Poemas de Dor
O meu sonho
É que o tempo passe ao contrário
As nuvens voltem para trás
Sentimentos esquecidos
E que me deixem em paz !
Me perdi na poesia
Me perdi no teu abraço ligeiro
Me perdi na vontade de te ver
Me perdi naquele sorriso
No olhar que esconde um mundo inteiro
Naquele deboche
Nos traços do seu lindo corpo
Na forma de agir
Na forma de vê o mundo
Naquela vontade de te beija
Naquela vontade de por um minuto simplesmente não ligar para as consequências
Para o que vem depois
Para o que vão falar
Para os que vão se opor
Para o arrependimento
E se o clima ficar estanho
O silêncio matar nosso momento?
Mas...no fim são só palavras, pois quem dera eu ter coragem de dizer tudo isso a ela,logo eu.
Metade de mim diz que ela sente simplesmente uma atração, a outra diz que minhas chances são minimas, já a outra diz para desistir
As vezes precisamos quebrar o gelo e simplesmente se abrir
Mas sempre vem o depois, vem a reação dela e as vezes precisamos tanto de uma pessoa por perto que ocultamos sentimentos apenas para ela não se assutar e ir embora.
Eu pareço tão cafona e minhas experiências dizem que esse texto nem devia existir
Mas não sei me expressar, se não for por aqui.
Por que no final sou uma experiência de uma paixão mal resolvida.
Um poeta de coração barulhento
Desconheço coisa mais doida que paixão!
Nada mais livre que isso; bicho incontrolável que ignora razão, lógica, tempo e espaço. Egocêntrica, com nada se preocupa a não ser em satisfazer o ser em que ela se instala, esse desejo, sentir prazer... pouco se importa com o outro. Ela quer se satisfazer e se maltratar!
Ela cega, sufoca, entristece, embebeda!
É o altroz, não tem compromisso com dor, domina os sonhos, é ansiosa, é insana... Baita luta que é pra arracar, esquecer... cansa, fere, magoa.
Paixão mexe com peito, pelo, pele, estômago, com a mente, com joelhos, com mãos... Paixão é vício!
Apaixonado é bicho chato, afetado, machucado, intransigente!
É quente, sensível, insensato, imaturo... Paixão mata por dentro, aos poucos, com requintes de crueldade!
E quando a dor é insuportável, ela é alimentada! Corroe, enlouquece!
Paixão não antecede nem prepara pro amor, é vencida por ele.
INSIPIDUM 𓂀
Ei moça, ainda é cedo pra desistir, a vida lhe trará alguém com um coração tão insípido quanto o teu e que lhe demonstrará que não só pode fazer diferente dos outros com os quais já conviveu, como pode fazer a diferença na sua existência...
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Alguém que não aperte suas cicatrizes na hora da dor, não te insulte nas suas fragilidades, mas te valorize a ponto de doer só de cogitar te magoar... .
Alguém que mecha com você não só na carne mas que estremeça sua alma...
Que faça suas mãos suarem, que te provoque um sorriso de canto de boca a cada notificação, que faça de seu beijo único e carinhoso e que ainda sim consuma sua pele arrepiada em ardor e fogo 🔥.
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Alguém lhe desperte seus os instintos mais animalescos e sutis somente pela presença, e que mesmo tempo se afogue e mergulhe sem medo na intensidade de seus sentimentos mais profundos e verdadeiros.
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Tranquilize-se, quando for o momento certo o universo trará alguém em que poderá confiar suas intenções mais puras, e ele saberá o que fazer delas, alguém que te faça transbordar em amor e reciprocidade e que te consuma como um todo, e que saiba apreciar um prato cheio em meio a tanta gente vazia e rasa que existe por aí... .
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@gutogiacoobe .
