Poemas de Amizade de Jorge Amado

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Não guardo rancores, nem lembranças, das coisas que não pude fazer,
Guardo sim a alegria, de ter partilhado, meus melhores momentos com você...

"O perdão é o dom mais alto a que um ser humano pode aspirar e o único bem que ele pode realmente praticar nesta vida. O resto é presunção."

Por muitos anos procurei-me a mim mesmo. Achei. Agora não me digam que ando à procura da originalidade, porque já descobri onde ela estava, pertence-me, é minha.

Mário de Andrade
ANDRADE, M. 50 poemas e um Prefácio interessantíssimo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.

É próprio da idiotice tomar posição pelo valor nominal das causas defendidas ou atacadas, sem saber sua origem histórica, as forças políticas e econômicas que as sustentam e os planos estratégicos de maior escala que as abrangem e utilizam.

Gastamos muita energia quando queremos ter razão. Melhor é mudar de postura. Discordar com o silêncio.

Não há melhor túmulo para a dor do que uma taça de vinho ou uns olhos negros cheios de languidez.

Os seres são vazios, se não são como janelas ou clarabóias abertas para Deus.

Não se irrite por não conseguir fazer os outros serem como você quer, já que você não pode fazer você mesmo como quer.

Se andarmos pelos caminhos que outros já percorreram, chegaremos no máximo aos lugares que eles já atingiram.

Se, à primeira mágoa ou frustração, você se fecha e sai de campo, sua luta não vai durar nem uma semana. Se quer mudar o curso das coisas, prepare-se para engolir não um sapo ou dois, mas infinitos sapos. Leia a vida de Napoleão. Veja como esse homem, um dos maiores comandantes militares de todos os tempos, sabia aceitar humilhações, transigir, negociar. Será você mais importante do que Napoleão?

A vida não é como a página de um livro, que podemos voltar e reler aquilo que não entendemos.

O coração é ordinariamente um termo de que nos servimos, por decência, para designar outro órgão.

Desejo D

Segundos passam sem saber
Que penso sim, penso em ti querer
Meus sentimentos te possuem em segredo,
Peço à razão que me segurem o desejo

Sou forte ao mesmo que fraco
Aguarde consultarei o oráculo..!
Pra ver se minha pegada,
Esta trilhada na sua estrada

Sou eu mesmo, aqui ímpeto,
A você, por sorrisos te peço,
Não deixe meu desejo disperso,
Ao teu lado, nervos ficam inquietos

Que veja este lado oculto com carinho
Ou então com pouca atenção
Sei lá, mas veio direto da emoção
Essas palavras, de alguém que te ama sozinho.

Inserida por rsilva27

Momento Assim

Me ganho aqui um novo sentimento
Aos seus olhos, desejo cessar de movimento
Tão majestosa quanto bela
Você é mocinha, és donzela

O que sinto, um imenso tranquilo
Penso mais um pouco: já és divino;
Você é tudo que quero ouvir
Versos legionais, que sinto a descobrir

Meus pensamentos estão mobilizados
Os reflexos lentos, parados
Crio por ti, tal sentimento intenso
Que por outra não seria tão imenso

Na recaída da noite de luar
Olho o céu e penso em beijar
A linda boca, o qual suco cobicei
E a lembrança esplendida sua que fiquei

Inserida por rsilva27

⁠Eu não sou bom a fazer poemas, mas parece que escrevo um, sempre que escrevo uma mensagem para ti, nunca sonhei em ser psicólogo mas me esforço sempre para te entender e saber o que queres, não sou o oxigénio mas estarei sempre aqui para ti.

Para que explicar? Nada desejo explicar. Explicar é limitar. É impossível limitar Gabriela, dissecar sua alma.

Jorge Amado
Gabriela, cravo e canela. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Agora sabe que ela brilhará para ele entre mil estrelas no céu sem igual da cidade negra.

Jorge Amado
Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Que culpa eles têm? (...) Quem cuida deles? Quem os ensina? Quem os ajuda? Que carinho eles têm? (...) Roubam para comer porque todos estes ricos que têm para botar fora, para dar para as igrejas, não se lembram que existem crianças com fome...

Jorge Amado
Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Tem certas flores, você já reparou? que são belas e perfumadas enquanto estão nos galhos, nos jardins. Levadas pros jarros, mesmo jarros de prata, ficam murchas e morrem.

Jorge Amado
Gabriela, cravo e canela. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
Inserida por pensador

⁠Eu, aprendendo com a vida:

Aprendi que nem todos ao meu lado, são meus "amigos";
Aprendi que muitos desses "amigos", só o são enquanto eu tive algo a oferecer-lhes;
Aprendi que quando eles se afastaram de mim, me fizeram um bem;
Aprendi que "amigos" são especiais e poucos;
Aprendi que enquanto aprendo, vou vivendo melhor!