Poemas de Deuses do Amor
Nostalgia
Uma escrita em rastros
De lágrimas…
Um bilhão de despedida
Em cem encontros,
E um sofrer em distância.
Somos acostumados
A viver, e a sofrer
Em distância,
E no fundo nem sempre
Há solução.
Suspiro
Tu!
De onde vens?
Dessa forma
De onda…
Me deixas mágoas
Ficas!
Não vás…
Estou cansado
Das tuas indecisões
Nós!
Suplicamos amor eterno…
Somos cachoeiras,
Se quebrando
Nos rochedos
Lá estamos
Eu e tu,
Nas cortinas
Ilusórias
Do céu!
Aquilo que sinto
Aquilo que sinto
É um dos sentimentos
Mais sentidos
(Não minto!)
Tem “a” na primeira sílaba
Queima por dentro
E pesa no peito
Se verbalizar
Pode até rimar com mar
Mas parece mais um rio
Pois é um sentimento frio
(Até doentio)
Viver e sentir este vazio
A um carneiro morto
Misericordiosíssimo carneiro
Esquartejado, a maldição de Pio
Décimo caia em teu algoz sombrio
E em todo aquele que for seu herdeiro!
Maldito seja o mercado vadio
Que te vender as carnes por dinheiro,
Pois tua lã aquece o mundo inteiro
E guardas as carnes dos que estão com frio!
Quando a faca rangeu no teu pescoço,
Ao monstro que espremeu teu sangue grosso
Teus olhos - fontes de perdão - perdoaram!
Oh! tu que no perdão eu simbolizo,
Se fosse Deus, no Dia do Juízo,
Talvez perdoasses os que te mataram!
Caminhos (Walmir Palma)
Há o de ida.
Sabe- se o que se quer.
Quando o verbo é ir, ficar não releva.
O de volta,
É o que se colhe na busca
Compreender a espera.
Atalhos a mente cria,
Para os passos ou não.
A imaginação é guia.
Impulso e reflexão.
Dois motores da vida
Eis a loucura e a razão.
Distante a mirar!
Águia que olha distante,
Já sofreu tanto
Quanto sofri?
Um olhar distante
É o que me resta!
Será que somos
Dois diamantes sem brilho,
Ou esquecidos, ignorados,
Menosprezados, não
Lapidados, desvalorizados o que há?
Só fico aqui sentado pensado
Distante a mirar!
A onde eu estou você está.
Não fisicamente.
Mas na minha mente.
Não importa o que eu faça.
Quem eu abraça.
Eu fico sem graça.
Pois fico pensando.
O que eu mais queria era estar te amando.
- Estar longe de você dói demais
Adeus, cidade! Eu vou-me embora!
Eu já vou tarde. Eu vou agora!
Choveu na roça! Felicidade!
A terra flora. Bateu saudade!
Essência (Walmir Rocha Palma)
Pudesse a voz
Numa só melodia
O que entende a visão revelar
Fosse ver apenas
O sentido dos olhos
Todo o canto então seria:
Traduzir
Cada voz/visão viver
E a essência do ser cantar
bs.:este poema foi musicado por Rosa Passos.
Menino!
Amar é para os tolos
Que amam como o vento
Ao bater numa flor
Há num peito um calor
Naquele menino
Um sorriso bonito
Num mundo de dor
Várias almas perdidas
Sofridas,amargas e feridas
A procura de amor
E uma vida com cor
E nessa vida paralela
Aquele menino
Encontra o amor
Você falou que me amava.
Que me esperava.
Mas a verdade é que eu não era nada.
Você me deixou.
O vazio me tomou.
Isso não se faz.
Prometer ficar.
Para logo depois já não estar mais.
- Isso não se faz
Imagina se a Amazônia chegar ao fim?
Nós vamos morrer assim.
As árvores que dão o nosso ar,
e vocês vão se lascar
se ao fim a Amazônia chegar.
Sentimento Novo
Estou gostando de algo novo
Estou gostando de você
És a criatura mais bela
Meus olhos a te ver
Meu sorriso florescer
Minha mente a se perder
Seu sorriso monótono
Seu jeito é ótimo
Sua voz me alivia
Seu olhar me contagia
Alucinado por você estou
Garota eu não vejo a hora
Quero te ter ao meu lado agora
Admirado por você estou
A vida é assim! Assim é a vida!
Sempre haverá chegadas.
Sempre chegará a hora da partida.
A vida é assim! Assim é a vida!
A Nave (Walmir Palma) p/ Oscar Niemeyer
Eu vi o traço do arquiteto incontinente
Insustentável tal leveza e o gênio ousa
No coração da pátria enfim inconfidente
A liberdade sutilmente as asas pousa
Sonho conjunto que a memória perpetua
Planta- se o sempre nos elãs da geometria
Unem- se retas ao milênio que acentua
A esperança mais presente que tardia
Cumpre- se a curva equilibra- se a mandala
Na convergência consciente dos vetores
A nave voa na amplidão aterrissada
Sucumbe a farsa onde a razão fincou valores
A criação desnuda o pêndulo no plano
Fundem- se ali o artista e o esteta
Em desafio qual esfinge ao olho humano
Deus quando faz das suas mãos as do profeta
li uma vez que: quando se está feliz demais, é sinal de que a vida está prestes a te tirar algo de especial.
você sempre me disse que era como uma brisa boa de fim de tarde.
e eu?
bom, eu nunca fui bom com metáforas.
Quem sabe eu já não seja o mesmo
Quem sabe eu já não ligue para feridas
Quem sabe eu já esteja acostumado
a ser calado e fingir que nada machuca
Eu sei o que me faz bem
Eu sei que você não se preocupa
Eu sei que um dia isso acaba
e eu deixo de lado essa culpa.
Poesia Final
Atos serenos de mentes perturbadas.
Vozes tranquilas, e lagrimas derramadas.
Viver aqui, entre os continentes das virtudes, atraente é a vida, só que não.
Sonhar por fim, por início a uma vida, vê-la passar pelo seus olhos, e a ver ruir.
Pequenos versos de loucuras plenas.
Mentes pequenas compondo poemas.
Palavras que rimam explicando a vida.
Letras conjuntas de uma ideia dividida.
Peço, e agora me despeço, não quero mais saber de mim.
Nessa poesia deixo marcado o meu fim.
Serenidade, é a mais pura verdade.
Vida dura de cão, tudo que tem é ilusão.
Viver entre raiva e agonia, no meio de sua própria fantasia, cai na real assim, dia ruim.
Nos domínios da vontade, não vive nunca de verdade, sempre espera uma razão, ilusão.
Pequenos versos de loucuras plenas.
Mentes pequenas compondo poemas.
Palavras que rimam explicando a vida.
Letras conjuntas de uma ideia dividida.
Peço, e agora me despeço, não quero mais saber de mim.
Nessa poesia deixo marcado o meu fim.
“IN SENTIMENTOS”
(...)
“Não são apenas desejos!
Nem orgias!
Não são apenas cobiças
que me inflamam a amar.
Dos meus sentimentos
saem as esplêndidas formas
de um querer,
querer mais que tudo,
mais que existe
entre os amores fúnebres
de uma paixão.”
