Poemas de Amor de Mãe para Filho

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Em partida, o amor não vai embora de uma vez, ele se despede devagar, deixando a casa cheia de ecos, porque algumas ausências continuam morando na gente muito depois do adeus.

O amor nasce simples como estrada de chão, cresce entre olhares contidos e promessas impossíveis, e sofre calado porque nem todo sentimento pode atravessar a cerca que separa o coração do destino.

Quando ela chegou, o amor que eu sentia ficou pequeno, um rascunho diante do que nasceu.

O amor entra em silêncio, como uma soprano antes do primeiro agudo, e de repente tudo em nós aprende a doer bonito, como se o sofrimento fosse
apenas outra forma de cantar.

O amor que me cura não exige perfeição. Ele pede apenas coragem para chegar com as mãos vazias. Acolhe os termos e as condições sem contrato. E na simplicidade do gesto, tudo se transforma. Porque amor que exige pouco é o que mais dá.

Guardo um amor que perdeu o destinatário. Como não teve onde pousar, virou peso, virou verso e, por fim, virou parte de mim.

O amor, quando chega para alguém como eu, não entra pela porta da frente com flores, mas infiltra-se como a umidade nas paredes, gelando os ossos antes de se tornar parte da estrutura. É uma dor bonita, um jeito de sofrer acompanhado por alguém que também tem medo do escuro.

O amor é um exercício de vulnerabilidade que eu já não pratico com tanta frequência, por medo de que o que sobrou de mim não suporte mais uma decepção. Fechei as janelas do peito, não por ódio, mas para proteger as últimas velas que ainda insistem em não apagar.

O amor verdadeiro é aquele que permanece quando a beleza se vai e a saúde se despede, deixando apenas dois espíritos cansados se apoiando um no outro. É a caridade do olhar que não julga a falha, mas acolhe o que restou de humanidade no outro.

O amor é um hóspede barulhento que bagunça toda a casa da nossa alma e depois vai embora sem ajudar na limpeza, deixando apenas o cheiro de um perfume que odiamos lembrar. Mas, no fundo, a gente sabe que a casa vazia e limpa é muito mais triste do que o caos que ele causou.

A espera pelo primeiro amor não foi apenas tempo, foi vida doada. Foi a paciência de quem cultiva uma flor em solo estéril, acreditando que o amor, por si só, teria o poder de fazer brotar a reciprocidade.

Um amor transcende o outro. No final, a dor de não ser correspondido revela a nossa própria capacidade de amar além da lógica, de esperar além do limite e de sobreviver ao próprio naufrágio.

O amor-próprio não é um estado de espírito ensolarado, é um trabalho de mineração em solo rochoso, onde você retira os entulhos do que os outros disseram sobre você até encontrar aquela pequena pepita de verdade que diz: você ainda é digno de ser amado, apesar das rachaduras.

O amor é a energia mais curativa que existe. Um remédio sem medidas que restaura o que o corpo sente, o que a mente pensa e o que a alma habita.

Acordar cedo deixa de ser peso quando não é o dever que te levanta, mas o amor por ver sua família vivendo feliz e em paz.

O amor pode até ser cego, mas a rejeição é bem clara e os sinais são bem visíveis; insistir é ferir a própria dignidade, retirar-se é a melhor escolha.

⁠Cheguei a conclusão que o amor só serve para nos deixar marcas amargas, dor, angústia e sofrimento, essa palavra amor deveria ser extinta. ⁠

A galera fala de amor como se fosse comercial de margarina, tudo limpinho, tudo certo. Mas a gente sabe que o amor real é o que acontece no meio do caos, naquela correria entre Marechal e a paz de Itaipuaçu. É o amor que sobrevive à distância, ao cansaço e a essa mania que a vida tem de tentar passar a perna na gente.

Não é o dinheiro que falta a algumas pessoas, é o amor. Querem crescer, mas não estendem a mão. Querem ser santos, mas não praticam bondade. E assim, a riqueza que buscam nunca encontra morada no coração.

Quem fala de fé sem amor confunde aparência com verdade. E a vida, com o tempo, ensina.