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Poemas de Amor Abandonado

Cerca de 264553 frases e pensamentos: Poemas de Amor Abandonado

LOS COJONES DE SALVADOR DALI
(tradução rápida: Os colhões de Salvador Dali)

⁠Ele desenhava, pintava
E fotografava,
Esculpia
Sem esquadria
No cubismo, dadaísmo
Num surrealismo
Que arrepia.
E quando a musa obtusa
Mas sempre difusa
O inspirava,
Ele o bigode retorcia
Como um bode que está com cio
E perde o pio
De uma assentada.
Ele pintava relógios derretidos
Nos tempos cerzidos
Pelas sua memórias.
Neste desfiar de vanglórias
Lembro-me de alguém que pintou
Em telas por demais inglórias
Aquilo que ele mais amou -
Os cojones, os seus colhões
Ao dependuro.
E com razão e sentidos no duro,
Esse pintor de tomates
Espécie de Bonifrates -
Sou eu!
Fui eu!

(Carlos de Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 02-10-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠QUANDO VIERES TRAZ-ME SAUDADES

Quando vieres,
Se vieres
E quiseres,
Ó minha amada,
Traz-me uma coisa de nada...

Sabes que sou como o tronco
De uma árvore a apodrecer,
Inexoravelmente,
Implacavelmente
A sumir-se num ronco,
Que dá dó de se ver.

Ó minha idolatrada,
Desgastada
E dolorosa amiga,
Revela quem me castiga
Este lombo carcomido
Desta árvore corpo esvaído,
Sem saudades já de nada
Nesta vida desditada.

Ó amor desta emoção,
Ó minha ténue inspiração,
Quando vieres e quiseres,
Traz um coro de mulheres
Vestidas de branco ou negro
Que te satisfaçam o ego,
Encostadinhas a ti
E trazei-me saudades,
Sem vaidades,
Que até isso eu perdi.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 08-10-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Quando começamos a crescer, queremos sofregamente crescer, crescer até obter o estatuto de maioridade.
Que obtuso dilema, que terrível contradição é esta, quando chegados à idade da cor castanha da vida, temos aquele saudoso e inatingível desejo de querer regressar à era em que éramos inocentes, crianças na sua plenitude poética.
Comos somos uns ridículos cataventos - pobres seres, mortais.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠RESISTÊNCIAS sei lá quantas já escrevi

Resisto,
Porque quero
E não por acaso mero,
Porque sou tão teimoso
Que até as pedras da rua
Quando me sentem mancando
Pelas dores negras e cruas
Que me vão martirizando,
E mostrando que nada valho,
Dizem em jeito jocoso:
- Que resistente bandalho!
Resisti,
A promessas de riquezas vãs,
Prometidas por gentalhas
Canalhas, com olhos de rãs;
Seres avaros, repugnantes
Com cartões de governantes,
Sei lá por graça de quem
Foi o santo que os pôs na cripta
De donos de tantas parvónias
Que mencioná-las irrita
E revolta até também
Algumas orquestras sinfónicas.
Continuo a resistir,
Ao meu relógio sem horas
Porque só me traz a desoras,
Sem saber que mal lhe fiz,
As notícias mais pandoras
Deste meu ledo País.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 17-11-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠QUIÇÁ TALVEZ PORVENTURA EU FORA DAS REDUNDÂNCIAS PLEONÁSTICAS OU O MESMO DO IGUAL SEMPRE

Será que vim das profundezas
Das rochas eruptivas magmáticas
Nos subsolos de seres estranhos
Encobertos em caras de putos
Com máscaras carnavalescas
Em poesias de rachas quentes, porém
Sem rima, mas sempre frescas.
Rimou uma, acaso meu, sem certeza
Se nasci em Marte ou nas Áticas
Das civilizações helénicas dos espertos.
Nasceria eu na Ásia dos Sete Mares
Das mil e uma noites dos pensares
Quando Sinbad, o marujo, por ali ferreava!?...
Tudo mentira, porque eu nasci aqui,
Na Chamusca de Argoncilhe,
no Bairro Pobre da Ilha das Canárias,
Da Feira de Santa Maria.
Minha parteira da miséria, particular,
Tinha por graça ser
Elisa Santa Ouvida -
-Deus a resguarde e não lhe apague a Luz.
Disse-me sempre ela, em bondade:
Que veio uma cegonha que poisou na Serzelha
Na fonte velhinha, para beber água pura, cristalina;
Subiu às Canárias e me deixou já embrulhado
E tudo, ao lado de minha mãe no leito pobre.
Acreditei no milagre até alguma idade da inocência.
Hoje, não acredito em nada.
A parteira morreu.
A cegonha dizem que nunca mais se viu.
A Fonte da Serzelha já não dá água pura.
E eu, finalmente, consegui casar com um poema
Que não rima,
Lá dizia a minha prima (quando lhe arrimava...)

