Poemas de Carinho com Rimas
No véu da noite, onde a luz não ousa,
cresce o fel que o peito não cala.
Ódio escorre, denso, nas veias,
como veneno que nunca se embala.
Queima lento, sem chama visível,
mas deixa cinzas em cada olhar.
Rancor é corvo de asas negras,
sempre pronto a pousar e ficar.
Não há perdão sob este céu sombrio,
só memórias afiadas como punhal.
O coração, outrora abrigo,
agora é templo do mal.
E o tempo — cúmplice desse tormento —
ri das feridas sem cura ou cor.
Pois onde o ódio finca seu trono,
floresce o império do rancor.
Desafiadora sem se pronunciar,
As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.
Seus dentes perolados ofuscam a retina,
Globos oculares castanho-esverdeados,
Fios alaranjados semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes bochechas de resina.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
Dóra
Desafiadora sem se pronunciar,
As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.
Seus dentes perolados ofuscam a retina,
Globos oculares castanho-esverdeados,
Fios alaranjados semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes bochechas de resina.
Graduada em hipnose,
Sentidos de rapina,
Em sua apoteose
Furtou-me a idolatria.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
O que delonga faz confiar,
O que demora faz confiar.
Desafio Dóra !
Desafiadora a se entregar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
Somos tu e eu
Duas árvores nascidas de uma
Matriz, aparentemente finda.
Somos duas, e nos transformamos em uma só, na fluidez do mais belo amor
Amor puro, incondicional e eterno ..
És minha vida !!!
Sou Tua Bia .
Pluma e Trovão
por Alex Zanute Dias
Eu vim do silêncio que ninguém ouve.
Do lugar onde a dor cala fundo,
mas a alma — mesmo ferida — insiste em ficar de pé.
Fui queda, fui sombra, fui medo.
Mas hoje, sou luz acesa na escuridão.
Sou fé que não negocia.
Sou alma que não se vende.
Sou cicatriz que virou armadura.
Você me vê suave, mas não se engane:
— meu coração é aço forjado na dor.
— minha esperança é lança.
— minha voz é martelo.
Sou pluma, sim — leve, livre.
Mas cada sopro me ensinou
a voar sem pedir permissão.
E quando o mundo ruge…
eu rugo mais alto.
Quando a vida me testa,
eu viro trovão.
Trovão que rasga o céu da dúvida.
Que acorda gigantes adormecidos.
Que diz:
“Eu ainda estou aqui.
Eu não desisti.
Eu não vou recuar!”
Porque quem já andou no vale
não teme a montanha.
Quem já chorou no deserto
traz a chuva na alma.
Suave como uma pluma — sim.
Mas quando preciso lutar…
sou trovão que quebra o silêncio.
Sou grito de guerra.
Sou chamado à vida.
Sou renascimento!
Sombra do Guardião
Na calada da noite, sem rosto ou sinal,
Surge a figura em silêncio total.
No asfalto frio, seu vulto se impõe,
Com o peso do mundo que a sombra compõe.
Não há cor, nem rosto, nem voz — só missão,
O fardo invisível do guardião.
Arma no ombro, olhar que não cessa,
Vigília na sombra, na paz e na pressa.
Entre luz e trevas, caminha sozinho,
Traçando no chão seu próprio caminho.
Não busca aplausos, não pede perdão,
Apenas defende — dever, coração.
E quando amanhece, some sem alarde,
A sombra se apaga, mas nunca se tarde.
Pois onde há silêncio, temor e tensão,
Há sempre, invisível, um guardião.
Cinturão de Coragem
Em meio ao quarto calmo e sereno,
Ergue-se um homem firme, pleno.
Camisa leve, olhar concentrado,
Traz no silêncio um grito guardado.
O corpo fala com poucas palavras,
A luta é interna — mas nunca calada.
No cinto, não só o peso ou a dor,
Mas a história de alguém que venceu o temor.
Short estampado, alma colorida,
Mesmo nas sombras, carrega a vida.
Cada detalhe diz mais do que mil,
A força que nasce do gesto sutil.
Não é armadura, nem ostentação,
É recomeço, é superação.
Postura ereta, coração em paz —
O guerreiro da vida vai sempre mais.
Quem Sangra Com Você
Nos dias frios da alma cansada,
Quando a dor cala, mas pesa no olhar,
Há quem estenda a mão sem palavras,
E apenas por estar… já sabe amar.
Família não é só laço de sangue,
É quem fica quando o mundo te esquece.
É quem luta, se machuca e ainda assim te ergue,
Enquanto a plateia só te observa e desaparece.
São esses que dividem os silêncios,
Que choram contigo sem precisar razão.
É no caos que se revelam os eternos,
É na queda que se vê quem tem coração.
Não se engane com os sorrisos ao redor,
Nem com os aplausos que vêm na vitória.
Porque no palco da vida, o que importa,
É quem escreveu contigo a sua história.
Família é quem sangra com você,
Na dor, no amor, na luta e na fé.
O resto? Apenas figurante do cenário,
Que aplaude, mas não sabe o que é de pé.
