Poemas de Casa

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Amigo Gil

A Gilberto Nogueira de Oliveira

Suas obras primas
São feitas em casa
Poeta independente
Produz, não tem o ego
Em si, simples
E verdadeiro,
Esse é o Gil de Nazaré/BA
De todos os brasileiros.

Em todos os cantos
Do mundo,
Deveria existir um Gil,
Que compartilha poesias
Nesse mundo em guerra,
Meio que doentio.

Poesia de amigos
– Gil compartilha!
Livros da própria autoria
– Gil envia!
Em troca não cobra
Nada,
Muitos o desvaloriza

… Pouco importa ao Gil.
O bem maior da sociedade
É a escrita
– Isso sim, Gil, valoriza.

Valter Bitencourt Júnior
Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos, 2021.

⁠Ah, Alice. Não podemos voltar para casa. Realmente não é nenhuma surpresa. Apenas alguns encontram o caminho, e a maioria deles não o identifica quando estão pavimentando. Os delírios também se agarram com a memória. Somente os mais primitivos consideram a resistência à dor igual a medida do valor. Esquecer a dor é conveniente, lembrá-la: agonizante. Mas reconhecer a verdade vale o sofrimento, e o nosso País das Maravilhas, embora danificado, está seguro em memória... por enquanto.

(Gato de Cheshire)

⁠"Tenho 84 anos, 2 filhos, 6 netos, 8 bisnetos e um quarto de 12 m2.
Já não tenho minha casa nem minhas coisas caras, mas tenho alguém que arruma meu quarto, prepara minha comida e cama, mede minha pressão e me pesa.
Não tenho mais o riso dos meus netos, não os vejo crescendo, abraçando e brigando; alguns me visitam a cada 15 dias; outros, a cada três ou quatro meses; outros, nunca...
Já não faço macarronada, ovos recheados, almôndegas, tricô ou crochê.
Eu ainda tenho um hobby: fazer sudoku que me diverte um pouco.
Não sei quanto tempo mais terei, mas tenho que me acostumar com essa solidão, faço terapia ocupacional e ajudo quem está pior do que eu, mesmo que eu não queira me vincular demais. Eu desapareço muitas vezes.
Dizem que a vida fica cada vez mais longa.
Porquê?
Quando estou sozinha, posso ver as fotos da minha família e algumas lembranças de casa que trouxe comigo.
E pronto.
Espero que as próximas gerações entendam a importância da generosidade de devolver aos nossos pais o tempo que nos deram ao crescimento".

Eu bato na porta, esperança
não está em casa, sorte não
está por perto, felicidade foi
perdida.

SAUDADES


Quando eu era criança
Guardo na recordação
A casa que nós morava
Perto de um ribeirão
Dum lado tinha um pasto
E do outro um mangueirão
Na frente tinha um jardim
E no fundo a plantação


Perto da venda da estrada
Tinha um campinho de bola
E num banco de madeira
Os cantador de viola
Junto com meus companheiros
Como a gente era feliz
Sentado a sombra das árvores
Ouvindo modas raiz


Hoje só resta lembranças
Daquele tempo que foi
Não tem munjolo e pilão
E nem o carro de boi
Não tem toque de berrante
E nem nuvem de poeira
Quando passava a boiada
Na estrada boiadeira


O torrador de café
Também não existe mais
Hoje é o computador
A internet e Wi-Fi
E agora mais recente
Inteligência artificial
Vou vivendo de saudades
Até o momento final.


Francisco Garbosi

Ei, você reparou aquelas flores no caminho de casa?
- Não.
- Sério? E o que você estava fazendo de tão importante?

Sem você me sinto fraco e minha casa cai derre-pente, pois eu sei que o amor que sinto por você é mais que imperecível;
Você continuará intacta em meus pensamentos, no meu coração e na minha cabeça confusa;
Com você enxergo melhor, pois o meu horizonte com os seus olhos se faz mais belo;
Com você minha vida tem mais razão com a cura das cicatrizes em meu coração;
Sei que sou imprevisível e acredito que mesmo você sendo intocável meu amor é totalmente imperecível;

⁠No escuro da noite uma borboleta buscava o caminho de casa. E no silêncio das trevas um lobo estava ali a vigia-la.
A borboleta com a sua beleza passava a brilhar
E o lobo faminto
Pensava em devorar...
Então, o lobo pronto para atacar
Foi intimidado pela borboleta a perguntar:
_ Posso lhe perguntar com a minha sinceridade?
_ E o lobo respondeu:
_ Sim.
Você irá se satisfazer comigo? De verdade?
_ O lobo respondeu:
_ Claro que não!
Então, por que me ameaças? Nesta escuridão?
_ O lobo respondeu sorrindo...
_ não quero me satisfazer, somente caço as minhas presas é o meu jeito de viver!

