Poemas de Cruz e Sousa
Não busques no acaso o teu sentido,
Nem esperes do tempo o que é teu:
O homem que caminha entorpecido
Jamais alcança o que o céu prometeu.
Se o mundo te empurrar ao precipício,
Faz do vácuo o impulso pra voar;
A vida exige o suor do sacrifício
De quem tem o destino a dominar.
No amor, não sejas metade ou prisioneiro,
Seja o fogo que aquece e não consome,
O porto firme, o abraço verdadeiro.
Pois no fim, quando a carne se consome,
Fica o rastro do espírito guerreiro
E a honra de quem deu brilho ao próprio nome.
Não há resposta fixa no horizonte,
Nem voz suprema a nos dizer por quê;
A vida nasce breve, quase fonte
Que corre antes que a sede possa crer.
Entre o que fomos ontem e o que afronta
O hoje incerto que insiste em renascer,
Moldamos o sentido que desponta
No gesto simples de ainda escolher.
Não é eterno quem nunca se arrisca,
Nem pleno quem só busca conclusão;
O vivo é chama frágil que se arrisca.
Se há rumo, é feito à mão, não por visão:
A vida vale mais quando se arrisca
A ser pergunta antes de solução.
“Você me faz mulher”, ela disse.
E a mulher mais realizada deste mundo, em todas as hipóteses.
Respondi que só em vê-la sendo minha
— e deixando a paixão do nosso amor nos consumir —
já me faz sentir de maneira surreal.
Em réplica, ela disse que também não sabe explicar essa sensação,
mas que talvez o corpo dela fale melhor comigo.
Quase enlouqueci aqui e respondi:
Ele fala.
Ele grita.
Ele demonstra.
E eu sei exatamente
o que ele está querendo
que eu saiba
de você.
Eu te amo, Ba.
Te amo com tudo o que sou
e com tudo o que tenho para te oferecer.
Amo você de maneira despida,
transparente.
E ainda me surpreende
às vezes até me custa acreditar
que esse amor que entrego inteiro
seja recebido
e devolvido
na mesma intensidade.
Cena digital
Nas redes sociais, a integridade perde o seu valor. Corpos não se encontram mais; a libido se desfaz, o amor pelos likes nos satisfaz.
A cada 2 ou 3 meses, deve ser entregue um relatório escrito ao cliente e ao Diretor Técnico do ginásio, comparando dados e regulando expectativas.
Não fale FAÇA!!!
Não faça escolhas nos momentos em que seus sentimentos estão mal!
Faça escolhas em seus melhores momentos!
Os sentimentos passam, como as estações do ano!
Suas escolhas é muito duradouras:
Quando ordenado por uma figura de autoridade, até que ponto uma pessoa comum está disposta a fazer sofrer um inocente?
Mataram Jesus colocando em causa a prova social!
A sociedade e as autoridades sabem realmente o que falam!
Duvidar nunca é muito!
Até que ponto você chegaria?
Quando ordenado por uma figura de autoridade, até que ponto uma pessoa comum está disposta a fazer sofrer um inocente?
Mataram Jesus colocando em causa a prova social!
A sociedade e as autoridades sabem realmente o que falam!
Duvidar nunca é muito!
Até que ponto você chegaria? Mataram Jesus colocando em causa a prova social!
A sociedade e as autoridades sabem realmente o que falam!
Duvidar nunca é muito!
Até que ponto você chegaria?
O profissional de exercício deve saber onde termina a sua competência.
Particularidades não define a formação.
Seja ético!!!Habilitação Legal: O serviço deve ser prestado exclusivamente por quem possui o Título Profissional de Técnico de Exercício Físico (TPTEF).
Base Científica: O profissional deve aumentar a sua literacia científica e pensamento crítico para aplicar práticas baseadas em evidências.
Individualidade: A competência revela-se no respeito pelas idiossincrasias articulares, musculares e fisiológicas de cada cliente.
O cérebro se prende ao que ameaça; o que acalma passa despercebido.
Somos moldados para notar o perigo antes da beleza.
Nossa espécie se adaptou para temer, não para admirar.
O mundo é aleatório, violento e muitas vezes sem sentido.
A vida não é cinematográfica. Ela é caótica.
E você é o improvável protagonista.
Tem olhares que prendem sem corda, sem esforço, um instante que não solta.
Tem risos que encantam altos, livres, que enchem o ar e deixam eco mesmo quando param.
