Poemas de Amor Abandonado
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Os homens de pouca inteligência não sabem encarecer a própria capacidade sem rebaixar a dos outros.
O rosto de uma mulher, seja qual for a sua discrição ou a importância daquilo em que se ocupa, é sempre um obstáculo ou uma razão na história da sua vida.
Saber viver com os homens é uma arte de tanta dificuldade que muita gente morre sem a ter compreendido.
Pouca ou nenhuma vez se realiza com a ambição coisa que não prejudique terceiros.
Onde intervêm o favor e as doações abatem-se os obstáculos e desfazem-se as dificuldades.
A indiferença ou apatia que em muitos é prova de estupidez pode ser em alguns o produto de profunda sapiência.
É tal a falibilidade dos juízos humanos, que muitas vezes os caminhos por onde esperamos chegar à felicidade conduzem-nos à miséria e à desgraça.
É preciso rirmos antes de sermos felizes, sob pena de morrermos antes de ter rido.
Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.
O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.
Arrependemo-nos raramente de falar pouco, e muito frequentemente de falar demais: máxima usada e trivial, que todo o mundo sabe e que ninguém pratica.
Todos os homens são bestas; os príncipes são bestas que não estão atreladas.
Os velhos que se mostram muito saudosos da sua mocidade não dão uma ideia favorável da maturidade e progresso da sua inteligência.
Não podemos deixar de ser difusos com os ignorantes, mas devemos ser concisos com os inteligentes.
As coisas maiores só devem ser ditas com simplicidade; a ênfase estraga-as. As menores precisam de ser ditas com solenidade; elas só se sustentam pelo modo de expressão, pela atitude e pelo tom.
A luxúria é como a avareza: aumenta a sua própria sede com a aquisição de tesouros.
Há muita gente que, assim como o eco, repete as palavras sem lhes compreender o sentido.
Nas revoluções políticas os povos ordinariamente mudam de senhores sem mudarem de condição.
Os soberbos são ordinariamente ingratos; consideram os benefícios como tributos que se lhes devem.
A utilidade da virtude é de tal modo evidente que os maus a praticam por interesse.
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