Poemas de Charlie Chaplin Saudade
Se não preservar a natureza, o homem estará atentando contra sua própria existência, e no fim acabara lutando de forma bruta contra sua própria sobrevivência. Mas o que é existir? É estar presente de forma onisciente? Ser de fato uma pessoa consciente? Nos dias atuais, é muito fácil se ver tanta argumentação e especulação a favor da tão clamada natureza, afinal como o homem poderá resistir a tanta beleza? É normal desmatar e não devolver, matar animais inocentes, esquecer-se dos gases poluentes e jogar lixo nas ruas. É mais normal ainda, ignorar aquele lixo na calçada, fingir que passou e não viu nada. Ignorar o lixo na calçada o torna tão culpado quanto o dito cujo que jogou o lixo no lugar errado. Reciclar é só um passa tempo, para muitos até perda de tempo, e nunca vai ser uma obrigação, necessidade até então. Mas afinal para quê manter as florestas na Av. Paralela? É tudo para nossa sobrevivência, totalmente aceitável, afinal achar que está fazendo o certo, não te torna nunca errado. E o mais irônico de tudo é que o homem destrói a natureza na justificativa de garantir sua tão clamada existência, e a natureza luta para sobreviver com o objetivo de garantir ao homem a sua sobrevivência.
Eu penso muito na minha morte. Eu penso que não posso morrer agora, não posso morrer e ser esquecida, não posso morrer sem ter escrito meu primeiro livro, ou sem ter publicado para o mundo algum dos meus sonhos. Penso que não passei a vida inteira fazendo algo que eu nem mesmo sabia o que era para morrer assim do nada, não antes sem me entender, ou deixar os outros me entenderem. Penso que não posso morrer sem pelo menos uma vez andar de balão, e ver a vida de cima. Não de baixo como eu costumo fazer. Penso que não posso morrer antes de provar café e me libertar a gostar de certas coisas que eu sempre venho evitando. Penso que morrer não será uma grande aventura, não. Morrer será o fim de uma aventura que nem começou… Penso que não posso morrer sem ao menos criar uma trilha sonora para minha vida, e chorar por algum romance que deu errado, deitar na cama e fazer mil planos, e realiza-los na manhã seguinte. Eu penso muito na minha morte, e por mais que eu viva, sem nem ao menos saber pelo que estou vivendo, e por mais que eu lute, sem saber pelo que eu estou lutando, eu quero viver. Penso que quanto mais eu vivo, mais confusa eu fico, e quer saber? Eu sempre amei uma confusão mesmo.
Ele parece estar tentando entender que tipo de pessoa eu sou, rezo para que ele nunca descubra, é bem capaz de ele se afastar de mim depois disso. É o que as pessoas normalmente fazem.
Tarde de mais para voltar atrás, não tinha jeito, jeito nenhum de eu desgostar dele agora. E é por isso e por outros motivos que tudo é muito melhor quando a gente se limita a provar e fazer certas coisas que no final sabemos que nunca vão dar certo. Não gosto de devoluções, nem mesmo quando não gosto do produto. Não é como se a gente pudesse substituir algo que esperávamos que fosse perfeito. Por isso não crio esperanças. Sei que a vida não é uma loja. Sabia que agora que eu havia escolhido ele, não haveria como troca-lo. Talvez joga-lo fora se algo desse errado. Mas esse é o problema. Saberia que ele já esteve ali um dia e isso tornaria tudo tão vazio… Então foi mergulhando em seus olhos que descobri, o que minutos depois preferia nunca ter descoberto. E se eu continuasse dessa forma, mergulhando assim, sem nenhuma proteção, alguma hora iria me afogar. Disso eu tinha certeza.
Eu suspeitava que o fato era que eu nunca tinha me entregado de verdade. Eu estava indo pelo fato de nunca ter ido. Eu estava me despedaçando. Me fragmentando. E o que eu menos queria admitir é que tive que esquecer a mim mesma, para não ter que me forçar a esquecer você.