“Ele Só Quer Que Você Volte”
Deus não espera que voltes perfeito,
Nem com as vestes limpas, o olhar ereto.
Ele conhece o peso do teu deserto,
E mesmo em silêncio, está sempre por perto.
Ele não quer tua máscara polida,
Quer tua dor, tua alma ferida.
Não pede que venhas com obras e glórias,
Mas com o coração, e suas memórias.
Volta com falhas, com medo, cansado,
Com o peito em pedaços, o passo arrastado.
Volta chorando, sem saber orar,
Só volta… Ele sabe como te abraçar.
Não é o brilho que o céu reconhece,
Mas o arrependido que enfim aparece.
Pois mais que o justo que nunca se vai,
É o filho que volta que o céu atrai.
Então, não te escondas na culpa ou na dor,
Teu lugar está firme, selado em amor.
Deus não espera que voltes perfeito…
Ele só quer que voltes. E te chama, do mesmo jeito.
Labirinto dos Porquês
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
brotam como rios
que nunca adormecem.
Buscamos sentido,
um fio na mente,
mas cada resposta
foge de repente.
A dúvida cresce,
se espalha, consome,
transforma certezas
em névoa sem nome.
Perguntas se multiplicam
como estrelas no céu,
e a verdade escapa
por um véu tão cruel.
Menos respostas,
mais inquietação,
é o preço que paga
quem busca razão.
Mas mesmo perdidos,
seguimos a andar,
pois é no mistério
que a alma quer estar.
“A Força de Perguntar”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
mas é nessa busca
que os fortes florescem.
Nem toda resposta
se mostra de vez,
mas cada pergunta
te leva a ser mais.
A dúvida ensina,
te faz levantar,
te tira da zona
que quer te parar.
Não temas o eco
do “por que” que persiste,
é ele que mostra
que a alma ainda insiste.
Quem muito pergunta
não é quem se perde,
é quem se constrói
no caminho mais verde.
“Mistério da Fé”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
e os céus silenciam
enquanto enfraquecem.
Mas na ausência clara
de explicação,
floresce o invisível
no peito, a fé-vão.
Deus nem sempre fala
com voz e razão,
mas acalma a alma
com compaixão.
Nem tudo se entende,
nem tudo é pra ver,
mas tudo tem tempo
e um porquê de ser.
A fé não precisa
de prova ou sinal —
ela nasce no escuro
e nos leva ao final.
Sinceramente, eu não ligo
se você está a pé, de busão, bike ou de carro
não ligo se chegar de regata ou engravatado
não ligo se você segue a moda
se o seu perfume é da banca da esquina
ou se é importado
gosto mesmo é do cheiro da tua pele
e de tudo em ti que te torna raro
cheiro de pele não se encontra dentro de frasco
gosto de tudo em ti que se torna raro
Em seus olhos
Meus olhos buscam os seus,
e quando os encontra,
incendeiam mente e coração.
Entra em meus pensamentos
explora meu mundo,
desperta desejos.
E sem dizer uma palavra,
descobre todos os meus segredos.
Deixa-me avontade,
segura e domada.
Descubro que é em seus olhos,
que minha alma faz morada.
Tenho Lirios
Tenho Lírios nos olhos,
da água ... Os Lindos delírios
e algumas orquídeas
Sobre a mão
Qualquer dia
Uma borboleta
Pousa no meu jardim ou
Talvez nas rosas
Que floresceram
em meu coração.
A minha relação com a poesia não é antiga para ser honesto, nunca foi por mim sonhada durante à infância ou querida na adolescência, muito menos imaginada em boa parte desta minha fase adulta, assim, passei anos da minha vida, sem conhecê-la, senti-la e nem percebê-la no universo a minha volta, ou seja, uma ocasião tardia, todavia, posso dizer que aconteceu na hora certa, em um dos momentos que eu mais precisava e foi uma das melhores coisas que poderiam acontecer e com certeza, uma das mais inusitadas.
No começo, era um estranho entrando no mundo poético, tinha muita dificuldade, não sabia ao certo sobre o que falar, quais palavras seriam usadas, a minha criatividade parecia estar quase sempre dormindo, a inspiração era muito escassa, mas a princípio, fiz algumas frases curtas, pensadas e outras de improviso, o importante era que tivessem o mínimo de significado e que fosse algo repetitivo, mesmo tendo falhado várias vezes, o que é normal principalmente para quem está aprendendo.
Hoje em dia, eu fico constamente inspirado, observo atentamente o máximo possível e visto tudo que consigo com a minha perceção e passo para algumas linhas, trechos e parágrafos, portanto, faço uma interpretação bastante sincera, lúdica, realista, poética, que logo é devidamente externada em pensamentos, palavras e sentimentos sincronizados, poemas providos de almas, vivos em cada verso, este é o jeito que a minha arte é expressada, uma essência simples e intensa, um lugar onde sinto-me em casa, graças a Deus, posso falar que sou um poeta.
É muito bom quando desfruto
de uma noite modesta,
entretanto, profusamente agradável
graças a uma taça calorosa
de simplicidade e bastante entusiasmo
à semelhança de um poema de poucos versos, mas de intensos significados.
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