Poemas de Amor para Crianças
Não é por acaso que você apareceu,
O quê importa é que o amor aconteceu,
Somente isso é o que importa,
O amor é teimoso como uma marola,
Carinhoso como a brisa de Carapinas,
Vou contando histórias e tecendo rendas,
E ensinando para essas meninas que o
amor também tem as suas lendas...
Na vida o que importa é ser poeta,
Aparentar ser duro como uma pedra,
E ter o coração macio como a terra,
Pronto para ser semeado para o amor,
E viver com ele para onde for,
Amar sem medo, amar com desapego,
Amar buscando sempre dar sossego,
Fazer da vida a doce vivenda...
O amor pede consagração e mística,
Peço à essas meninas que elas tenham
paciência até no sofrimento,
O caminho do amor deixa pegadas - marca,
Ele dá tom, cor, sabor - é sentimento,
Pede tenacidade e envolvimento,
Amor só é amor quando existe envolvimento,
Portanto, não tirem o amor do coração e do pensamento.
O amor e o coração da mulher
(fazem deste mundo um império),
Porque de ti peguei emprestada
(a sublime vista),
Em busca de aportar a orientação
(em busca de terra à vista),
O mar do Paraná também faz canção
(esconde um mistério),
E a mais sublime tentação...
Nunca ninguém contou,
E sequer comentou,
Quem nunca foi ao Paraná
(nessa vida nunca amou);
Eu te canto em todo lugar,
porque dentro de mim
você para sempre habitará.
Somos uma história que não findou,
e não (findará);
Dentro do teu coração para
sempre eu hei de morar,
E você jamais deixará de me amar;
porque sou como a brisa
do mar do imenso (Paraná).
Nasci para te amar,
Nestes versos vou te mostrar:
que o amor é um
oceano de amar,
que enfrenta o tempo.
E tem o firmamento
como signo celestial;
nasceste para ser a minha letra,
e o meu encanto sobrenatural.
O Paraná é um mistério de amor especial,
quem não conhece não sabe o que é -(sensacional).
A poesia segue solta
como as ondas do mar,
Poesia que se preze deixa
o amor se chegar,
Como fina dama ela sabe
se comportar,
E como cortesã ela sabe
o quê te dar...
Posso te amar
em todos os ritmos do Brasil,
Com grande competência
que ninguém viu,
E sequer nenhum ser humano ouviu,
Sou a prece que ao Pe. Cícero
você dirigiu.
A existência pode ser fugaz
- falaz,
O amor é que a torna audaz,
E esse teu amor dengoso
que você faz,
Você sempre acaba fazendo
com que eu vá atrás.
Camboinha, Camboinha, Camboinha,
Alguém tocou a campanhia,
Não me sinto mais sozinha,
Eu já tenho você e o Sol
para fazerem companhia.
Podem vir dias com pouco sol,
Não temo, confio em nós;
Porque o amor canta
Como um rouxinol.
Temos bons motivos,
Para nunca sermos sós,
E para ficarmos a sós:
É a primavera em floração
Fazendo companhia
Faça chuva ou faça sol.
Através destas mil fotografias
Que também são poesias,
- vou laçando o seu [coração
Porque se ama com os olhos, com a boca
E também com o [coração.
Com amor o campo se faz florido
Independente de [estação,
Vou nos perfumando
E provocando mil caminhos
Até o pote no final do arco- íris,
Que é o seu carinhoso [coração.
Trazemos um conjunto de manias, taras,
Costumes, hábitos - e doces perfumes.
Um conjunto de intenções que aos olhos denuncia,
Desse pecado não quero me fazer remida,
Sou a verdadeira miragem que não se apaga,
Carrego a honra do meu corpo nu de mulher amada,
A minha pele ao sabor do teu prazer - cintila.
