Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Há vezes. Ora somos caminho, ora pedra. Um momento porta, noutro pedágio. Ser fronteira aberta não implica em ser visitado.
Para cada palavra que se lança, há três alvos memoráveis: a arte da curva; o risco do entrelinha; e a beleza do impensável.
A palavra escrita, uma vez compreendida, não repousa: ela coloniza o ser, germina nele e cria vínculos invisíveis entre pensamento, corpo e mundo.
Vivências enriquecidas exigem uma dobra do tempo, um sismógrafo emocional e existencial calibrado para registrar o quase invisível.
Silêncio em noite escura, com lua tímida entre gélidas nuvens, pode ser presságio do dia mais solar e vibrante de todos os tempos.
Há quem confie em IA como um taumaturgo do século XXI; mas, antes de uma apocatástase linguística, busco a palingenesia na simbiose da escrita.
De repente, uma colher de pequenas cordas, aterrissa em meio ao caos, criando um universo inteiro feito de sorvete e quarcks.
O que você deixa de faturar é o tanto que você está permitindo que o seu concorrente fature por você!
"Deus procura quem tem coragem de dizer: 'Eis-me aqui'. José foi lançado num poço e vendido como escravo, mas porque não desistiu, Deus o levantou como Governador do Egito. Sua origem não define seu destino — a fidelidade sim."
Todos nós carregamos a essência de Deus em nós. E é por meio d’Ele que nos tornamos mais que vencedores.
Cheiro de flor, sem jardim por perto, pode ser a memória chorando por olfato e afeto — e o mistério, entre a ciência que explica e a alma que pressente, segue intacto.
O sabor do hype pode ser só um bom brigadeiro branco, envolvendo uma fruta com caramelo tão antigo quanto doce: eis o morango do amor.
As tecnologias são como vilãs de novelas: despojadas, incompreendidas e volúveis. Para domá-las, é preciso dinheiro ou esperteza.
Tínhamos máquinas de escrever. Agora, temos máquinas que escrevem. Mas, sem o sentido e a intenção humanas, nem ouro seria jóia.
