Poemas de Carinho com Rimas

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Nas revoluções políticas os povos ordinariamente mudam de senhores sem mudarem de condição.

A luxúria é como a avareza: aumenta a sua própria sede com a aquisição de tesouros.

Faço dizer aos outros aquilo que não posso dizer tão bem, quer por debilidade da minha linguagem, quer por fraqueza dos meus sentidos.

Arrependemo-nos raramente de falar pouco, e muito frequentemente de falar demais: máxima usada e trivial, que todo o mundo sabe e que ninguém pratica.

O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.

Saber viver com os homens é uma arte de tanta dificuldade que muita gente morre sem a ter compreendido.

O rosto de uma mulher, seja qual for a sua discrição ou a importância daquilo em que se ocupa, é sempre um obstáculo ou uma razão na história da sua vida.

Os homens de pouca inteligência não sabem encarecer a própria capacidade sem rebaixar a dos outros.

Onde intervêm o favor e as doações abatem-se os obstáculos e desfazem-se as dificuldades.

Pouca ou nenhuma vez se realiza com a ambição coisa que não prejudique terceiros.

É preciso rirmos antes de sermos felizes, sob pena de morrermos antes de ter rido.

Todos os homens são bestas; os príncipes são bestas que não estão atreladas.

Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.

É tal a falibilidade dos juízos humanos, que muitas vezes os caminhos por onde esperamos chegar à felicidade conduzem-nos à miséria e à desgraça.

Existem pais estranhos, dos quais a vida inteira não parece ocupada senão em preparar razões para os filhos se consolarem pela morte deles.

Um leitor inteligente descobre frequentemente nos escritos alheios perfeições outras que as que neles foram postas e percebidas pelo autor, e empresta-lhes sentidos e aspectos mais ricos.

Hoje, setenta por cento da humanidade ainda morre de fome... e trinta por cento faz dieta.

É uma perfeição absoluta, dir-se-ia divina, sabermos desfrutar lealmente do nosso ser.

É preciso que um autor receba com igual modéstia os elogios e as críticas que se fazem às suas obras.

A autoridade não se consegue sem prestígio, nem o prestígio sem distanciamento.