Poemas de Deuses do Amor

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MOTIM

No fundo da minha poesia, clamor
E ouço apertos e queixas sangradas
Milhões de aspirações sepultadas
Imaginações submergidas na dor

Às vezes, um vazio, palavras caladas
Mas, de repente, um tumulto estertor
Rangendo dentro do peito a compor
Devaneios, desdando ilusões atadas

Cortejos, motins: uivos e ácido luto
No castigado papel... broto e renovo
Em fermentação, dum estro bruto...

E há na intuição, de que me comovo
E no coro da inspiração que escuto
A magia do espírito num versar novo!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2019, final
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

REI VERÃO

O teu mandar verão!... Está cheio
Cheio de suor e alta temperatura
Como arde o sol na sua quentura
Que calor estroina e sem receio...

Como brilha o dia sem algum freio
Sob o reflexo do ardor, árida figura
De pé, no cerrado, flagra em fartura
Como um cálido fumoso no enseio

Que abrasador fogo no céu ardente
Morre o desejo, outro almejo roga
Em febre, teima o chão recendente

Reino de suspiros!... incandescente
Reino esbraseante! de picante toga
Sossega este calor, vil e indecente!...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
02 de janeiro de 2019
Cerrado goiano

RELÓGIO

Sou as horas que anda, que anda
Segundos, sem fim, sem dimensão
Vou levando verás, agridoce ilusão
Sonhos, e o teor na sua demanda

Sou o tempo, a correr, indagação
A realidade adestrada da varanda
Do viver, sem fingida propaganda
Minutos no vai e vem da emoção

Ninguém pode parar meus anos
Nascem e morrem, sem medida
Desse modo, acertos e os danos

E não há rebelião pra hora corrida
Há vida, tudo passa, sem planos
Então, não desprezais minha batida...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, fevereiro, 03
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

A Morte

Oh! a saudade é fato! E tudo passa
A alma em procissão faz despedida
E na lápide fria, repousa ali recaída
Por onde o dia dos mortos devassa

Do céu os entes queridos nos espia
No chão a emoção assim despedaça
E vê ir embora, tal sopro em fumaça
Na dor da lembrança tão cruel e vazia

Tristura! por que sofrer, assim, tanto
Se no entanto tudo é apenas questão
De tempo, a vida e a morte é encanto

Paixão! deixe em paz a paz do coração
Chore! e não temas o escarpado pranto
A morte é início da prometida ascensão

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
novembro de 2018
finados, cerrado mineiro.
Araguari.

Deixe a vida saborear naturalmente, aprecie a força do anoitecer...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
07/06/2014.

PERDÃO (soneto)

Cá estou, meu Senhor, a pedir perdão
Tal o humano: muito errei no caminho
Se de tuas leis desviei, dá-me alinho
Tentei ser, do afim irmão, mais irmão

Se de meu olhar ausentou o carinho
Perdão! Aqui me tens em confissão
Me ensina rezar com Vosso coração
Na omissão, fui um ser mesquinho

Não matei, nem roubei, fui em vão?
Perdão! Me tira deste mal cantinho
Se declinei, pouca era minha razão

Compaixão por me achar sozinho
Se no amor não pude ser paixão
Perdão pela tua coroa de espinho!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

⁠A saudade não mora só na criança
A saudade não mora só no adulto
A saudade não mora só no idoso
A saudade não mora só no humano
Ela não tem cor, cheiro, nem idade
E em qualquer sentimento de falta
Podemos chamar então de saudade.

QUERIDO PROFESSOR...


Apesar de ser pequenininho
E não entender muito das palavras,
Hoje acredito em tudo o que você me falava.


Muitas vezes me senti perdido,
Inseguro, sentindo-me a pior das criaturas.
Mas você me acolheu com sua maneira inteligente
E, ao mesmo tempo, diferente,
De dizer: confie em mim!


Palavras não traduziriam meus sentimentos,
Nem expressariam o que sinto aqui dentro por você.
Obrigado, professor, por sempre me ensinar!
Por isso — e por outras coisas — sempre irei te valorizar.

Quero aqui em alguns versos
Fazer também o meu protesto
Defender o meu nordeste
Do preconceito e da discriminação
Eu escolho o cordel
Por ser a linguagem mais fiel
Que representa o sertão


Pra ser sincero
não entendo a indignação
Dessa gente infeliz
Que não sabe o que diz
E só fica aí falando mal do nosso povo
Só porque não fomos baba ovo
De um presidente que a qualquer custo queria ganhar a eleição


Mas, felizmente, essa já não é mais a questão
O fato é que o nordeste sempre foi injustiçadooo
Taxado por muitos de atrasado
Lugar de gente sem noção


Mas contra isso eu digo é não
O povo aqui é tão sabido e politizado


quanto você que mora aí do outro lado… e fica falando mal do meu sertão.


Então, meu compadre, respeite o meu nordeste pois aqui tem sim cabra da peste


E se você duvidar
Pega aí
Os cabras retados da literatura, da arte, da cultura
E vamos aqui comparar


Duvido que tem aí
No seu lugar
Um Luís Gonzaga
Um Chico Anisio
Um Jorge Amado
Ou um José de Alencar


Vou nem seguir com
a Lista
Para não te humilhar
Nem vou falar de culinária, nem das praias
Que você costuma vir aqui frequentar


Mas se você tá acostumado
Com falsidade, hipocrisia
ou até mesmo com essa sua ideologia
Dá no pé e vai cantar
em outra freguesia
Porque caráter e honestidade por aqui a gente não negocia


Também não vou te Tratar com desdém
E pode até continuar banhando em nossas praias


que a gente não faz desfeita de seu ninguém
Você pode não valer um vintém
Mas por aqui, meu Compadre, o mal se paga é com o bem

Ser Professor


Ser professor é plantar,
mesmo em solo endurecido,
é regar com esperança
um futuro adormecido.
É saber que a flor do sonho
brota do chão mais sofrido.