Em finas letras jogadas ao vento - da forma mais 'feminina',
Provoco-te em poesias porque leio o teu pensamento,
Sei que esse você está para surgir
Novamente a qualquer momento:
Por isso a minh'alma não está aflita,
Vou seguindo semeando versos
Neste infinito campo de tulipas.
Na vida só amar é o que importa,
somos do tamanho que amamos.
É o amor que dá sabor e forma
à tudo que sonhamos...
Por isso ame do seu tamanho,
você é do tamanho do amor.
Ame sem rimar com dor,
amar é viver em esplendor...
O amor é bênção do firmamento,
Creia que ele virá com o tempo.
Ora ele é manso e ora é bravio;
Tal qual como o mar, assim é o amor.
Passageira rumo
ao sonho de amor
que muitos dizem
que aqui neste
mundo não existe.
Não me importo:
estarei neste vagão
viajando ao todo dia
até ao teu encontro.
Porque sei que
em algum lugar
você se encontra,
E este amor de
mim tomou conta.
Não tenho dúvida
de que o destino
nos surpreenderá
E intenso nos unirá.
O teu amor é sopro leve
Que venhas logo
Te espero em breve
Traga o teu beijo nordestino
Delicioso colo de homem
Lindo coração de menino
No vem e vai da sanfona
Sensualidade completamente à tona
Que remexe com esta pomba
No bate coxa educado
Desfrutando do requebrado
Escolhi o meu namorado
O nordestino quando dança
Tem o balanço do mar
Eu tenho um nordestino para amar
Quem escreve não deixa de ser cantor,
quem escreve canta baixinho...
Se você quer o seu amor, cante,
Não tenha medo de escrever,
Espalhe o seu fulgor...
Quem escreve não deixa de ser poeta,
quem escreve até pensando que não é.
Acaba escrevendo tanto - que acaba
virando - o quê não era: poeta.
Quem escreve não deixa de experimentar,
quem escreve aprende um dia o que é amar...
Se você quer o seu amor ame, arrisque,
Porque se você não se arriscar,
Não saberás se valeu a pena navegar...
O amor não deixa de ser um oceano,
ser poeta é também ser navegador...
Ame e continue tentando,
até você encontrar o seu amor.
O amor está aqui e por todo lugar,
basta você me olhar,
Estou na serra, no sertão e no mar,
sou noite estrelada e com luar;
Nasci para ser sua, nasci para te amar.
O tempo cria a sua própria margem,
Ele constrói a sua própria ponte,
E concede ao amor a gentil passagem,
Colocando os destinos em ciranda,
E fazendo rimas com perfume de lavanda.
Na regente sinfonia, no ápice do amor,
E no pico da extâse - não me deixes,
Porque esse prazer não pode passar
- em branco -
[ele deve ser vivido nas fendas],
E saboreado nas [boas entrelinhas]...
Deixa-me escrever sobre nós em teu
Corpo, e não se pônha em fuga!...
Quero ser tocata na boa ré [maior],
E não me faço de rogada se como presa
Eu for executada em ré [menor]!...
O teu olhar rapino encontrou a vítima
perfeita [em pleno desamparo],
Talvez eu não alcance as vielas estreitas
Do teu coração [altar oculto],
Derramada diante dos teu olhos escuros,
Faço de tudo e desfaço-me de tudo,
Arrisco-me nesses versos vadios
Para um dia ser tua - e serva desse amor,
Despudorado que é o dono desses versos desnudos.
Não existe erro
quando é amor,
O amor é só questão
de acerto,
O amor não
requer segredo,
Geralmente, o amor
voa alto,
Ele caminha com os
pés no chão,
Tem talento para
ser arribação.
O amor requer
doçura,
E requer grande
atenção,
Dizem que é
uma loucura.
Porque quando
ele chega:
Ele vem
que vem...
E faz na gente
um delicioso
Vai-e-vem-vem-e-vai,
Quem ama
nunca trai,
Quem ama
não cai,
Porque tem
certeza,
Que amar de verdade
É para todos
que têm coração
De rara beleza,
e vida interior
Com grande
riqueza...