(Carlos De Castro, in Há um Livro Triste por Escrever, em 14-01-2025)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A minha calma, visto isso,
faz nervos a muito boa gente.
Vou ter de ser mais nervoso,
para que os outros possam
ter mais calma.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠MELANCOLIA

Cai a tarde lenta em brasa,
Num céu de mar ondulante,
Enquanto este vai e vaza,
Meu coração está distante
Pensando em ti, ó sereia
Que vi uma vez ao luar,
Em noite de lua cheia
Nas águas de prata, a rolar.

Que saudades sobre o mar
Meu coração lá deixou;
Tristezas de fazer chorar...

Enquanto eu não encontrar
Esse amor que lá ficou,
Farei na areia um altar...

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 08-03-2025)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠MISTÉRIOS DE VIDAS

Só agora soube, soube mesmo agora -
Não ser o tal - o outro, quando nasci;
Enganei a mãe e meu pai pela vida fora,
Face à razão de uma vida que já vivi
E desta outra minha que tão triste chora
Por aquela já passada que nunca senti.

(Carlos De Castro, In Há um Livro Triste Por Escrever, em 15-05-2025)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ABRENÚNCIO Ó ALMAS PENADAS E OUTRAS PANADAS

Naquele tempo
De um tempo
Em que não havia tempo
Para pintar,
Eis que veio uma mão suja
Com bico de coruja
Das tintas dos tempos
E dos tormentos
Que dava só em pensar...

Teimosa mão pintou
Na tela do meu peito
Uma vereda de árvores negras
Onde copulavam pegas
A torto e sem direito
Num sentido único que ficou
A ser como que metamorfose
De um destino feito osmose
Mesmo sem água,
Só mágoa
Ao natural,
Nada de solvências de sal...

Ainda hoje eu mostro este peito
A quem queira ver a pintura
Que aquela mão suja e impura
Gravou para sempre sem jeito
Este quadro malfeito
De uma vereda de árvores negras
Onde copulavam pegas
A torto e sem direito.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Tão Triste Por Publicar, em 08-07-2025)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠MORREU O FONSECA-VIVA MANUEL

Dos ares de S. Pedro de Paus
Do concelho de Resende
Banhado pelo Bestança
Que desmaia depois no Douro,
Veio em tempos uma criança
E a família como herança,
O seu mais puro tesouro,
Habitar no litoral.
Chegado o tempo de vida
De procurar companheira,
A sua amada querida,
Estandarte da bandeira,
Conheceu uma donzela
Adelaide, jovem bela
E a ela depois se uniu
Num amor puro e total.
Pelo Graça então Divinal
E desígnios do Criador,
Conceberam com muito amor
Dois seres, seus diamantes,
Vidas que lhes davam alento
No agora e no antes,
Em tempos de sofrimento.
Mas eis que toca a sineta
Que Deus escolheu por sinal
Quando quer na sua Messe
Gente muito boa e reta,
Veio, penso eu como mortal
E que Deus não me leve a mal,
Buscar o nosso Fonseca,
Mas deixando o Manuel vivo
E do alto desta caneca
Que com ele já não faz tchim!
Só te peço grande amigo
E sei que tu vais dizer sim,
Pede a Deus e sem castigo
Que livre todos do perigo,
Mas nunca peças por mim.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 30-07-2025.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

VELHICE ADIADA
Ombro a ombro, ele mais alto
Que ela, baixa de baixo salto
Numa amarração de vidas
Vividas,
Sentidas
Consentidas,
Que mesmo após a velhice,
A idade da rabugice,
Na cidade aperaltada
No passeio da fama do nada
Lembrando suas paixões,
Lá iam os dois amarrados,
Mirrados,
Num abraço de emoções.
Ei-los, chegados ao lar:
Dois jovens apaixonados
Em tempos de namorados
De corpos novos em brasa,
Lembraram a velhinha casa
Na mais louca das razões,
Os seus beijos de ilusões,
Trocados no seu amar.
A paixão andava no ar,
Já com pouco respirar,
Mas com um louco desejo,
Trocaram um longo beijo,
Ainda por cima,
Sem rima.


