Poemas de Deuses do Amor

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⁠Ó NOITE...

Ó noite, ampla noite, de insonolência
Noite umbrosa, de fado aos sofredores
Suspiros, preocupações e tantas dores
Nessa apertura tediosa e sem paciência

Socorre a alma ó repouso, com essência
De paz, suste a tortura e seus langores
Ó quimera venha a mim para dispores
Sonhos calmosos, e me tire da dolência

E o silêncio, que estronda a harmonia
Numa solidão que no breu se mistura
Insistente, e tão tomado de teimosia

Inquieto sinto o negror da amargura
Sobras frias, sinto áspera melancolia
Na rude poesia, canto! Ó noite dura!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 de abril de 2021, 03’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O ipê florado no cerrado
Orvalhado, é um aparato
Um alvorecer encantado...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠[...]Deus dá a todos o fado e bagagem
Uns querem atulhar de ouro e prata
Outros de leves passos, vão além....

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠“Volontà di”

Perdido aqui, num poema sem direção
entre saudades, solidão e tanto pelejo
que ao estimar tanta sensação, desejo
usar cada sentido e cada pura emoção
Do coração um olhar repleto de paixão
aquela visão numa poética em cortejo
de poetar a quem mereça o doce beijo
abraços, em resumo uma grata razão

Aquelas odes bem talhadas, diferente
repletas dum sentimento inteiramente
pairando numa vontade farta de ardor
Aquelas odes com tudo, não metade
que nos carrega além da eternidade
as autênticas prosas do total amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 fevereiro, 2022, 15’42” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ENLEVADO DE POESIA, CERRADO

Eu amo o João de Barro num jatobá
Sabiá na laranjeira, jeitoso a cantar
A matinada dos anus que faz maçar
O uivo do vento no velho jacarandá
Eu amo o ocaso do cerrado a enlevar
O amanhecer ímpar onde o belo virá
Eu amo a afoiteza de um tamanduá
Cá o encanto, o néctar ao doce luar

Eu amo a noite tão cheia de calma
Um acalanto no aconchego d’alma
Numa sinfonia que a graça extasia
Eu amo o cheiro de chuva pesada
Que saca aquela saudade danada
Amo o cerrado, enlevado de poesia...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 fevereiro, 2022, 15’49” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Tortura......

E quando a minha hora chegar
não adianta implorar
Porque eu não vou olhar para traz.
Tá escrito, como sempre foi.
Hoje eu sou cordeiro amanhã eu volto leão.
Pode apostar isso é tortura PSICOLÓGICA.

Inserida por robson_prado_1

⁠MINHAS POESIAS

Eu as escrevo tal qual a uma prece
Desfiadas do sentimento ao dispor
Se dando mais que nunca por amor
Ocultas na sensação que as aquece
Eu as deixo na ilusão que enriquece
Ninadas numa emoção a lhe compor
Catadas da existência com tal vigor
No ímpeto da poética que a apetece

Das poesias, sofredoras, mas ditas
Esfoladas no cenário das desditas
Cada qual com a sua tal antologia
Minhas poesias, o sentido exposto
Do âmago desnuando o seu rosto
Ao agrado, numa sede que aprazia...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 fevereiro, 2022, 15’36” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TEMPOS IDOS

Não sepultes, lágrimas, o que já andado
Tem pena da recordação que sobreviveu
Eu suspiro cada detalhe que não morreu
Os quero perto, concebido, ao meu lado
Não, não desejo o sentimento enterrado
No campo ignorado e tão cheio de ilusão
Que não se soterra, assim, uma sensação
De emoção, e então, dado por encerrado

Ah! não me arranque d’alma este acalanto
Deixai-me cá no conforto que quero tanto
Sem dar adeus aos sonhos meus partidos
Ó singular amor que traz tanta imensidade
Não me abandones cá no sírio da saudade
Agoniante, ao dobre triste dos tempos idos

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 fevereiro, 2022, 12’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠(27 DE FEVEREIRO)

