Poemas de Amor Inexplicavel
“O Segundo e a Eternidade”
Ah… senhorita… que o amor nos dure, ainda que por um átimo suspenso na vastidão da eternidade.
Há instantes que transcendem a métrica dos relógios e dissolvem-se nas frestas do absoluto. Foi o teu olhar cintilante como a reminiscência de um sonho antigo que interrompeu a marcha indiferente do tempo. Em um só segundo, o cosmos se deteve, perplexo diante da silenciosa liturgia do encontro.
Nenhuma ciência decifra o segredo contido nesse breve estremecimento da alma. O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. O amor, senhorita, é o único viajante que atravessa a fronteira entre o ser e o nunca mais e sobrevive.
Há paixões que não se perpetuam, mas deixam, na memória, o vestígio do inextinguível. Elas não se medem pela duração, mas pela intensidade com que rasgam o espírito. E talvez, ao findar o instante, reste apenas as chagas imaterial de algo que ousou existir.
Assim, se o destino for avaro em horas, que nos conceda ao menos um segundo aquele em que o teu olhar reconhece o meu e o universo, por piedade, suspende o próprio giro.
Porque, afinal…
Há amores que, mesmo breves, condensam o infinito e esse é o milagre silencioso que apenas o coração compreende.
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.
O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.
E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo II
— O Amor que Ninguém Vê.
“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.
Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.
Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.
E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.
Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.
Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.
O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.
Terra alegre, acolhedora
Filha do Sol do Equador
Tem belezas naturais
Um povo cheio de amor
A graça jovial que te recobre
És linda de perto, encanta de longe
Nunca mudaste, tu és nordestina
Minha amada Teresina
Com nome de imperatriz
Os meus olhos atentos
Permanecem em Ti
Cidade verde contente
Brindando cajuína
Orgulho de ser teresinense
Foi amor inaugural.
Tuas faltas completam meu caminho
e tua história me governa.
Ao teu lado, desejo apreender a essência do social,
porque és presença constante, irrenunciável.
Quero entender-te com zelo, penetrar teu sentido,
na esperança de ser ouvido diante da distração
e da incompreensão sábia do juiz errante.
Sou mais que título: sou coração em vigília,
escudo da igualdade, peso exato em justiça.
Jamais Habita em campo seco das escolhas quem ramifica em terra fertil das paixoes!
(Vinnicius Pinto)
CANÇÃO DE AMOR À PÁTRIA
O ensino é precário
O caminho é longo
A estrada é quente
O salário é baixo
O trabalho é árduo
Sou um simples “latino”
Americano
Sem inglês e sem diploma
Não danço funk
Não canto samba
Logo não tenho chance
E do outro lado do oceano
Continuarei sendo
A poeira dos sapatos dos gênios
Gênios?
Aqueles que sabem mexer.
O bumbum?
Não
Com números
Com calculadora
Com orçamento
Com ciência
Com salário quente
Com trabalho baixo
Com carreira longa.
Esses também são mortais.
Mas antes de morrer, terão feito.
Terão vivido.
Amor próprio
Vou atravessar o oceano a nado
Para encontrar comigo mesma
O amor existe e tem nome Próprio.
Sol, chuvas e rimas.
Paixão, amor e sinas.
Desejo, flores e solidão.
Fogo, dor e coração.
É disso que são feitos os dias confusos
Com Lagrimas, choro e soluços.
Sede, clamor e alma.
Reza, pedido e calma.
Paz, controle e chama.
Luz que ascende e anda.
É disso que são feito os dias de fé
Com orações e forças que nos Poe de pé
Eu acredito no poder do amor!
Fazer o que é certo.
Pagar o mal com o bem.
Combater a escuridão com a luz.
Ser mão de Deus na vida das pessoas.
Nascemos infinitamente para o amor...Eis a voz que jamais silenciará, jamais perderá o seu brilho no palco das nossas emoções, vividas no transcurso existencial de nossas almas, pois desde o primeiro momento, quando constituímos a razão deste projeto, acreditamos fielmente no potencial fecundo existente em cada um de vós...Na morada das almas felizes, somam-se os sonetos, alarga-se o Divino, na poesia que enobrece a palavra, e na arte que irmana o amor...Entre vós, a representação do belo, está no próprio azul que singra sob os olhos da criatura que contempla o céu de um novo mundo...Como poderíamos compreender a liberdade de um pássaro, se o mesmo estivesse desprovido de suas asas? Como poderíamos definir a vida com propriedade, se nela não encontrássemos um sentido particular para gerirmos a nossa própria caminhada? Portanto, somos “pássaros” em revoada, soltos sob o levitar do vento, seguindo uma nova trilha, ininterrupta para o que nos aguarda, na definição do tempo que urge, e para cada ação de luz verdadeiramente representada no eminente horizonte. Somos o retrato fiel deste amor que nos define, através de sensações jamais vividas, pois neste momento, já somos capazes de vivenciar a família universal, percorrendo o universo num simples contar de “estrelas”... Na expressão da vida que alegre canta a doce canção, nas vozes que ecoam dos precipícios, aos elevados cumes da marcha, sob as clareiras infindáveis por onde transita o sentimento, ao elo maior que nos une ao oceano da paz.
Fiéis são os olhos que vêem, meus amados, pois criaturas “pequenas” também realizam grandes obras, e próprio é o momento em que descobrimos o absoluto dentro de nós...Sigamos em frente, sob as pegadas do mestre e agradeçamos ao pai, a oportunidade de podermos reviver esses momentos que jamais foram ou serão esquecidos...
