Poemas de Cruz e Sousa

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Se não quer nada e ...
então se afasta oras...
Quando a gente não quer, sequer,
proximo a gente fica

Quando você aprende a agradecer a vida para de pesar. A mente acalma, o coração clareia e o desespero perde força.
A gratidão muda o ambiente dentro de você: tira o foco do que falta e coloca no que já deu certo — e isso dá fôlego para seguir lutando.
E quando seu coração muda, Deus muda o caminho: portas se abrem, pessoas certas aparecem e você começa a enxergar soluções onde só via problema.
Quem agradece atrai; quem reclama afasta.
A gratidão faz sua vida destravar
HECTOR LUIZ BORECKI CARRILLO

A sabedoria é uma bênção? Para os religiosos, comecemos em Gênesis: qual árvore provém o fruto proibido, a árvore da vida eterna ou a árvore da sabedoria e do conhecimento? A da sabedoria. Antes dela havia inocência; depois, consciência, culpa, dor e morte. E por esse pecado pagamos até hoje, o conhecimento inaugura a queda. Então, como isso seria uma bênção, se começou através de um pecado?

Quanto mais se sabe, menos se sabe; e quanto mais se questiona, aos poucos as coisas vão perdendo o sentido, se é que um dia já tiveram sentido. Vamos caindo em contradições e dilemas, perguntas sem respostas.

Mas por que seria uma bênção algo que é constante e inalcançável como o amor?

Falar em principio, valores éticos e morais, vai muito além que palavras, oque demonstra são as atitudes.

Oque mais se vê hoje em dia são lobos vestido em pele de cordeiro.

Que semeiam o conservacionismo, mas que através de suas atitudes mostram que na verdade isso é apenas manipulação e argumentos mentirosos pra julgar o próximo e obter vantagem ilícitas para si mesmo e seu ego.

Ó doce amarga sensação ignava....
Ó terrível ócio, só me causa remorso....
Ó macia ríspida carência guarida....
Ó tristeza alegre....
Ó sabor quente da clara neve, que queima friamente os meus sentimentos tão breve...
Ó mentalidade ignara que mesmo após a maturidade, só me trouxe austeridade...
Ó certeza incerta certamente perversa...
De nada eu sei, tanto que tentei, frisei, chorei,simplesmente não aguentei...
Uma coisa é certa, certeza nenhuma há,
Uma coisa eu sei, por mais que tentei, eu vou continuar...

Não busques no acaso o teu sentido,
Nem esperes do tempo o que é teu:
O homem que caminha entorpecido
Jamais alcança o que o céu prometeu.
​Se o mundo te empurrar ao precipício,
Faz do vácuo o impulso pra voar;
A vida exige o suor do sacrifício
De quem tem o destino a dominar.
​No amor, não sejas metade ou prisioneiro,
Seja o fogo que aquece e não consome,
O porto firme, o abraço verdadeiro.
​Pois no fim, quando a carne se consome,
Fica o rastro do espírito guerreiro
E a honra de quem deu brilho ao próprio nome.

Não há resposta fixa no horizonte,
Nem voz suprema a nos dizer por quê;
A vida nasce breve, quase fonte
Que corre antes que a sede possa crer.


Entre o que fomos ontem e o que afronta
O hoje incerto que insiste em renascer,
Moldamos o sentido que desponta
No gesto simples de ainda escolher.


Não é eterno quem nunca se arrisca,
Nem pleno quem só busca conclusão;
O vivo é chama frágil que se arrisca.


Se há rumo, é feito à mão, não por visão:
A vida vale mais quando se arrisca
A ser pergunta antes de solução.

“Você me faz mulher”, ela disse.
E a mulher mais realizada deste mundo, em todas as hipóteses.


Respondi que só em vê-la sendo minha
— e deixando a paixão do nosso amor nos consumir —
já me faz sentir de maneira surreal.


Em réplica, ela disse que também não sabe explicar essa sensação,
mas que talvez o corpo dela fale melhor comigo.


Quase enlouqueci aqui e respondi:


Ele fala.
Ele grita.
Ele demonstra.


E eu sei exatamente
o que ele está querendo
que eu saiba
de você.

Eu te amo, Ba.
Te amo com tudo o que sou
e com tudo o que tenho para te oferecer.


Amo você de maneira despida,
transparente.


E ainda me surpreende
às vezes até me custa acreditar
que esse amor que entrego inteiro
seja recebido
e devolvido
na mesma intensidade.

Respeite a mente como sagrada.
Ela é o canal entre o humano e o divino.
Não a contamine com inveja, medo ou dúvida.
Respeitar o tempo da manifestação
é confiar no tempo de Deus.
A gratidão e o silêncio interior
mantêm o fluxo aberto.
Pense com pureza.
Fale com amor.
Espere com serenidade.
Porque o que é de Deus
amadurece sem esforço.
Quando você aprende a pensar do jeito certo,
sua cabeça para de ser inimiga
e vira aliada.
A ansiedade diminui.
A depressão perde força.
A confusão some.
E você passa a enxergar
o que realmente importa.
Com a mente limpa,
você erra menos,
se mete em menos problemas
e toma decisões mais firmes.
As coisas deixam de sair do controle
e começam a entrar no lugar,
uma por uma.
Pensar certo é andar certo.
E quem anda certo…
chega longe.

