Poemas de Dor
Vida que jaz terrenos sombrios
Esmera a docilidade da morte
Em cálido hálito de amor
És puro desejo fugidio
No sortilégio da dor
O vazio
A cada dia que passa,
Desejo qualquer coisa,
Que me faça pensar,
Que me faça querer,
Que me iluda,
Ou me distraia,
Que engane minha mente,
Vazia e sozinha.
Mesmo não estando só,
O sentimento é o mesmo.
Já não sinto,
Já não choro,
Já não quero,
Já cansei.
Mesmo não desejando algo,
A vida lhe faz desejar uma coisa,
E a cada dia que passa,
Isso fica mais claro.
A cada dia que passa,
Isso se torna mais fato.
Já que viver desejando sentir,
E o unico fruto é mais dor,
Então porque não colher
A maior dor
De uma só vez?
A dor que dará Fim,
A dor que irá libertar,
A dor que irá tirar
A própria dor...
Epifania
Há certas coisas que não entendemos. É por isso que alguns querem fazer um voo. Um voo raso para olharem por cima e ver as tristezas e sofrimentos e o rastro do mal que os trazem. Isso chama-se epifania, uma autorreflexão, um auto-conhecimento.
Nem sempre conseguimos atingir esse estágio do amadurecimento. A epifania dói na alma e no coração. Ver seus próprios defeitos, burrices e ignorâncias que praticamos. Saber porquê aquele amor não deu certo, porquê aquele projeto foi-se de água abaixo.
A epifania não é feita de forma exata, em números, mas de forma subjetiva. Cabe a cada um aceitar a dor que ela traz e dar meia-volta no rumo que está dando. Às vezes, precisamos apenas dar um sim ou um não, calar e deixar ouvir o som ensurdecedor do silêncio.
Este é o encontro consigo mesmo. Um encontro doloroso, frio e escarnecedor de si mesmo. Não busque soluções nos outros e sim em si mesmo.
Com o vento veio a flor
E com ela meu Amor
Seu aroma sentimento
Valoriso todo o ardor
A felicidade era tanta,
Que transcendia a própria dor.
Quando olharmos aos nossos
semelhantes da mesma maneira
que gostaríamos que nos olhassem,
somente assim saberíamos o
significado da palavra respeito.
Respeito se demonstra com amor,
coerência e lealdade.
O amar de verdade, é sentir a dor.
É o olhar com a alma a vida .
É considerar os momentos de
dificuldade que o outro está passando
é o poupar e não ferir ainda mais.
Temos que usar da sinceridade
É acarinhar a alma com calma ,
como se estivesse cuidando de
si mesmo; respeito é a base da
convivência, seja qual for a situação.
Em fim AMAR , está além do nosso
olhar.
Ao chegar em sua casa me sentia tão feliz
Oh, querida avó...
Que quando você partiu, eu não resisti...
Tive vontade de ir te procurar e nunca te deixar, pois a tristeza que senti fez meu coração se partir.
Eu vivo sentindo algo...
Algo que não da pra se explicar.
É uma mistura de dúvida, incerteza, confusão e ódio.
Por alguns momentos parece passar, mas não, volta e volta mais forte.
Queria entender o porque.
Mas no fundo acho que já sei...
Estou caindo no seu amor novamente
A cada suspiro estou mais preso em seus braços
Cada passo que dou me leva para a sua teia
Eu não quero isso, mas não consigo fugir
O que vou fazer se não consigo correr?
O seu veneno me mata lentamente
Cada vez mais dependente das migalhas que me restam
Só posso pedir por mais um pouco dos sorrisos, dos olhares
Do seu amor
É isso
Acostumado com a caça
Acostumado a dominar
Sem precisar se preocupar
Com o estado interior
Sempre no controle
Sempre?
Sempre pensando em tudo
Nas possibilidades do futuro
No que ganhar e como
Predador maldito
Hoje está sem sono
Virou o que corre
Corre da dor e da solidão
De ser despedaçado
Ser apenas mais um na cadeia de alimentos do Predador faminto
Sua hora ia chegar
A dor estava te esperando
Após tudo que fez
Todos os anos
O mundo gira
Mais que previsto
Mais que justo
Que como alimento dessa vez possa sentir o que é a dor de não importar.
Aprendi a fazer do meu choro em silêncio, uma hemodialise da minha alma.
Meu sorriso é largo, mas até àqueles que sorriem, escondem frustrações jamais reveladas; e na dor, é que se levanta.
Só dói...
Hoje só dói...
Hoje não sei de mais nada seu...
Onde está? Com quem está? O que faz?
Se está feliz?
Hoje já não sou nada pra você...
Hoje ninguém se importa mais...
Não existe mais nós dois...
Só existe nas minhas lembranças..
E eu insisto em lembrar só das boas...
Não sei pq as ruins nem passam na minha mente... Elas foram apagadas.. E eu nem porque...
Eu nem nem porque tudo isso aconteceu...
Hoje eu abri o filtro dos sonhos e meu sonho era abrir em Londres com vc...
Só lembro de vc quando vejo e escuto Londres...
Virou uma palavra proibida pra mim...
Porque dói...
Eram nossos sonhos juntos...
Era uma esperança...
E hoje só dói...
Só dói....
As minhas cicatrizes não se mostram.