Quando se ama,
sempre
Nasce em nós
um poeta,
Porque
nascemos
Todas às vezes
que amamos;
Enquanto, o coração
estiver
Batendo é sinal
de que não findamos.
Eu tenho um amor preclaro,
Um ramalhete de orquídeas,
Intenções, delícias e rimas
Para entregá-las à você.
Estou disposta a não te perder,
Sou cítara nas tuas mãos,
Posso até ser um furacão,
Faço tudo para te ter...
A minh'alma tem temperos
[intensos]
Temperos que dependem
[dos teus temperos]
Somos inteiros que se
[encaixam]
Poesias que sábios
[não decifraram]
Lábios que ainda sequer se
[beijaram]
Corpos que ainda não se
[amaram].
Nunca imaginei me apaixonar,
Tenho você para planejar,
O teu corpo é a minha carta de rota,
Vou te sobrevoar como uma gaivota...
Confie,
Eu me entrego,
Leve de mim o amor mais sincero,
Eu te espero - animadamente,
Porque para te amar só se for
[solenemente]...
Para sempre o seu nome
Será [resguardado],
Porque o amor em nós sempre vive,
Ele se revive em festa,
E no vinho mais tinto,
O amor jamais será apagado,
Ele é a nossa história,
O nosso mar [serenado].
Temos a sementeira do amor,
Amor que é amor nunca morre,
O amor não morre nem de fingimento,
Ele é um bouquet - o imortal sentimento,
Que dissipa as tempestades,
E traz o solar [encantamento].
Serena o teu coração,
Repousa a tua [cabeça],
Deixa o teu impulso agir,
Deixa o teu coração sentir,
Que o teu corpo encontrará
O caminho de [volta].
Amor, sossega aqui e me beija,
Como um beija-flor que beija a flor,
Como o sol beija a areia da praia,
A hora de amar nunca perde a hora,
Ela jamais se despede de nós,
A hora de amar é agora!... Regressa!...
Vem, toma o teu lugar,
Porque é sempre tempo de [amar]...
Protegidos estamos sobre o céu azul esmalte,
O teu amor é a minha fortaleza,
Desejo-te como um lindo amanhecer,
Sei que me amas com grandeza,
Estamos fazendo história com beleza.
Nos descaminhos do destino,
Sabemos que há muita rudeza,
Superamos com poesia e grande sutileza,
Vamos com fé preparando o nosso caminho
Caminhando para buscar o ninho
No campo elísio.
Por quê? Por quê escrevo tanto?
Escrevo para distrair as saudades,
E para nos ver de mãos dadas
Entre as florações lilazes dos jacarandás,
Que ainda sequer visitamos...
Escrevo para dizer que lhe tenho amor,
E que ocupa não só esse,
Mas todos os meus e inteiros planos.
Não me pergunte o porquê,
Resolvi te pertencer,
Porquê até o teu gesto tem um 'quê',
Capaz de me endoidecer,
Penso em nós atravessando o anoitecer.
Transbordo porque as horas correm depressa...
E nelas aguardo por ti - estou no amor submersa,
- a etérea ligação é que me mantém
- no teu coração -
É porque somos uma história
De espera por uma desejada e terna danação...
Todos põem gritos nas poesias - nós somos
Diferentes porque recorremos aos bons ais
Altissonantes para compôr o sinfônico
Embalar da sedução - somos por acaso ousados?
Não somos por acaso,
Somos filhos das virações das noites,
Não nascemos por acaso,
E como somos ousados não temeremos
Em ser precipitados...
Existem acontecimentos
Que só a nossa constelação explica,
- acho que encontrei você
Por pura lei da física - ou metafísica;
Corremos nós dois para a nossa ilha
Que é a nossa poesia intimista,
Que nos 'santifica'.
Como frutos de amores e de amplos
Consentimentos - assim nascemos...
