satisfação da vida racional.


Vitor Ferreira de Paula

Fique firme pelos seus filhos, netos e o ser humano que morre por nada ter é nada sonhar.


Faça a diferença nem que seja para uma única pessoa.


Como disseram: "seja um canalha a menos".


29/06/2026

*Quando a Noite Dura Demais*

Não tenho mais sonhos e nem planos,
Disse o peito cansado.
Tenho só a triste realidade
Que me consome dia a dia.

Mas a terra também parece morta no inverno,
E ainda assim guarda semente.
E o poeta, mesmo sem verso,
Ainda guarda gente.

Porque esperança não grita.
Ela insiste.
É o fio que sobra quando tudo arrebenta,
É o “ainda” depois do “nunca mais”.

Um dia, sem aviso,
A realidade cansa de consumir.
E quem foi consumido,
Aprende a florescer no escombro.

Então guarda isso aqui:
Sem sonhos hoje, tudo bem.
Sem planos hoje, tudo bem.
Mas sem você, o poema acaba.
E o mundo ainda precisa do teu próximo verso.

Você ainda está aqui. Isso já é esperança começando
(Saul Beleza)

– Não faz mal, eu vou matar ele.
– Que é isso menino, matares teu pai?
– Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

José Mauro de Vasconcelos
O meu pé de laranja lima. São Paulo: Melhoramentos, 2004.

Existem vários tipos de amores:
Amor bandido.
Amor gostoso.
Amor que amamos
Amor que assusta
Amor que se foi
Amor que não veio
Amor que se confia
Amor que trai
E o pior dos amores é aquele que não vivemos, não brigamos por ele, deixamos passar sem perceber que esse era o amor verdadeiro.
(Saul Beleza)

Em ti, tudo é convite e despedida,
Um abraço que aquece, um amor que arde,
Explode o desejo, apaga a noite fria,
E ao amanhecer, incendeia a alma e a tarde.

Teu amor é um fogo que me consome,
Me entrego a ti, sem medo, sem receio,
Pois sei que em teus braços, eu me sinto em casa,
E que a saudade é o preço do amor que sentimos.

Mas se a despedida habita nossos dias,
É porque o amor que sentimos é verdadeiro,
E que mesmo na dor, há uma alegria,
Que só o amor pode trazer, sem igual.

E assim, me entrego a ti, sem medo, sem dor,
Pois sei que em ti, meu amor, eu sempre estou em um eterno deleite.
(Saul Beleza)
essa é a tradução daquele meu cantar depois do prazer, e fico nos teus braços murmurando...gostou?

Pergunto pra vocês, conhece Saul?
Pergunto pra vocês, conhece Saul?
saul...dade de você,
Saul...dade eterna.
Hummmm...chalá.
(Saul Beleza)