Poemas de Deuses do Amor
Ao término de um relacionamento não existem culpados, mas pessoas que optaram por outros caminhos.
Engraçado a preocupação sobre quem terminou com quem e qual foi o motivo. Relacionamentos não terminam da noite para o dia, mas desfazem-se aos poucos, esfarelam-se gradualmente por vários motivos.
A culpa não é do zap, da “outra”, do “outro”, do futebol, da cerveja ou do excesso de trabalho, a culpa não é de ninguém, simplesmente acontece.
Quando o relacionamento não é cuidado diariamente, os interesses em comum diminuem, e o afastamento caminha até virar abismo.
Relacionamentos precisam de carinho, cuidado, companheirismo em doses homeopáticas e de forma recíproca.
Exige disposição, doação, entrega e principalmente amor
Assim percebemos que o outro, com todas as suas imperfeições, pode sim ser de um jeito que nos faz feliz.
O que fazer quando ela ressurge?
Quando ela pede para falar nas entrelinhas?
Quando ela quer sentir, pulsar?
Quando ela não me deixa ignorar que ainda existe?
O que fazer quando ela sente o "se"?
Quando ela sente no corpo as memórias?
Quando ela ela suspira?
Quando ela me devora querendo te reviver?
Ser estranho esse
que teima em coexistir
mesmo quando eu penso
que deixou de estar aqui.
Em momentos assim
Eu não sei o que fazer comigo
Com a minha impermanência
inconstância
Não sei como nomear
Profundidades ou abismos
Amor pela melancolia
Minhas brechas
Meus esconderijos de mim
Do mundo, não sei
É quase um assombro
Uma escuridão
Meu amor pelo movimento
Minha reinvenção de mim.
Possibilidade impossível
Proximidade distante
Lampejos de insanidade
Incoerente sensação
Desalinho de pensamentos
Intocado querer
Uma vida inteira para perceber
Um sem fim de tempo para entender
Até sentir o que você sentiu
Até viver o que você viveu
O possível é realmente um bálsamo
O palpável é de fato um acalento
Um descanso para um coração
Cansado de viver em guerra contra
Si mesmo
Me fala
O que você faz com tudo isso?
Onde você coloca?
Fala que pra você tudo isso some
Fala que a culpa é da minha intensidade
Fala que é apenas isso
Fala...apenas fala
Ela sabe dos meus esconderijos
Ela sabe onde me encontrar
Ela sabe onde se esconder
Ela sabe onde me enfraquece
Ela sabe não permanecer
E mesmo assim nunca deixar de estar sempre perto
Não passou
Nem vai
Nem sai
Simplesmente porque
Eu ainda não descobri
Um lugar para andar
Onde você não esteja
Eu preciso te dizer agora, o que nunca disse antes...faz muito tempo, eu sei!
Temi tanto a sua partida, que parti primeiro...foi isso
Era insuportável ficar longe de você
Insuportável imaginar todas as possibilidades de você decidir não mais ficar comigo
Insuportável esperar
E de verdade, acreditei que era essa a solução e que depois de um tempo tudo se normalizava
E a verdade é que nunca foi normal, nunca!
Nunca foi igual a nada, nem durante, nem depois, nem agora.
E eu nunca soube como explicar você pra mim, nunca soube me entender em você, era simplesmente intenso e indecifrável!
É como se eu tivesse me encontrado em você e essa ideia me assustava demais...eu não estava pronta para "nós".
Ontem foi o dia mais difícil sem você
O dia mais ambivalente
O dia em que a vida me fez lembrar que você não ficou aqui
para que eu pudesse te tocar
Você não ficou para que eu pudesse te olhar assim
e nem para que eu fosse olhada de volta com olhinhos curiosos
Não deu tempo de sentir seu cheiro
Olhar suas mãozinhas mexendo
Sentir você crescer aqui dentro
Não deu tempo de escutar seu coração batendo,
Nem por um segundo
Nada disso aconteceu
E tudo isso não passa, não sai, não vai
Só dói, só me faz sentir assim, vazia
Vazia de um amor que não se concretizou como eu sonhei
De uma saudade de coisas que eu nunca vivi
Eu não estava pronta para perder você
Ela é tão intensa que chega a sangrar
A dor que provoca em si mesma virou fonte de prazer
Ela exagera na emoção só para se revirar
Apaixonou-se pela ebulição, pelo calor do corpo
Ela não não se conecta com a calmaria, não porque não consegue, mas porque não quer.
Roubei-lhe a caneta e a tinta
Fugi por suas brechas
E necessito dizer-lhe
Antes que ela me tome
Ela tem medo de si mesma
Evita seus abismos
Ignora sua vozes
Refuta seus desejos
Quer apagar-lhe da alma
Mesmo sabendo
Que ainda não consegue.
Fazê-las?
Não fazê-las?
Espero que sumam?
Espero que sejam as mesmas que as suas?
Ignoro?
O que fazer com as perguntas que insistem em surgir?
O que fazer com essa parte de mim
Que teima em querer você?
O que fazer quando ela te chama?
Quando ela te vê, mesmo quando você não está?
Quando ela te ouve, mesmo quando você não fala?
Quando ela te sente, mesmo quando você não está aqui?
Onde te procuro
Não te encontro
Onde te não encontro
Me perco
Onde me perco
Te sinto
Onde te sinto
Me acalmo
Onde me acalmo
Me perco
E onde me perco
Te acho
O que fazer com esse ser de ambivalências que habita mim?
Como não ser ambivalente?
Como faz?
Como acabar com essa sensação
De me perder a cada vez que me acho?
Como faz para ser uma só?
Todos são assim?
Será que meu problema
é que eu disfarço pouco?
Te enfeitiçei,
Te confundi,
Estremeci sua base
Mas a verdade é que
Nada disso foi suficiente para mim
O verdadeiro significado de ser mãe vai muito além do ato de dar à luz; é nutrir, guiar e amar incondicionalmente.
Aqui está o seu texto organizado, mantendo toda a sua essência e força:
Ser mãe é muito mais do que simplesmente dar à luz. É cuidar da criança que anseia por um abraço, amor e atenção genuína. É perguntar: "Como foi o seu dia?" e "Fizeste o T.P.C?".
Ser mãe é motivar o filho a trilhar o caminho do conhecimento, é aconselhá-lo quando desviar-se, dizendo com carinho: "Filho/a, este caminho não é o melhor, siga por aqui." As crianças precisam imensamente dessas mães presentes e atentas.
Portanto, sejamos mães para todas as crianças que cruzam o nosso caminho. Feliz Dia das Mães, neste 11 de maio!