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Ordo ab Chaos ∴
Em quantos mares naveguei
Cheios de esperança ou cheios de lágrimas
As minhas, não as tuas
Por amar alguém que sequer encontrei
De onde vens, de onde vieste
Não sei
Porém almejei o teu abraço
O conforto que não me deste
Soubeste, pelo acaso
De uma grande paixão
Paixão essa, fracassada
Por um longo amor sem prazo
Não adiantou sorrir entretanto
Falsa esperança, traiçoeira
Levou todo o sentimento ao qual foi dado
Deixando a tristeza consumir cada canto
Oh, se eu pudesse, quisesse
Não deixaria o teu barco passar
Alcançar-te-ia, então
Sem agarrar a tua mão
Sei que não a iria largar
Querido alguém, ou ninguém,
Foi difícil te amar
Porém, o mais árduo,
Foi não saber como te alcançar
Percorro uma estrada
Incansável, insegura
Um caminho responsável
Pela tamanha amargura
No teu olhar, perco-me
No teu coração, perco-me
Estarei eu a sentir falta
De um amor que não existe?
Penso estar a cair
Num buraco ilimitado
Nunca quis te magoar
Arrepender-me-ia se o fizesse
Então, que farei eu?
Percorro uma estrada
Incansável, insegura
Um caminho responsável
Pela tamanha amargura
Dar-te-ei o meu tesouro?
Lamentar-me-ei, depois?
Com o meu coração, embevecido ficaste
Já eu, com o teu, nem uma gota de amor me deixaste
Cada "amo-te" uma faca
Cravada no meu peito
Ao saber a força das palavras
Que me enfraquecem, sendo cruas
No teu olhar, perco-me
No teu coração, perco-me
Estarei apaixonada?
Então, que farei eu?
Ao perceber o teu olhar
Choro internamente
Quem me dera saber te amar
Como faço o medo parar?
O medo de te magoar...
Por querer te amar!
E não haver paixão
Estarei apaixonada?
Não, não poderia estar mais enganada!
Labirinto de mim mesma
Dentro desse labirinto
Eu vagueio sem parar
Em uma eterna procura
De um dia eu me encontrar.
E hoje eu vivo assim,
Na sombra dos meus pesadelos
Tentando entender o motivo
De tanta dor e desespero.
E essa intensa busca
Profunda amarga meu ser,
De lembrar da minha infância
Daquela criança
Que chorava sem querer.
E hoje eis aqui
Sentada nesta cama,
Escrevendo esses versos
Eu mergulho no meu ser
Nesse abismo infinito
À procura de um núcleo
Aonde mora o meu bem querer.
Eis aqui mais um dia,
Vivendo,sobrevivendo,aprendendo
Mais acima de tudo querendo
Novamente me encontrar.
A Vida é uma eterna procura
De algo abstrato
Que nem sempre
Conseguimos aqui encontrar,
Talvez o erro,
Seja nossa forma de procurar
Buscando o tangível no intagível
Só faz aumentar a procura,
E andando em ciclos
A Vida continua...
Me amava,
Mas,
Não a minha excêntricidade,
Me amava,
Mas,
Se intoxicava com a acidez de minha inteligência,
Me amava,
Mas,
Não me suportava,
Porque nunca me conheceu de verdade.
Não tenho temor à morte, eu temo a vida,
Morrendo, talvez, transporte-me para outro estado,
Vivendo eu só agonizo, por este, então, eu só tenho a lamentar.
Eu quero acabar com isso
Parar esse sentimento ruim
que se instalou em mim como um parasita
anos e anos e ele continua aqui.
Não vejo outra saída!
Precisamos olhar um pouco para dentro de nós. Revisitar nossa criança interior, colocá-la no colo e ouvi-la com todo carinho. Sinta o que ela sente e transmute todo sentimento de dor em amor.
Perdoe e sinta-se perdoado por ela.
Brinque, dance, rodopie com sua criança, até perceber seu corpo, mente e espírito leves e mergulhados em profunda paz e serenidade. Após isso, dê aquele abraço caloroso, agradeça e, antes de regressar, diga que tudo, entre vocês, sempre estará bem. Volte, com o coração leve, mas com a consciência de que sua criança interna sempre estará lá, esperando pra brincar.
Verdades Lastimáveis
Doeu
Doeu saber que você iria embora
Doeu saber que você me jogou fora
Doeu não te ver pela última vez
Pesou
Pesou o que você me disse
Pesou minhas atitudes estúpidas
Pesou na minha consciência
Tentei
Tentei me recuperar, para não te machucar
Tentei te querer, sem me afastar
Tentei te explicar, que não sou melhor
Para ti, e para quem está ao meu redor
Mas não foi suficiente
O meu egoísmo te afastou
O meu medo te desconsertou
E minhas promessas de amor
Teu coração liquidou
E agora
Agora me resta aceitar
Que seu amor deve estar pelo ar
Pronto para um outro pulmão respirar
E eu ficarei sozinho
Só eu e meu caminho, repleto de vazio
ECLIPSE (soneto)
Sei de uma saudade, tapera escura
Onde meu coração anda penitente
Memória de uma dor, que perdura
No peito, cheio de suspiro pendente
Ó paixão, só me quer na sepultura
Da solidão, amarrado em corrente
Da agonia, me privando da ternura
De ter-te... me tiranizando a mente
Por que? Bates a porta do querer
Quer me ver sofrer e em prantos
E de sentimento rude e sem valor
Arranca de mim este vazio a prover
Versos toscos e tão sem encantos...
Tal qual a quem... desluziu o amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Alguns erros são cometidos
Está tudo bem, tudo ok
Você pode achar que está apaixonado
Quando está apenas com dor
Por quê?
Porque sou insensível
E eu voltei a ser como era porque sou insensível
Todo esse dinheiro e essa dor me deixaram insensível
Oh morte
Sei que anda comigo
Apareça e me leva embora
Tire de mim esses dias sombrios
Mata-me as sensações de dor
Cura-me desses traumas
Afasta-me esses demônios
Leve-me ao vazio
Tire-me a consciência
E me apresente a inexistência.
Quanto mais me esforço em esquecer, mais eu sinto.
E por querer dolorosamente, mais eu penso, resisto.
No pensar eu repito, todo esse ciclo.
Me pego voltando de onde nunca sai.
Neste ponto percebo que nunca fui, não realmente.
Sempre estive e assim fiquei, somente afundei.
Ao afundar recomeço esse vício, sinto tudo como no início.
Me viciei em tentar esquecer.
Estou farto!
Já não aguento mais...
Será se realmente estou vivendo ou esperando o dia da morte?
Pensamentos vem e vão da minha mente e parece que não penso em nada
Tenho certeza? Ou incertezas infundadas...
Em meio a um período de transição vieram-me vislumbre de anseios que guardo no fundo do meu coração
E então afundei num mar de duvidas
Ó dúvida porque não me deixas em paz?
Passo por um período de paz e sinto medo, pois calmaria e tranquilidade não são sentimentos corriqueiro para quem está sempre em alto mar.
Preciso de ajudar! Ajuda? Será se posso encontrar ajudar a não ser em si mesmo?
Vivendo e se escondendo dos problemas e se esquivando de seus ataques.
Agora só me resta esperar... esperar e confiar que o tempo irá me trazer certezas
Certezas essas que me afastaram das dúvidas? Talvez não! Mas me trarão uma leve sensação de segurança.
Certezas eu terei quando eu realmente tiver de coragem de sair da minha zona de conforto, e nadar no rio da aprendizagem, e após muitas correntezas torcer para que no final.
Eu possa aprender que viver não é fácil, e as dúvidas são ferramentas usada pelo destino, para nos fazer prosseguir em busca dos nossos sonhos.
Grãos de saudades
O Tempo resolve.
Não, ele aparta as dores,
e aperta a saudades.
O tempo dissolve
tudo em recordações,
transformando em pequenos
grãos de lembranças,
grãos coloridos,
grãos cinzentos.
E assim vai ficando possível
de carregar, a dor da saudade.
O que quer que os corações
solitários possam esconder,
os pensamentos podem desfazer.
"O tempo não trás desculpas".