Eu não escolhi te amar, simplesmente te amei.
simplesmente você me pegou sem me tocar, me encantou sem mesmo me encantar.
Simplesmente me encontrei em você mesmo sem me perder.
Simplesmente você deu um novo motivo pra viver e dar a vida por alguém, e esse alguém é você a quem me refiro, a quem eu amo, a quem eu tanto desejo para viver.
Viver para sempre como eu sempre desejei.
Eu te amo, e te amarei do jeito que você é, do jeito que Deus te fez, amarei os defeitos que você vê em você que por acaso eu não vejo, você e perfeito e é esse uns do motivos que sempre te amarei.

Cena digital


Nas redes sociais, a integridade perde o seu valor. Corpos não se encontram mais; a libido se desfaz, o amor pelos likes nos satisfaz.

Inteiro...


Eu não estava procurando nada.
A vida seguia. Imperfeita, mas minha.


Então você chegou.
E quando chegou,
o mundo não fez barulho,
fez sentido.


Nada precisou ser preenchido.
Algumas coisas apenas encontraram lugar.


Eu observei.
Não por desinteresse,
mas porque quem já caiu
aprende a respeitar o tempo das coisas.


Havia cuidado no teu jeito.
E o cuidado verdadeiro não invade,
permanece.


Aos poucos, baixei a guarda.
Não por promessa,
mas porque parecia seguro existir ali.


Eu tinha feridas.
Não escondi.
Estou tratando.


As tuas ainda sangravam.
Não por fraqueza,
mas por medo do que cresce,
do que exige futuro.


Eu entendi.
E não te culpei.


Eu errei.
Como erra quem se envolve de verdade.
Mas soube parar,
olhar de novo,
voltar melhor.


Não ofereci um conto bonito.
Ofereci presença.
E isso eu sustentei.


Você me fez acreditar de novo.
Não em finais perfeitos,
mas na possibilidade de caminhar junto.


Por isso me mostrei.
Inteiro.
Sem personagem.
Com falhas, medos, noites mal dormidas
e a coragem de dizer: é aqui que eu fico.


Eu confiei.
E confiança nunca é ingenuidade,
é escolha consciente.


Eu te amei.
E ainda amo.


Não como quem espera algo em troca,
mas como quem respeita o que foi real.


O que é verdadeiro não se apaga quando termina.
Muda de lugar.
Vira memória viva,
não ferida aberta.


Eu sei quem eu fui.
E sei quem sou agora.


Minha felicidade não depende de você.
Mas ao teu lado,
ela teria sido mais calma,
mais casa,
mais chão.


Eu quis ser teu homem.
E, por um tempo,
isso foi verdade para nós dois.


Hoje eu sigo.
Inteiro.
Sem culpa.
Sem ruído.


Com amor onde ele cabe
e dignidade suficiente
para não negar o que senti.

CAPÍTULO OITO – DEDICATÓRIA FINAL

Este livro é dedicado a todos que caminham com o coração inquieto, mas seguem firmes como quem atravessa a noite sabendo que o amanhecer sempre chega.
É dedicado aos irmãos de alma que viajaram comigo entre sombras e clarões, que bateram as próprias dores como quem bate um tambor em ritmo de guerra, e que descobriram, comigo, que a amizade verdadeira não se mede por sangue, mas por presença e lealdade diante do caos.

É dedicado aos que compartilham o brilho do rock, essa chama indomável que nos uniu — uns com guitarras, outros com lápis, outros com histórias de estrada, outros com sorrisos raros que não se compram.
A vocês, que resistiram à inveja, ao cansaço, à distância, aos julgamentos e às tempestades mentais que às vezes rasgam a alma… este livro carrega um pouco do que aprendemos juntos: que ninguém solta a mão de quem sangra e luta do nosso lado.

Mas esta dedicatória não é só nossa.
Ela é também para você, leitor ou leitora, que entrou neste labirinto de capítulos e encontrou aqui algo seu — uma dor escondida, uma memória amarrada, uma esperança adormecida, ou apenas a sensação estranha de que estas páginas foram escritas com um pedaço da sua própria vida.

Se em algum verso, alguma imagem, algum pensamento você sentiu que era visto, compreendido, ou abraçado… então este livro já cumpriu seu destino.

Seguimos, todos nós — amigos, irmãos, leitores, e os que ainda virão — como uma pequena constelação de almas resistentes, carregando o que o rock ensinou:
que o mundo pode até tentar nos calar, mas nunca vai apagar o som que fazemos juntos.


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"EM CADA VERSO, VANESSA — CONSTELAÇÃO VIVA"

Nos caminhos da vida, brota a leveza,
como jardim que desperta ao toque de Vanessa.
Cada passo que ela dá espalha beleza,
flor que abre ao dia, à noite encanta, canta e dança.
Gosta do chopp de vinho tinto que esquenta a conversa,
taça que dança na mão da radiante Vanessa.
O sabor do mundo nela nunca perde a nobreza,
é brinde à vida, é alegria que amadurece.