Antes eu sentia falta de algo e não sabia o que era… Era como um vazio constante. Eu sempre saia a procura de algo…Mas como procurar por algo que não fazemos a menor ideia do que seja? E por mais que eu andasse por aí, nada parecia me completar, nada nunca deu certo. Não para mim. Mas ele apareceu, um sorriso se instalou em minha alma, e tudo pareceu se encaixar. E eu que já fui tão vazia, transbordei. Mas aí ele se foi, e desde que ele se foi, o vazio permaneceu e manifestou-se impetuosamente. Porém, pelo menos agora, eu sei de que modo posso fazer para completa-lo
Esvaziei minha alma, esvaziei-me. Esvaziei, o que por um grande tempo foi vazio. Esvaziei, porque ela sempre foi melhor vazia. Esvaziei porque sempre odiei matemática, e o problema que ela vinha me causando nenhuma incógnita resolvia…
Era um desastre no amor e no ódio, um desastre na vida, um desastre na morte. Ela era uma fatalidade, não um garota fatal. Ela sempre agradecia, mas não era agradável, nunca foi. Era um sinônimo, mas nunca algo exato, tinha suas manias que ninguém nunca entendia, tinha uns sorrisos largados por aí, memorias guardadas numa caixa, que nem ela mesma tinha a chave. Aos 13 anos ganhou um presente chamado decepção, aos 16 tornou-se o presente. Com 21 anos, era um desastre, era um sinônimo de viver, tinha suas fatalidades, infelicidades, não era agradável, nunca foi…. Mas, se existia? Claro, e quem não gostava de com 21 anos brincar de existir?
Diziam-me que todo problema tinha uma solução… Mas, e se você é o problema? O que seria sua solução?
Maldito seja o tempo que não conspira a meu favor, malditas sejam as coisas você um dia me deu, que tem seu cheiro, e que me viciou. Malditas sejam as mensagens que um dia você me escreveu, e que agora só passam de tristes e melancólicas lembranças do que poderia ter sido. Vagas imagens de momentos felizes passaram pela minha mente, sua presença continua intacta sobre minha pele. Sua mania de sorrir cínico enquanto me fazia gritar por ficar enchendo meu saco estava intacta, suas ações perturbadoras me faziam enlouquecer, principalmente agora, que você não as fazia olhando em meus olhos. O que irei fazer? Tentar me livrar de minhas lembranças contigo? Impossível, pois agora o meu mundo já havia se convertido no seu, e nada mais podia separá-los.
É claro que é por um tempo. Afinal a gente sempre volta a amar. Mas uma coisa é certa: que é raro duas linhas paralelas se encontrarem, olhos verdes e castanhos se encontrarem, corpos tão distantes se esbarrarem, e as 7 da manhã, numa segunda-feira se apaixonarem.
Estou descobrindo que não é do cerne da dor que nasce a poesia, mas do ponto de alívio que a gente consegue ter no meio dela…
Se a vida está tentando me ensinar a ser mais dura, não está dando certo, pois a cada golpe que levo me torno mais sensível, inteira e presente em tudo que sou e faço, por mais que doa muito mais viver assim. Porém aprendi que só desta forma posso ser livre e, de fato, feliz. Quanto maior a superação, mais intenso se torna o brilho no olhar. Eu escolho sempre optar pela doçura ao invés da dureza… é questão de essência…
O que mais dói,é ter a plena convicção que jamais irei amar tão intensamente quanto amei ao seu lado...
Enquanto a minha alma grita e o meu corpo queima, pela angústia das lembranças dos seus braços fortes, e do toque suave da sua mão na minha nuca enquanto seu corpo de macho pressiona as minhas coxas, e as nossas respirações, ofegantes, aceleram cada vez mais no ritmo do prazer, a minha dor e satisfação é que eu sei que você nunca vai saber, que eu só precisava ouvir a sua voz e te sentir, mais uma vez, por toda minha vida.
Pouco coisa hoje me apetece, pouca coisa sinto falta... Aonde me enquadrava, já não caibo mais... Dentro de mim um vazio a ser preenchido, do tamanho da minha alma...
"Vejo meus olhos perseguirem suas publicações, e me perco com cada frase, cada verso, e pra cada estrofe uma imagem e a cada imagem infinitas palavras me levam a recordar seu rosto". PauloRockCesar
Felizes são as pessoas que tem amigos, mas, abençoados são aqueles que tem não apenas alguém com o título de amigo, mas alguém que em todo momento está presente como tal.