As visíveis, não me pertencem;
são dores que o tempo sentiu
e escolheu a mim, superfície,
lugar-sintonia de sua impressão.
Se até o tempo passa
Imagina o seu amor
Devolve o meu tempo
Que eu fiquei ligando, mandando mensagem
Implorando por favor
Vou te cobrar com juros o que você me tirou
ONDE ESTÁS?
Amor,
Onde quer que estejas,
Dê-me um sinal.
Para que não haja erro
Na comunicação, não me
Refiro a, um amor, a alguém
Em quem eu me perca
e onde me encontro, não!
Me refiro ao sentimento.
Amor, venha ao meu encontro,
Ou me dê pista da sua trajetória,
Uma trilha talvez.
Já estou enfadado de letras
Que se unem para formar versos tristes.
Amor, não me deixes à sina de exalar
tristeza, solidão e frieza, Amor, onde estás?
*A sua ida dói em mim*
Não dá para esconder
O caminho que tive que percorrer
Para poder te amar
Amar como nunca amei
Sinto a sua presença todo dia ao acordar
Acordo com saudade do teu consolo
O consolo que me deixava sem palavras
Palavras que podiam ser sentidas
Sentidas como eu senti
Senti o amor
Mas também a dor
A dor que corroeu meu pensamento
O pensamento que servia apenas para você
Você que não faz mais parte do meu hoje
Hoje que eu percebo que fiz uma escolha difícil
Difícil como amar
Amar como sofrer
Sofrer para chorar
Chorar para limpar
Limpar aquela alma que um dia foi tua
Navegar
Aportar
Todos guardamos algum sentimento de barcos
Barcos livres, lindos, sonhando com um mar
Qualquer mar
Rema, rema, rema(a)dor.
Ei você! É, você mesmo!
Eu sei que as coisas não estão nada fácil para ti. Mas não desanime não, porquê nem tudo é o que parece.
Não encare a dor como sua inimiga, pois ela não é! O sofrimento nem sempre é sinônimo de karmas ou de escolhas erradas.
Às vezes, ele está apenas tentando dizer a você, o quanto cresceu e que as roupagens antigas não lhe serve mais.
Será que você não anda insistindo é algo que não traz mais produtividade?
Ou, será que já não é hora sair do comodismo? Epercorrer novos caminhos, em busca daquilo do que te faz sentir útil, que te faça sentir vivo e te faz evoluir a cada vez mais.
Deus não te fez para que se contente com tão pouco, não. As lutas diárias que Ele coloca em sua vida, são para mostrar o quanto és grande. O quanto consegues vencer qualquer barreira.
Você ainda não sabe, mas já é um vencedor!
Pense nisso!
Às vezes leva um tempo pra curar uma ferida. Mas a gente finge que tá tudo bem e todo dia morre um pouquinho junto com essa dor imortal.
Tudo sufoca.
Tudo se turva diante da minha visão embaçada pelas lágrimas que não param de cair.
Riso e tristeza se misturam, se acumulam e se derramam. Feito chuva. Só que não lava nada. Pelo contrário, me mancham de medo, medo de amar...
Eu nunca deveria ter saído de dentro do meu silêncio e escancarado a porta do meu universo. Tão perfeito, tão meu.
Agora sou uma dor que pulsa o tempo todo. Como quem quer sair de dentro, mas não tem espaço fora.
Entre o Ser e Ler
Entre folhas de papel, a alma se perdia,
Uma adolescente sonhadora, entre linhas se escondia,
Nas páginas de um livro, um refúgio encontrava,
Realidades paralelas onde a vida desenhava.
Cada frase lida, um mundo repleto de cor,
Um portal para sonhos, para um outro fervor,
Histórias que a levavam para além do horizonte,
Onde as dores reais jamais eram fronte.
Mas ao fechar o livro, a verdade a cercava,
A vida cinzenta, dura, nela se entranhava,
Cada retorno ao real era um golpe profundo,
Como se a luz das histórias se apagasse no mundo.
Ela queria ser aquelas heroínas, viver aquelas paixões,
Mas em seu cotidiano, só haviam desilusões,
Os livros eram abrigo, mas também uma prisão,
Onde o desejo de ser mais trazia frustração.
Decidiu então fechar as páginas, deixar de fugir,
Encarar a realidade, tentar resistir,
Mas a família, alheia ao peso que ela carregava,
Não compreendia o porquê de sua paixão que se apagava.
Julgada por não mais mergulhar nas histórias,
Sem saberem das lágrimas, das noites sem glórias,
Ela calava a dor, em silêncio e solidão,
Buscando forças em sua própria razão.
Mas dentro dela, as palavras ainda viviam,
Os sonhos e esperanças, silenciosos, resistiam,
Talvez um dia, o equilíbrio encontraria,
Entre o real e a ficção, onde a felicidade emergiria.
E então, voltaria a ler, não para escapar,
Mas para se inspirar, para o mundo abraçar,
As histórias não seriam mais um refúgio distante,
Mas um complemento à vida, um toque constante.
Assim, a jovem sonhadora seguiria seu caminho,
Carregando em si a força, e um destino alinho,
Entre livros e vida, encontraria sua verdade,
Num abraço profundo, de eterna dualidade.
A tristeza me invade enão consigo em
alguns momentos
expulsá-la,pois ela
sempre entra
despercebida e me consome.
A verdade é que apanho
da tristeza e transbordo de apreensão.