É lutar contra o cansaço,
é sorrir quando há dor,
é fazer do giz um laço
que abraça com amor.
É ter fé no impossível
e ensinar com fervor.


Professor é luz que guia,
é farol na ventania,
é quem insiste e confia
na força da educação.
É aquele que não desiste,
mesmo quando a dor persiste,
carregando em sua mão
o poder da transformação.


Não tem capa, nem medalha,
mas vence cada batalha
com coragem e coração.
Porque ser mestre é ser ponte,
entre o vale e o horizonte,
entre o “não sei” e a solução.


Por isso, neste dia,
fica aqui minha poesia,
em forma de gratidão:
— Professor, tua missão
é divina e verdadeira,
tua voz é a sementeira
que faz brotar uma nação.

"Se eu não perdoo as pessoas, Deus também não me perdoa. "

Isso é bíblico! Mateus 6:15.

⁠Daqui a pouco estaremos online no YouTube.
Cultos às terças, quintas e domingo às 19h
@iptdv

Senhor, eu não quero me perder em emoções

porque aprendi que te servir e te adorar

não é só ficar emocionado,

chorar e fazer declarações...




E depois, quando o momento passa,

fica vazio, frio, aéreo

e sem qualquer indício da tua graça...




Vejo por aí muita gente assim,

uns realmente fazem um teatro,

outros acreditam que o que sentem

é a adoração de fato.




Não sabem diferenciar os sentimentos,

a mera emoção,

do poder verdadeiro que emana do céu;

confundem até mesmo a unção.




Porque quando a glória real se manifesta,

as pessoas também choram de alegria,

elas vibram, gritam, mas não é mera euforia.




A glória do Senhor não dura só um momento,

ela flui, quebranta o coração, purifica,

até constrange e também traz alimento.




Não é aquilo que se vê por aí,

o que chamam adoração...

Eu sei que tua glória vai muito além,

quando há real sintonia entre o céu e o coração.




Quando o desejo de ser visto desaparece,

quando das pessoas ao redor a gente até esquece,

quando tudo que importa não é a apresentação,

mas a extrema necessidade de render-lhe adoração.




É a expressão de um coração grato,

é o despertar para a consciência

da grandeza do Senhor de fato.




Ali o exterior apenas reflete

o que está dentro do nosso ser.

A alma se derrama, o coração se inflama,

e queremos declarar com toda força

sua majestade e poder.




Sei que ainda vai além de tudo isso

que pude expressar.

É algo sobrenatural e sei que

só tu, Senhor, podes me ensinar.

Quando dizemos “as pessoas julgam muito”, nem sempre estamos apenas descrevendo a atitude alheia; às vezes, estamos revelando algo sobre nossa própria dificuldade em lidar com críticas, correções ou divergências.

Em muitos casos, essa frase nasce do orgulho ferido, do desejo de manter uma imagem de alguém sempre certo e apoiado por todos. Em vez de acolher a possibilidade de erro ou crescimento, a tendência é transferir o foco para o comportamento dos outros, como uma forma de autoproteção.

Reconhecer isso é um passo importante de maturidade espiritual e emocional, pois mostra que o incômodo com o “julgamento” pode, na verdade, apontar para áreas em que ainda precisamos trabalhar nossa humildade e disposição para aprender.

⁠As 5 virtudes de um camisa 10 de sucesso:

Persistência;
Autenticidade;
Autoconfiança;
Coragem;
Foco.

Erros são conseqüências de tentativas frustradas ,
Quem na vida nunca errou é porque nunca arriscou
nada...

Inserida por McFoguinho

Por mais que tentem apagar a estrela que
brilha em ti,
mantenha teu semblante firme , pois Cristo te faz
sorrir ...

Inserida por McFoguinho

Se eu te trago sorte, aposte em mim
Se te deixo mais forte, aposte em mim
Te faço ver o norte, te dou rumo
Prum eterno amor sem fim

Inserida por oliviacosta

Xis

Não me perdi numa ilusão. Perdi-me
Na incoerência, entre os devaneios
E no poço sem razão encontrei-os
Débeis, onde a cortesia os oprime

E num inconsequente e fatal crime
Duma imaginação, tive sonhos feios
Onde a inspiração de olhares cheios
Da mesmice, deixou de ser sublime

Mas há tempo no bem, compreenda
Não só os que se tem, - os fugitivos
Os da fé do amor que não nos infama

São tais como o andejar de uma lenda
A alma terá sempre os homens vivos
No afeto, ardentes como uma chama

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018, 14
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

DEVANEIOS

Quantas vezes, em sonho, as asas da ilusão
Flechado pra onde estás, e fico ali no vazio
Me perdi nos devaneios, e então a solidão
Em um deserto agridoce: de amargor e frio

Angústia, minh’alma voa, quer outra direção
Soluça na treva, triste realidade que arrepia
Sonhos que mais parecem querer confusão
Estirado sob o céu, do cerrado, árida folia

Quantas vezes, a imensidão, assim calada
De cada canto passado, o olhar espantado
Via minhas lembranças no beiral debruçada

Quantas vezes, quantas vezes, a passividade
Da noite, num luar tão sedento e desfolhado
Fez lagrimejar cada versar de uma saudade...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol