Poemas de Cruz e Sousa

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Reconhecer os limites do nosso conhecimento é o ponto de partida para o nosso conhecimento da verdade.

Amigo de verdade é aquele que quando você menos merece, te olha nos olhos e diz que te ama, simplesmente porque não conseguiria viver sem você.

Nos dias de hoje as pessoas são tão sinicas com essa transparencia; toda transparencia.
Que não consigo enxergar mais pessoa alguma como elas são.

Melhor maneira de vender algo: não vender nada. Ganhe a consciência, o respeito e a confiança daqueles que podem comprar

Eu tenho percebido, Dr. Rhodes, que quando recebem responsabilidades, as pessoas normalmente estão à altura da ocasião.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

Em vão tento vingar em outras o amor perdido.
Só consigo ir multiplicando tua falta.

Hoje conheci uma pessoa especial, e pessoas especiais nos fazem alegres. Sentimos que estamos vivos. Isso não é bom, é ótimo!

⁠Quando uma coisa vai além da minha inteligência, tenho o hábito de não me aferrar a ela e de passar para outra.

Amei um homem que me mostrara o mundo, mas que não me amara o suficiente para permanecer nele.

Será que me tornei tão encantada pela natureza porque estou trancada há tanto tempo?

Descobri uma lei sublime, a lei da equivalência das janelas, e estabeleci que o modo de compensar uma janela fechada é abrir outra, a fim de que a moral possa arejar continuamente a consciência.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).

Felizmente já faz tempo. Pensei que ia contar com raiva no reviver das coisas, mas errei. Doer se gasta. E raiva também, e até ódio. Aliás também se gasta a alegria, eu já não disse?
[...], nada volta mais, nem sequer as ondas do mar voltam; a água é outra em cada onda, a água da maré alta se embebe na areia onde se filtra, e a outra onda que vem é água nova, caída das nuvens da chuva. E as folhas do ano passado amarelaram, se esfarinharam, viraram terra, e estas folhas de hoje também são novas, feitas de uma seiva nova, chupada do chão molhado por chuvas novas. E os passarinhos são outros também, filhos e netos daqueles que faziam ninho e cantavam no ano passado, e assim também os peixes e os ratos da dispensa, e os pintos... tudo. Sem falar nas moscas, grilos e mosquitos. Tudo.

E, no fim das contas, de que adiantava ficar reexaminando nossa tristeza o tempo todo? Era como cutucar uma ferida e se recusar a deixá-la sarar. Eu sabia o que tinha vivido. Sabia qual tinha sido meu papel. De que adiantava repassar isso?

Da vida só levamos o que nos faz bem...viva,sorria e insista pois melhor vencer tentando e conquistando do que não lutar

Estupram de lá, esquartejam de cá, mas o pior crime que eu vi foi um pai de família se matando... todos os dias... indo trabalhar sem saber pelo quê.

Dói-me saber que a lua que agora vejo, também olha prá você inteirinho... Dói-me, não por ser lua, mas porque ela te vê e eu não!

Talvez eu seja o único pessimista que não é realista... talvez eu seja um pessimista consciente.

Para o poeta, sinônimos não existem. Cada palavra soa, cheira, degusta e diz diferente.

E mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria,
saber que já não sou a mesma de ontem me fez perceber que valeu a pena.