Nos atrevemos com os corações sedentos
De luz e de amar - e para tal nos escolhemos
Como os campos clamam pela chuva,
E se deixam cuidar pela ternura dos orvalhos,
E apaixonados se aquecem bem abraçados....
Nós temos bom gosto e um romance atemporal
Circulando em nossas veias, e sendo cúmplices
De um amor capaz de fazer inveja,
De apaziguar as ventanias e de inundar o mundo
Com as nossas alegrias - e doces heresias...
No bailar dos astros, somos o rebolado,
Porque já vivemos o suficiente para manter
O jardim do amor bem cuidado e resguardado;
E fazer dele com o nosso jeito: um éden inteiro.
É verdade, nós nos escolhemos como os olhos
Encontram (uma agulha no palheiro)
Entre os meus versos e teus aplausos
lisonjeiros - galanteios.
Chegou a hora de celebrar o amor:
É Primavera Austral, tu bem sabes,
És dono dos meus versos mais audazes.
Não buscamos poesias elementares,
O amor surgiu com versos estelares
Para saborear nos teus beijos os bons mates.
Versos que te trouxeram para mim,
Versos que plantaram florescências
E mostraram todas as evidências
De um amor que existia antes de chegar.
Ele só esperava a primavera anunciar,
Quero só você acariciar e me deliciar.
Fascinadora poesia do Sul,
Que faz do mundo dulcíssimo e bem mais azul,
Encantadora de corpos ainda distantes,
Sei que seremos bem mais do que bom amantes,
Temos um sonho de amor muito mais imponente
Do que um brilhante.
A Primavera Austral nos fará bem
Mais aproximados,
Ela que é exaltadora dos campos gerais
E dos campos cerrados.
Cupidamente ela nos transformou
Em ternos namorados
- perdidamente apaixonados-.
Temos segredos a serem desvendados...
Os astros vão iluminando os passos,
O amor vai clareando os espaços,
Os nossos corações seráficos
Formam etéreos laços;
Os nossos destinos já foram
traçados - estou ao teu lado.
Quem tem amor nessa vida
Jamais será abandonado,
Tens o amor mais infinito
Desse coração peregrino,
Que anseia por ti ser
amorosamente abrigado.
Tens a minha fé, o meu amor,
A minha chama no infinito
E o mergulho do meu coração em ti;
O meu coração, a minha mente
E o meu corpo estão entregues
ao sentimento pujante e impoluto.
A minh'alma poética ressonando
O maior amor do mundo,
E sei que podem até tentar
Calar a minha voz;
Porém, está para nascer
A vil intenção capaz de transformar
o meu amor em um amor soturno.
O amor tem a bondade
Dos prados acolhendo o Sol,
O tempo canta a milonga;
O desejo se prolonga
- sem sentir -
O amor é o elixir.
A milonga nasceu
Para o tango,
Ambos são bem mais
Que companheiros;
Os dois são cúmplices
[perfeitos]
Do amor primeiro.
A brisa batendo na pele
É como o nosso tango
que nada nos impede;
O tango aproxima,
Fascina e nos impele.
O tango nasceu
Para a milonga,
O meu amor se alonga
E alcança o teu;
Os teus passos me amam
- e calientes -
Alcançam os meus,
Os meus versos são teus.
Anuncia-se
A primavera do amor,
Estou rendida de amor,
Leva-me contigo,
Sou o teu amor.
Você surgiu do nada,
Difícil explicação
Que só ao amor se aplica;
O amor é primavera que não passa.
Duas almas que se encontraram,
No estalo de um laço fecundo,
Pura mística;
Sagração autêntica do amor desnudo.
Anunciam-se escritos no universo,
- Versos intimistas
De uma primavera que não cessa;
Tens no colo a tua pantera,
Celebrando o amor da primavera anunciada.
Você surgiu do nada, ...
Difícil explicação
Que só ao amor se aplica;
O amor é primavera que não passa.