Nos mantenhamos conectados, sem jamais perdermos o foco que é de natureza divina...O amor exemplificado, deve multiplicar-se, percorrendo as zonas mais profundas do ser, desde a obscuridade entorpecente que embriaga muitos dos nossos irmãos desvalidos na erraticidade, até às cicatrizes cármicas que ainda trazemos de vidas pretéritas. Uma transformação que já acontece em toda atmosfera, resgatando almas enfermas e necessitadas...Devemos traduzir a Luz Divina que existe dentro de nós, e abandonar a "luz" das nossas fantasias, que acaba ofuscando o nosso próprio brilho...
Somos herdeiros do infinito, porque somos obra de Deus, uma obra de arte digna de ser esculpida, e representada com beleza para todo o sempre, e é na senda do bem que o ser se eleva, diluindo as sombras da existência reparatória. Sintamos com profundidade a mensagem do Cristo, e que a mesma, através da nossa vivência, possa resplandecer no palco das nossas mais sublimes afeições.
Somos uma só energia, dentro do mesmo propósito, no seio de uma mesma família.
De hoje em diante
No cheiro da noite
chorei minhas tristezas
no brilho da lua
deixei um amor
no caminho do meu destino...
eternizei minha história
no aroma das flores
inspirei a paz
na canção que ouvi
dancei com a vida
nos braços imaginados
descansei meu corpo
no sol da manhã
vi a esperança chegar
na água corrente
lancei minhas amarguras
para que de hoje em diante
só minhas alegrias ficar....
O que queres
O que queres que eu te diga?
Além de eu te dizer
Que o amor está acima de tudo.
O que queres que eu te diga,
Se o amor supera tudo?
Vem! Temos muito que falar
Temos muito a dizer um ao outro
Há uma diferença muito grande
Entre o dizer e o sentir.
Vem! Não há mais tempo algum...
Os dias estão passando
E não há mais como voltar atrás
O tempo corre numa velocidade
Sem limites e sem se importar
Se nós estamos vivendo ou não.
O Amor
O amor atravessou meu caminho no momento em que levantei minha cabeça e dei de cara com aqueles olhos que atravessaram minha alma e minha dignidade. Naquele momento entendi que ele era o meu complemento. Entendi que olhares dizem tudo. Entendi que o encaixe perfeito está na alma. Entendi que ao atravessarmos o deserto do outro, estamos perdidos de emoções. O amor é algo tão incerto e tão misterioso que não conseguimos distingui-lo com o da paixão. E só vamos entender com o tempo, pois nossos passos serão longos e árduos. Mas, no fim tudo será esclarecido.
"O Preço do Amor"
Recebeste em silêncio o calor do meu colo...
Nas noites sem sono, eu vesti tua dor...
Meus braços foram teu primeiro consolo...
E minha vida, teu mapa de amor.
Dei-te o tempo que o mundo não dava...
Fiz do meu peito abrigo e guarida...
Com lágrimas minhas tua febre baixava...
Cada cuidado, uma parte da vida.
Mas eis que o tempo virou o espelho...
E os dias dourados se foram no chão...
Agora cansada, suplico um conselho:
Preciso pagar-te por um coração?
Se não há salário, não há gentileza...
Se não tem valor, não sobra afeto...
Sou só tua mãe — sem mais nobreza,
Na velhice, teu olhar ficou discreto.
Ah, filha querida, onde está tua alma?
Trocastes o amor por um contrato frio?
Esqueceste da fonte, da estrada, da calma,
Do leite ofertado nos dias vazios.
Talvez um dia o mundo te ensine,
Que afeto comprado tem prazo a vencer.
E quem vende o tempo por um “me convine...”
Não sabe o que é realmente viver.
Eu tenho fome de justiça social
Eu tenho fome de afeto
Tenho fome de amor
Tenho fome de prazer
Fome de alegria
Fome de cores
Odores
Sabores…
Tenho fome
Sinto sede.
WJAC / MD
o amor se destrói
amor é um sentimento que se constrói
e as vezes esse amor se destrói
tantos anos de tristeza e felicidade
para acabar num dia com velocidade..
achava que eras o amor da minha vida
e só descobri que és Dalila da minha vida
o que me fez me tornar Sansão da sua vida
se nê Dalila conheceu o altar da vida de Sansão..
pensei que estávamos juntos na garrafa
e só agora descobri que estou em três garrafas
que na verdade se divide no nome Da-li-la
mas eu ainda chamo Da-li-lá.
continua...
Amo-Te, Senhor, e me faltam palavras para expressar este amor tão profundo. O que dizer, então? Tu podes ver no mais íntimo do meu coração e encontrar lá a minha paixão e devoção. Quem é aquele que penso a cada momento? Quem rege meus pensamentos e é o motivo do meu caminhar? Quem me faz sonhar e me inspira a ser a melhor versão de mim, semelhante a Ti?
"Senhor, Tu sondas o meu coração e conheces o meu pensamento." (Salmo 139:23)
Quem é o amor da minha vida? Minha melhor canção? Amo-Te, sem mais palavras. Podes ver meu coração.
O Espírito Santo transforma nossas vidas, manifestando amor, verdade e autocontrole. Jesus ensinou: "Pelos seus frutos os conhecereis" (Mateus 7:16), destacando que as ações revelam a autenticidade do Espírito em nós.
Os frutos do Espírito (Gálatas 5:22-23) – amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio – são evidências visíveis de Sua obra. Em meio a influências e informações contraditórias, é essencial buscarmos Sua orientação para discernir a verdade.
Ao nos abrirmos à ação do Espírito por meio da oração, leitura bíblica e comunhão, somos renovados para viver com amor, integridade e propósito segundo os valores do Reino de Deus.