Tem carinho pelos bichos, tem alma que se expressa,
em cada gesto doce que o coração oferece, Vanessa.
É dessas pessoas raras que a natureza atravessa,
como quem fala a língua secreta da própria floresta.

E no amor pelo filho, o universo se enriquece —
porque toda a luz dela encontra ali sua maior promessa, Vanessa.
É um amor que guia, consola e fortalece,
é constelação inteira girando em pura ternura que cresce.

Brilha como estrela que o céu tece sem pressa,
como a lua que vigia a noite e nunca esmorece, Vanessa.
E quando passa por nós, vira estrela cadente que atravessa,
trazendo um desejo escondido que a vida sussurra e endereça.

Assim segue o universo, em infinita festa,
sempre que a presença luminosa da Vanessa aparece.
Porque pessoas assim, com alma que resplandece,
são milagres silenciosos que a própria luz reconhece a clareza,
sempre que a vida cruzar com a luz da Vanessa.
Porque pessoas raras carregam essa leve realeza,
essa magia discreta que silenciosamente acontece.

O EFÊMERO BRILHO DA ILUSÃO


Por gerações, a ideia de que "os opostos se atraem" foi romantizada, vendida como a magia que equilibra o caos e a ordem. Milhares de pessoas, sem conhecimento real da dinâmica dos relacionamentos duradouros, repetem essa frase como um mantra. No entanto, é a maior tolice. A realidade é que os opostos podem até gerar uma faísca inicial de curiosidade, um breve momento de novidade, mas essa mesma oposição é o que, no fim das contas, os afasta. A atração momentânea cede lugar ao atrito constante. O que sustenta uma ponte sobre o abismo do tempo não é a diferença de seus pilares, mas a igualdade de propósito e a força da mesma matéria. São os iguais que se achegam, que encontram um terreno comum onde podem, de fato, construir um novo horizonte rumo a um maravilhoso futuro juntos.

O REFLEXO E A METAMORFOSE DA ILUSÃO




A busca por um parceiro ou companheiro é, fundamentalmente, a busca por um espelho. Não um espelho que reflete nossas imperfeições, mas um que ecoa nossos valores, sonhos e a essência de nossa alma. A ideia de que "os opostos se atraem" sugere uma completude por meio da carência, uma visão que rapidamente se mostra insustentável. As pessoas que realmente se conectam descobrem que a verdadeira força está na semelhança, na partilha de visões de mundo. Elas não buscam alguém para preencher um vazio, mas alguém para caminhar na mesma direção. É na igualdade de propósitos que a jornada se torna prazerosa e o destino, alcançável. Juntos, os iguais descobrem um novo horizonte, pois partem do mesmo ponto de entendimento e seguem rumo a um maravilhoso futuro construído em bases sólidas e compartilhadas.

A RESSONÂNCIA DAS ALMAS GENUÍNAS


O universo é regido por leis de frequência e ressonância, não de oposição. A ciência das relações humanas, ignorada por muitos que insistem no clichê dos opostos, mostra que a longevidade e a profundidade de uma conexão dependem da sintonia fina. Os opostos se afastam porque a energia gasta para mediar as diferenças supera a energia para construir a união. É um desgaste constante. A verdadeira mágica acontece quando os iguais se achegam. Eles não precisam de esforço hercúleo para se entender; eles simplesmente são na mesma frequência. Essa harmonia inata permite que foquem não nas barreiras, mas nas possibilidades. Eles descobrem um novo horizonte não por superarem o atrito, mas por evitarem a tolice da incompatibilidade, e assim, fluem naturalmente rumo a um maravilhoso futuro juntos, em perfeita sintonia.

QUANDO A FAÍSCA NÃO BASTA




Por gerações, a frase “os opostos se atraem” foi tratada como verdade universal, um feitiço romântico capaz de equilibrar caos e ordem. Muita gente, sem compreender a fundo a natureza dos vínculos duradouros, repete isso quase como um mantra. Só que essa ideia, quando colocada à prova da vida real, desmorona.


Os opostos até podem acender uma faísca inicial, gerar aquela curiosidade gostosa que parece novidade eterna. Mas a mesma oposição que encanta no começo costuma se tornar o atrito que desgasta. A chama vira ruído. A novidade vira cansaço.


O que sustenta dois seres através do tempo não é a diferença entre eles, e sim o alinhamento silencioso de seus propósitos. Uma ponte só atravessa o abismo porque seus pilares compartilham a mesma força, a mesma matéria, a mesma direção.


No fim, são os semelhantes — não em tudo, mas no essencial — que se reconhecem. São eles que encontram um solo comum onde a vida floresce sem esforço, onde um novo horizonte pode ser construído com beleza, verdade e futuro.

“Não estou apaixonado; estou apenas assistindo a um sonho do qual não quero acordar.
E se for para morrer de desejo, que seja com uma trilha sonora de rock ao fundo…
porque a sanidade sempre foi superestimada. Crazy Train.”