(Carlos de Castro, in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 16-11-2025)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

AI, SE A MORTE NÃO FOSSE VIDA


Já pouco falta para descer à cova fria
Do campo santo da minha freguesia
Uma irmã minha em Cristo estimada
Velhinha anciã por todos amada
A sempre esbelta senhora Maria.


Jamais quis a idade dos Profetas
Que eram seres de outros planetas
Mas ela ia subindo a escala da vida
Que agora acabou mas já comprida
A cumprir as promessas de suas metas.


Do pó nasceste, ao pó voltarás na fé
De ti e daqueles que acreditam que é
A nova semente que cria a Ressurreição
De um dia na mais gloriosa e pura União
Vivermos todos em harmonia talvez até
Com Cristo, o Messias, mesmo ao pé.


(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 18-03-2026)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

Porta da esperança
A distancia encolhe quando os motivos são reais,
Pintei a tua chegada com os meus pensamentos,
Ensaie a tua entrada com os olhares da imaginação atentos,
Saia de mansinho saudade, tô flertando com a porta, ela vai ser aberta a qualquer momento.

Inserida por Ricardossouza

Tenho tanto para descobrir...

Tenho tanto zelo pelo que me faz sorrir,
Tenho tamanho apreço pelo que me mantém equilibrado, mesmo arrancando meus suspiros,
Tenho tanta admiração pelo brilho do seu olhar carregado de mistérios e de prazer pelo que ainda é desconhecido,
Tenho tanto fascínio pelo que ainda irei descobrir ao teu lado.

Inserida por Ricardossouza

Renascer é necessário

Te dei o meu coração, e você pendurou ele em um cabide qualquer do seu guarda-roupas, deixou ele mofando,
Te dei o meu tempo, e você o sacudiu ao vento como se fosse um tapete cheio de pó,
Te dei o meu amor, e você foi impiedosa, deixou ele dentro de um congelador, agora ele virou um quilo de carne sem vida,
Neste momento, renuncio a todos os meus nobres sentimentos que por muito foram teus, já não tem mas sentido cultivar a sombra de uma paixão sem alma,
Tô virando a página de uma vida, e cheio de vontade de renascer em outro coração apaixonado.

Inserida por Ricardossouza

Vida Cigana

Encaixotei as dores e fui viver uma vida cigana de amores,
Como um pássaro, vasculhei flores, pousei em galhos firmes, espalhei frutos pela floresta e continuei a voar atrás de novos horizontes,
Vejo um rio correndo solto, levando as minhas memorias e a minha inocência na mesma direção, sigo em frente com o meu caiaque desviando do curso do rio para não cair em uma cachoeira profunda de emoções,
A chuva cai, a minha alma esta limpa, o frenesi e as experiências da vida são uma construção sem fim.

Inserida por Ricardossouza

Sigo positivamente

Cortei alguns arames farpados, mesmo sem enxergar um palmo a frente atravessei a neblina,
Agora, vejo o Sol brilhar forte novamente, um mundo que era vazio e quase sem vida, insisti em receber esta luz,
Pode soar estranho, mas não á padrões para surpreender a escuridão, talvez o segredo esteja presente no agir com naturalidade e espontaneidade,
Existem muitas questões, escolhas e desejos embutidos nas leis das decisões do "Eu posso, Eu quero, Eu terei".

Inserida por Ricardossouza

E você chegou devagarzinho,
O que era pouco, começou a transbordar,
Um sentimento se multiplicou e se transformou em vários,
Uma luz forte vinda de você não queima, ela apenas brilha de um jeito como nenhuma outra,
Quero viajar, quero voar em pensamentos, quero abraçar alegremente tudo que imagino conquistar ao teu lado.

Inserida por Ricardossouza

Reiniciar

Sair da casinha e tentar, será a melhor solução,
Depois do terremoto passar, fiquei em silêncio e me achei,
Sentir um beijo molhado foi a minha primeira descoberta sobre os novos caminhos à traçar,
Ninguém passa intacto por um abalo sísmico no coração, posso dizer apenas que a minha alma se encontra crua e nua para reiniciar uma relação.

Inserida por Ricardossouza

Ansiedade a mil!
A ansiedade chegou invadindo o meu ser com o mesmo sabor de um prato de entrada para o nosso jantar, pareço um adolescente destemido e cheio de paixão,
Tenho a impressão de um atraso proposital do tempo, pois o relógio anda em passos de tartaruga, minha respiração consigo senti-la com o ar de desespero,
Retoquei o perfume, arrumei a mesa, o vinho está ao ponto, venha logo meu amor transforme a minha ansiedade em um deleite de prazer.
A campainha toca duas vezes...

Inserida por Ricardossouza