Poemas de Amizade de Jorge Amado

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Um dia o sujeito tem de escolher entre a inteligência e a vaidade. O problema é que para escolher a inteligência é preciso ser inteligente.

Amar é compartilhar um pouco de si mesmo com outra pessoa, e viver um pouco dela, como se fosse ela mesma...

Nenhum incidente isolado pode despertar dentro de nós um estranho totalmente desconhecido. Viver é nascer lentamente.

Tudo o que ainda faz você sofrer é mais forte que você. Antes de vencer uma adversidade, é preciso vencer a dor que ela infunde.

A sua felicidade depende de você,pare de colocar essa responsabilidade tão grande nas mãos de outra pessoa,ninguém tem obrigação de te fazer feliz!

A Felicidade não é uma fase boa, mas um estado de espírito que independe da realidade circunstancial, é uma prioridade por escolha!

Conclusão de uma vida de estudos: se uma idéia não está pré-anunciada em Platão, em Aristóteles ou na Bíblia, provavelmente é besteira.

Nosso mundo é um dos muitos mundos que surgem de alguma coisa e se dissolvem no infinito.

E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo.

Então, se minha foto iria voltar aos jornais, ao menos que fosse pelo maior roubo da História.

A impunidade é o colchão dos tempos; dormem-se aí sonos deleitosos. Casos há em que se podem roubar milhares de contos de réis... e acordar com eles na mão.

Machado de Assis
Gazeta de Notícias, 17 maio 1896.

Os corações discretos são raros; a maioria não é de gaviões brancos que, ainda feridos, voam calados, como diz a trova; a maioria é das pegas, que contam tudo ou quase tudo.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).

Dê um pouco de poesia à vida, mas não caia no romanesco; o romanesco é pérfido.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).

Essas crianças estão nas ruas porque, no Brasil, ser pobre é estar condenado à marginalidade. Estão nas ruas porque suas famílias foram destruídas. Estão nas ruas porque nos omitimos. Estão nas ruas, e estão sendo assassinadas.

O amor se multiplica nos roubos. Porque cada segundo pode ser o seu último. A adrenalina faz você viver a vida ao máximo. Você não quer deixar nada para depois.

Uma união de pura oportunidade, sem respeito a princípios morais comuns, é uma casa dividida destinada a ruir.

Os homens só desdenham a liberdade, ao que parece, porque a teriam se a desejassem, como se se recusassem a fazer essa bela aquisição somente porque ela é fácil demais

Feliz é aquele que consegue enxergar na alegria dos outros o resultado de suas ações.

Curiosidade e gratidão; – veja se há duas asas mais próprias para arrojar uma alma no seio de outra alma, – ou de um abismo, que é às vezes a mesma coisa.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

O trabalho era atrapalhado, às vezes por minha falta de jeito, outras de propósito, para desfazer o feito e refazê-lo. (...) Mas os cabelos iam acabando por mais que eu os quisesse intermináveis. (...) Desejei penteá-los por todos os séculos dos séculos, tecer duas tranças que pudessem envolver o infinito por um número inominável de vezes. Se isto vos parecer enfático, desgraçado leitor, é que nunca penteastes uma pequena, nunca pusestes as mãos adolescentes na jovem cabeça de uma ninfa.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).