Tem cheiro que grava teu cheiro de pele e de dia, que entra na pele e fica morando.
E tem você.
Você que carrega os três sem saber, sem querer.
Encanta. Prende.
Fica gravado na mente, nos ossos, no coração sem nome, sem explicação.
E basta.
Inteiro...
Eu não estava procurando nada.
A vida seguia. Imperfeita, mas minha.
Então você chegou.
E quando chegou,
o mundo não fez barulho,
fez sentido.
Nada precisou ser preenchido.
Algumas coisas apenas encontraram lugar.
Eu observei.
Não por desinteresse,
mas porque quem já caiu
aprende a respeitar o tempo das coisas.
Havia cuidado no teu jeito.
E o cuidado verdadeiro não invade,
permanece.
Aos poucos, baixei a guarda.
Não por promessa,
mas porque parecia seguro existir ali.
Eu tinha feridas.
Não escondi.
Estou tratando.
As tuas ainda sangravam.
Não por fraqueza,
mas por medo do que cresce,
do que exige futuro.
Eu entendi.
E não te culpei.
Eu errei.
Como erra quem se envolve de verdade.
Mas soube parar,
olhar de novo,
voltar melhor.
Não ofereci um conto bonito.
Ofereci presença.
E isso eu sustentei.
Você me fez acreditar de novo.
Não em finais perfeitos,
mas na possibilidade de caminhar junto.
Por isso me mostrei.
Inteiro.
Sem personagem.
Com falhas, medos, noites mal dormidas
e a coragem de dizer: é aqui que eu fico.
Eu confiei.
E confiança nunca é ingenuidade,
é escolha consciente.
Eu te amei.
E ainda amo.
Não como quem espera algo em troca,
mas como quem respeita o que foi real.
O que é verdadeiro não se apaga quando termina.
Muda de lugar.
Vira memória viva,
não ferida aberta.
Eu sei quem eu fui.
E sei quem sou agora.
Minha felicidade não depende de você.
Mas ao teu lado,
ela teria sido mais calma,
mais casa,
mais chão.
Eu quis ser teu homem.
E, por um tempo,
isso foi verdade para nós dois.
Hoje eu sigo.
Inteiro.
Sem culpa.
Sem ruído.
Com amor onde ele cabe
e dignidade suficiente
para não negar o que senti.
Olhares
Há olhares que chegam sem aviso
mudam o rumo do dia
Há olhares que nos levam
a lugares onde nunca estivemos
mas que, de algum jeito,
sempre nos esperaram
Há olhares que vão
Mesmo assim ficam
E eu sei
qual ficou.
Saudade do tempo de criança
Saudade do tempo de criança
quando corria na chuva
ou brincava no barro
sem medo de se sujar
saudade do tempo de criança
dos pés descalços no quintal
do vento no rosto
e do cheiro de terra molhada
saudade do tempo de criança
da bola correndo solta
na rua de terra
do interior
onde morava a felicidade
e da bicicleta velha
que parecia voar
saudade do tempo de criança
das noites calmas
com grilo cantando no escuro
e o céu vermelho
se despedindo da tarde
saudade do tempo de criança
quando criança queria ser grande
engraçado
quando cresceu
deu saudade de ser criança
saudade daquele tempo
em que tudo que se imaginava
parecia possível
porque tem coisas
que o tempo não apaga
a criança ainda mora aqui
nos sonhos guardados
na esperança teimosa
em tudo aquilo
que um dia a criança sonhou
e que ainda pode acontecer
porque no fundo
a criança nunca foi embora
ela só ficou ali
quietinha
esperando a gente lembrar dela.
Olhos abertos coração apertado...
O GPS diz aqui mais minha mente diz não é lá que você está!
Às horas parecem não mais existir.
Que louca confusão, fecho os olhos é só vejo você...
"Nada é eterno. Nem mesmo o que parece sólido. Hoje você pode ser aplaudido, amanhã ser odiado.”
-Isaac C. P. Ribeiro
“O que adianta sonhar com aquilo que você não corre atrás?
Não só sonhe, faça.
Todos temos grandes sonhos; o que lhe diferencia dos outros é o primeiro passo para concretizá-los.”
-Isaac C.P. Ribeiro
olhos grandes, perigo manso. riso que me ganha e prende. teu cheiro fica, teimoso. teimosa, tu.
mesmo quando você vai, fica teu olhar, teu riso, teu cheiro.
mesmo quando você vai, fica teu olhar, teu riso, teu cheiro.