Dia e mês que levo os anos
Nas costas e cada vez mais
Idos sonhos e doces planos
Nos acasos e ocasos, vais!
Lido com o agrado está data
Num rígido e reto itinerário
Afinal não é ouro nem prata
Mas é especial no calendário

Não posso dar um até mais
Se veloz já é naturalmente
Dele eu não esqueço jamais
É meu instante inteiramente
Mais ido. Permissões anuais
Do fado. Estar! Um presente!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 fevereiro, 2022, 00’25” Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠“CUGINA” FLÁVIA

Se da morte predomina a saudade
Da saudade a lembrança de porte
Doce menina, nunca pela metade
Tenho na falta uma saudade forte
Um vazio tão cheio de recordação
Que invade a todo momento o dia
Pulsa abafante, árduo. Tristura não
Pois deixaste aquela boa simpatia

E, tenho da privação aquele pesar
O teu olhar arraigado no passado
Numa carência do silêncio a surrar
Ah! o tempo distância mais e mais
Mas também abrevia o reencontrar
Pois, tivemos a regalia de te amar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 de março, 2022 – Araguari, MG
*data natalícia da prima Flávia Magalhães Nogueira (In Memorian)

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SER DIFERENTE

Ser um soneto ou uma trova, ser diferente
Afim aos olhos de quem sabe o bem olhar
Suspira, chora, tal qualquer um que sente
Nos teus versos, também sabe bem versar
Apenas distinto, interpele sem machucar
É na tua prosa que tem o prosar inocente
Duma gente de vario sentimento para dar
Que pressente, aprecia, sabe ser presente

Cada canto com a poesia e sua inspiração
Então, deixe de lado o desprezo, a aversão
Seja o coração, uma compreensão, tente!
Afinal, mãos conforme, a escrita desigual
Pois, numa trova ou no soneto, cada qual
Com a sua essência, por ser tão diferente...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 março, 2022, 21’58” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SABOR DA POESIA

Eu amo a poesia pelo seu encanto
Pela razão da poética em seu ser
Sem me importar com o portanto
Se há prosas de tristura ou prazer
Eu amo a poesia na sua natureza
Na essência onde a ilusão estará
Sem pensar se há apenas pureza
Importa a magia e se assim será

Poesia é sensação, só saber tê-la
É sentimento caída duma estrela
É suspiro, oferta, a luz de um luar
Saber chorar, se é pra enternecer
Sorrir, quando a alegria é o viver
Compreender, sentir e degustar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18’55”, 10, março, 2022 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠“FATEOR”

Tu vês, ó poesia. Estou desapontado
Calado, num emaranhado de ilusões
Em meio a várias inquietas emoções
Nesta tarde de verão, cá no cerrado
O céu no azul imenso de sensações
A saudade que fica aqui do meu lado
Definhando o peito, e já tão apertado
Nada me confortas, tudo imensidões

Estou acabrunhado, só, tão perdido
Em uma voragem dum amor dorido
Que hauri de vozear, correr e passar
Tu vês, minha poesia, quanta solidão
Se o choro alivia minha alma, em vão
Deixando o dia triste com triste olhar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11, março, 2022, 13’19” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VOCÁBULO POESIA

É palavra tão poética, e tão inteira
Que sai duma imaginação visceral
E que sabe, decerto, quão especial
Ao sentido é... essência verdadeira
Da dor e do amor rasga a sua leira
Aflora qualquer noção sentimental
Avilta a uma sensação corriqueira
É prece, a paixão, direção verbal

Poesia é muito, quase tudo, feito
E é, certamente, do belo profundo
Na essência do sentir o doce jeito
Ao sentimento o sublime segundo
Emoção, aonde o devaneio é eleito
Sentimentalidade que gira o mundo

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 março, 2022, 12’44” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠POEMA SAUDOSO

