Poemas de Dúvida
Tenho dentro de mim
uma Clarice que duvida,
um Drummond que espreita as pedras,
um Vinicius que ama até o adeus,
e um Shakespeare que sonha com os olhos abertos.
Fui casa caída, bandeira ao vento,
fui rua sem nome e jardim sem dono.
Mas reguei minha ausência com esperança,
e plantei amor até no chão do abandono.
Não me peça lógica — sou flor.
Sou verbo em carne viva.
Sou reza de Cora no silêncio da cozinha.
Sou verso de Mario escapando pela fresta.
E mesmo quando a dor fizer morada,
ainda assim —
com olhos molhados e alma lavada —
deixarei a porta aberta.
" Não tenhas duvida de acreditar que é possível.
Pois os grandes feitos surgiram na loucura de crer no improvável.
Ou talvez na insânia persistência de não enxergar o que parecia impossível.
A dúvida gera a incerteza, que gera o medo, que paralisa sonhos.
Não pense no que os outros vão pensar. Se não corrompe o seu caráter, avance!
Nas dificuldades, poucos estarão ao seu lado. Então, não pare diante das adversidades!
É a sua coragem que determinará o caminho a percorrer!
Eu não tenho a menor duvida..
Quem faz o bem, faz todo o tempo, ele não se altera diante do etinerário.
Paz e luz .
Simone Vercosa
Você tem dúvida sobre qual direção a tomar na sua vida?
Converse com Deus. Fale sobre sua vida, seus anseios.
DEUS lhe mostrará o caminho, através da intuição, e certamente será o melhor.
Se não for seu, não pegue.
Se não for justo e perfeito, não faça
Se tem dúvida procure saná-la
Se não for verdade, não publique.
Se não sabe procure o conhecimento ou fique quieto.
Não seja ignorante.
Respeite o seu semelhante.
SOBRE A AMIZADE.
Não tenho dúvida sobre o valor superior da amizade, com relação ao amor romântico. Não se trata, portanto, de sexualidade, nem de gênero, os sentimentos são desenvolvidos pelas afinidades que existem entre as almas afins. Contudo, quando acontece entre sexos opostos, a amizade, muitas vezes, quase sempre é confundida. Isto ocorre pelo poder da cultura, homem e mulher devem nutrir apenas sentimentos românticos uns para com os outros.
Todavia, quando acontece uma grande amizade entre sexos iguais, tanto entre dois homens quanto entre duas mulheres, percebe-se, no entanto, que a amizade supera o amor romântico, tanto em força e maturidade emocional quanto em vigor moral, a paixão que une duas pessoas de sexos opostos. Não raro, relacionamentos assim, quando são desfeitos tornam estas duas pessoas, outrora apaixonadas em ferrenhos inimigos.
A história e a literatura nos revelam, que com as relações de amizade não acontece a mesma coisa. Dizem até, isto alguns bons poetas, que a amizade é “um tipo de amor que dura para sempre, ” não vamos, contudo, aceitar de pronto esta afirmação romântica. Algumas boas amizades já foram desfeitas, mas nunca com a mesma paixão com que se desfazem os relacionamentos românticos.
Pensando sobre isso, me veio uma expressão de outro poeta, ele diz: A amizade é tão sublime que podemos afirmar, que se trata de um tipo de amor angelical, poderíamos dizer, sem exageros poéticos, e isto encontrará consenso entre as pessoas afortunadas que chegaram a conhecer e usufruir uma verdadeira amizade, que a amizade é o amor romântico que existe entre seres assexuados, entre anjos, entre seres evoluídos, especialmente para quem entende desta forma.
Tenho dúvida quanto a se o amor suporta tudo.
Talvez seja porque nós nunca saberemos
o que é o amor que Paulo tentou explicar.
E o dia nasce com teu nome
não sei se és mulher,ou flor
na dúvida que me consome
chamar-te-ei de meu amor.
Acomedido é aquele
que utiliza da dúvida
para obter a verdade,
pois ao partir da negaçao
do que lhe foi apresentado
oportuniza o confronto
de possibilidades que
o conduz a negar ou confirmar
o que foi duvidado.
Não queria ser o ar
que tu respiras,
nem ser o espaço
que tu ocupas,
mas não tenho dúvida:
dar-te-ia minha vida
para ser minha, a tua.
Se tem algo que abomino
Sem dúvida que é a hipocrisia.
Dito isso, prefiro acreditar
Que o grande números de brasileiros
Que apoiam esse desgoverno homicida, se o fazem é por ignorância,
Incapacidade de perceber o óbvio,
E são incapazes de reconhecer o erro
De tê-lo eleito. Caso eu esteja errado,
Tenho a infelicidade de ser vitimado
Pelo estereótipo de pertencer a uma
Nação hipócrita.
Eu sou alguém
Que não duvida de nada
Porém,
ao longo desta longa Estrada
Aprendi
Que não existem certezas
Nem Neste e nem Noutro Universo
Pois mesmo este Imenso Infinito
Pode nem ter sido escrito ainda
De Sorte
Que eu não duvido da morte
Mas creio somente em vida
E duvido
de todo mundo que diz
Que duvida
Portanto
Minha dúvida mais acertada
Por enquanto
É aquela que diz
Que Neste Universo
Antes que haja certeza
da existência
desta vida
Não há que se duvidar
de nada
A vida
Dúvida perene
Ilusão translúcida e opaca
Nada além
de mágica beleza oculta
Diante da nossa visão sem clareza
Ágil em respostas
Efêmera certeza um tanto frágil
O manto da noite, que nos mostraria
Optamos pela dúvida, que açoita
de tocaia, atrás da nuvem
E tudo faz e nos revela
Que nada pode ser
Tão perfeito
Como o fazem as abelhas
Veja a luz
Que existe em todas elas
Na paz que as apascenta.
Inexplicáveis elos
Ocultos no Universo
Eterno silêncio da pedra incrustada
Nas areias de alguma praia
Palavras ditas pelo vento
Não revelam nada
Vidas insípidas
Luzes, que somente as cega
Tantas inversões causadas
Na incauta avaliação
do valor entregue a cada metal
Coisas que somente o tempo
Lhes pode conferir
Inclusive a confiança
Nas coisas que a criança enxerga
Tudo mais retorna à terra
Se olhar direito
Tudo mais dá certo
Se olhar de perto
Somente então se percebe
Que apesar de tudo isso
Parece que nada resta
E elas fatalmente não tem mesmo jeito
Estamos quase todos
Trilhando o caminho errado
A festa era lá do outro lado
Edson Ricardo Paiva
Dúvida
Não raro
Necessária e boa
No momento oportuno
Justifica o cinismo egoísta
Existe uma voz gritante
Nos dizendo em brados surdos
Mas não temos tempo
Para ouvir e nem pensar
É urgente viver
Enquanto isso os sinos tocam
Lentos ponteiros de areias ao vento
Os seus olhos, sempre abertos
Não veem
Com qual velocidade
O Universo se move
A dúvida se esconde
Por detrás da cortina fechada
E passa completamente
Veloz e despercebida
Vidas e vidas
Talvez a gente as viva muitas
Apesar de alguém dizer
Que não existe a certeza de nada
A ciência a explica
Mas somente a existência de um Deus
A justifica
Não dá pra juntar dia com noite
Nem se pode os separar também
Mas a luz existe
Quando a mente se permite
A gente pode
Acendê-la e apagá-la a qualquer instante
O pensamento é uma uma obra do acaso
Diferente dos pássaros
Que foram feitos pra voar
E voam
Gente feita pra pensar
Destoa da multidão, quando pensa
E quando pensa
Pensa que voa
Persiste aquela voz, que nos fala
E outra, que a manda calar
Qual delas, dentro de nós
Seremos nós?
É como olhar pelo espelho
Através de um outro espelho
Saber que existe algo infinito
É o princípio de qualquer insanidade
Insistente em querer-lhe alcançar
Enquanto isso os sinos tocam
Seus ouvidos atentos não ouvem
Você crê só naquilo que vê
Mesmo que não veja
Que aquilo eram somente sombras
Projetadas pelas próprias mãos
A vida e o mundo
Se curvando e obedecendo
A cada vontade sua
Quem sabe, um dia a gente acabe
Ou não
Passando pela morte
de olhos fechados
O "olhar para o nada "
É finalmente perceber
a quase tudo
Mas creio ser esse
Aquele momento, que efetivamente
Costumamos dizer
Demasiado tarde.
Edson Ricardo Paiva.
Mas é claro que essa luz clareia
Na dúvida, resta sempre o óbvio
Mas ninguém presta atenção
A culpa que se esconde
Meia-lua, lua e meia dupla
Noite escura, lua-cheia
Escuridão na vida
Na certeza, uma ponta de dúvida
Uma corda, uma pedra, uma ponte
Atrás da porta fechada
Um tudo ou nada
Por detrás de uma janela aberta
A pesada cortina
Uma luz apagada
Uma dúvida certa
Uma vaga certeza
Mas é claro que essa luz se apaga
Como há de se apagar
A própria vida.
Edson Ricardo Paiva.
Existe uma pergunta sem resposta
Que talvez tenha existido
Antes que existisse vida
Uma dúvida tão imensa
Insistentemente intensa
Que fez com que a Humanidade
Escavasse montanhas
Atravessasse Oceanos
Enchesse a Terra de dor
E em busca desta resposta
Um dia precisaremos
Abandonar este mundo
Pois aqui procuramos bem fundo
Mergulhamos nos livros
Que os antigos escreveram
Recheados de mais perguntas
Com os olhos voltados pro infinito
Catalogamos Estrelas e Astros
Criamos submarinos e mastros
Canoas e naves espaciais
Nos perguntando cada vez mais
Descongelamos os Pólos
E no ventre da Terra deixamos
Imensas feridas expostas
Enchemos o Mundo de dor
Em busca dessa resposta
O que vêm a ser o Amor?
Eu não gosto nem de lembrar
do dia que conheci a vida
Eu fiquei assim, meio na dúvida
Se vida era um lugar
uma pessoa
ou um pensamento pensado à toa
enquanto na sala de espera
Não sei nem se bem vida ela era
Me lembro que ouvia falar
Que era linda
Mas isso dependia
de que forma a gente a olhasse
Acho que foi por isso
Que no dia em que a olhei
Face a face
Percebi que nela havia
uma certa graça
Mas nada que não se desfaça
Com o correr dos dias
Enquanto ela se revela
Hoje eu penso que ela podia
Ser tão bonita
Mas eu sinto que ela se irrita
Quando ouve alguém dizer
Que a vida é bela
Essa vida irritada, agora
Me faz olhar pra ela e sentir
Vontade de dizer
Que por ela não sinto nada
Talvez, quem sabe
Uma ponta de saudade
do tempo que ouvia falar
Mas não a conhecia de verdade
É por isso que agora
Nada me dói saber
Que por mais ameaças
de ir embora, ela faça
A maior parte de mim
Já passou pela porta
E a parte que ficou
A bem da verdade
Nem se importa.
Edson Ricardo Paiva.