Moral da história...
Muita dàs vezes as pessoas não se benefiarão em lhe atacar
É só pelo prazer de ter ver triste ou na satisfação de te derrotar;

⁠Olhe para mim
vamos tentar novamente
temos muito ainda que viver
nossa casa, nossos cachorros, nossa cama
lembra-se de quantas vezes brincamos de ser gente grande
lembra-se das promessas que fizemos
tudo por acreditar que o que sentimos é amor
então por favor fique
não vá
eu não consigo viver sem você...

A casa, que era grito e movimento, guarda agora um silêncio que devora.
O tempo, esse mestre sem alento, levou o que era o meu mundo outrora.
Restam vestígios, brinquedos, rastros de um momento, o eco de risadas que me devora.
Sinto o vazio, o puro isolamento, de quem viu os filhos ir embora.
Mas se a saudade aperta e faz o pranto, é também o orgulho que floresce, ao ver o voo dessa crianças que é meu encanto.
Pois filhos são a luz que a vida nos empresta,enquanto a ausência a alma enternece.
O amor de uma vida que terão como herança.

"Educar um filho não é prendê-lo dentro de casa como se ele vivesse dentro de um convento. Aprenda a deixar a criança ser criança, o adolescente ser adolescente e deixe o adulto tomar decisões e ter atitudes de adulto."

"Reflexões". Resende, 07 de Janeiro de 2016.

Há um anjo em minha vida
que está sempre comigo
Vive em minha casa
e é mais que amigo

Enviado por DEUS
guia a Sua Luz
ilumina meus passos
na escuridão me conduz

Amigo e presente
alegra meu ser
É música festiva
que me ensina a viver

Meu anjo de Luz
Companheiro de estrada
Segura a minha mão
nessa caminhada.

Limpar a própria casa, cozinhar
e realizar os afazeres cotidianos,
é uma terapia, além de colaborar
com a família, proporciona maior
capacitação e independência.

O importante é estar
acompanhando de
pessoas que me
faz sentir em minha
própria casa.

⁠O ser humano é uma casa de hóspedes
onde todas as manhãs há uma nova chegada.
​Uma alegria, uma depressão, uma mesquinharia,
uma percepção momentânea chega,
como visitantes inesperados.

Receba e entretenha a todos!
​Mesmo que seja uma multidão de tristezas,
​que varre violentamente sua casa
e a esvazia de toda a mobília,

​ ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
​Eles podem estar limpando você​
para a chegada de um novo deleite.
​O pensamento escuro, a vergonha, a malícia,
​receba-os sorrindo à porta, e convide-os a entrar.

Seja grato a quem vier​
porque todos foram enviados
​como guias do além.

Rumi

Volte para casa.
Volte para casa e grite comigo.
Volte para a casa e brigue comigo.
Volte para casa e quebre meu coração, se for preciso.
Apenas volte para casa.

Destino incerto

⁠Uma casa perdida na floresta escondida pela sombra das grandes árvores,
a chaminé acesa dando a posição do nada no meio sereno da solidão,
entre as belezas e as dúvidas do silêncio o charme do barulho do pequeno rio e dos pássaros chamavam a atenção,

escurece lá fora, a lenha queima, o cheiro de chá forte é percebido e comentado pô os animais uivantes,
o frio da selva noturna chega acompanhado da saudade e pedem para se sentar,
mesmo sem plateia as lembranças de um passado próximo começam a dar um show,

olhar parado no tempo, lágrimas secadas pelos ventos, surra bem dada pelos sentimentos, a necessidade e a dor dançando juntas ao relento,
fogueira baixa, chaminé acesa, porta fechada, uma decisão é tomada,

ao amanhecer, mochila nas costas, muitas incertezas, porém muita coragem para caminhar na estrada sem destino.

Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.


DeBrunoParaCarla

​Tô aqui no meio dessa nhaca olhando para a sacada e para o resto dessa casa que parece que desaprendeu a ser lar. Se você visse, ia querer me esganar. Aquelas plantas que você cuidava com um zelo danado... bom, o que a minha secura não matou, os gatos deram um jeito de terminar o serviço. Virou um cenário de guerra: os vasos cheios de gravetos esturricados e os cinco, numa espécie de motim de fome ou de tédio, mastigaram até o que já tava morto. Tem terra espalhada pelo piso, um rastro de desolação que os bichos fizeram questão de esfregar na minha cara.
​E o sofá, Carla? Aquele que a gente escolheu junto agora é um trapo. Os gatos fizeram dele um alvo, rasgaram o estofado até a espuma aparecer, como se estivessem tentando encontrar você ali dentro. Eu olho para o estrago e não tenho força nem para dar um esporro. Sou esse nó cego que fica assistindo o mundo desmoronar da poltrona, com a roupa coberta de pelo aquela camada cinza que não sai nem com escova e que me faz parecer tão bicho quanto eles.


DeBrunoParaCarla

Te amar é como decorar o caminho de casa no escuro, eu tropeço nos meus medos, mas os meus pés já sabem exatamente onde você mora.


DeBrunoParaCarla