O poema está saudoso. Num sossego
Tumular. Tudo vibra e pouco se sente
A tua alma sem qualquer único apego
Não se vê mais aquela prosa atraente
Clama, suspira, se depara amargurado
Sem pudor o agrado perde sua graça
São versos vazios, outrora apaixonado
Desfez-se o belo em nuvens de fumaça

Hoje que, amar, de ardente sedução
Já não mais verseja para o coração
Tudo é ilusão, há apertura somente
O poema está nostálgico, só, à parte
Sem qualquer sabor ou qualquer arte
Saudoso da poética de antigamente!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14 março, 2022, 18’53” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VOZ DO VENTO

Uma agonia! a voz do vento que murmura
No cerrado, sussurrando aquela saudade
De outrora, em uma sensação pela metade
Sobra de um sonho, esquecido numa jura
E o vento no terreiro vai pela noite escura
Gemendo entre os galhos tortos em riste
A melancolia n’alma e no coração insiste
Expondo ao verso um versar com tristura

Vai e vem, bafeja, suspira, queixa, farfalha
Um vendaval choroso, cortante tal navalha
Revivendo aquele amor perdido. Um talvez
Ah vento! Quanto falta, ah! quanta solidão
Que sinto no peito, que se vai na vastidão
Ermo, dos mimos ameigados a minha tez...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19 março, 2022, 14’21” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PRAS MARIAS

Maria, Marias... poética, és poesia
Força no nome, as Marias caseiras
Das dores, as José, as de idolatria:
A Mãe de Jesus, Amém... Fé e valia!
Maria, de Fátima, Brasileiro, brasileira
São muitas, e todas com sua quantia
A da cidade, a caipira, a lerda, a ligeira
Mulher faceira, as Marias, no dia a dia

Cada Maria: as filhas, as mães, as tias
Família, vigor, amor, ternas melodias
Quem em casa não tem a uma Maria?
São versos na emoção, assim, escritos
Ditos, afinal, são de sentidos benditos
Vivas se dão!... nesta láurea melodia!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
22/03/2022, 05’30” – Araguari, MG
pra minha tia Maria de Fátima Brasileiro, nos seus 80 anos

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PADECER

Ainda às vezes, a prosa saudosa
que outrora me foi com afeição
vem cruel tal desfolho duma rosa
macular a poética da inspiração
E, dantes a poesia tão carinhosa
que da alma era vital dedicação
agora em tom áspero, nebulosa
chora no verso cheio de solidão

Ah! esse aperto que tem a toada
de sensação dura e amargurada
põe a trova em um dano sem fim
Pois, o fado ainda bem maldoso
unta de suspiro, pondo pavoroso
o soneto a padecer junto de mim....

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
24/03/2022, 15’30” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONHANDO...

Daquele mesmo sonho sonhado, repentino
rico de venturas, colorido de doce sensação
de imagens aromáticas, mirífico, tão divino
minha alma sonhou cada sentir de emoção
A cada alvor, a esperança e o seu destino
e para o amor, suspira o emotivo coração
a cada imaginação um despertar genuíno
a expectativa de um porvir, de uma ilusão

E, assim, cada trova, cada prosa, criando
a poesia e eu na poética íamos sonhando
chilreando paixão numa canção especial
Sonhando... e como é bom poder sonhar
tem sempre gosto de quero mais, idear...
Velando por aquele sentimento adicional!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 março/2022, 13’10” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NAS ENTRELINHAS

Se alguém pudesse ler a alma da poesia
secreta, onde cada sentimento a traçou
talvez entenderia mais sua terna melodia
os sonhos, os suspiros que elevaram voo
Estar é o destino e, se acaso, algum dia
a condição no sofrer, então, lacrimejou
esse verso não era a poética de alegria
nem tão pouco a emoção que enlutou

É a vida, ilustrada, da direção da gente
tateando a cada momento eternamente
trajando o além dum agrado ou aflição
Nessa prosa, na composição reservada:
um olhar, um sussurrar, a afeição velada...
nas entrelinhas de uma variante sensação!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 março/2022, 14’41” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol