Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Porque (Carlos Drummond de Andrade)
Amor meu, minhas penas, meu delírio,
Aonde quer que vás, irá contigo
Meu corpo, mais que um corpo, irá um'alma,
Sabendo embora ser perdido intento
O de cingir-te forte de tal modo
Que, desde então se misturando as partes,
Resultaria o mais perfeito andrógino
Nunca citado em lendas e cimélios
Amor meu, punhal meu, fera miragem
Consubstanciada em vulto feminino,
Por que não me libertas do teu jugo,
Por que não me convertes em rochedo,
Por que não me eliminas do sistema
Dos humanos prostrados, miseráveis,
Por que preferes doer-me como chaga
E fazer dessa chaga meu prazer
Provas de amor
Acabo de te trair
Em pensamento
Não deixo você ouvir
O que te traz sofrimento
Acabo de me trair
O que é que eu estou dizendo ?
Se é amor tem
Desencontros
Amar também
Um contra o outro
E lutar sempre
Por esse amor
Que morre e reascende
Melhor
Existem provas de amor
Provas de amor apenas
Provas de amor
Não existe o amor
Não existe o amor
Não existe o amor não existe
O amor
Apenas provas de amor
Acabo de me separar
Sem fazer alarde
Te ligo quando chegar lá
E te escondo a verdade
Nós vamos nos reconciliar
E você nem sabe
Se é amor tem
Desencontros
Amar também
Um contra o outro
E lutar sempre
Por esse amor
Que morre e reascende
E não tem fim
Combinamos
Destruir mas
Sempre estamos
Enganados
Vendo-o ressurgir
É você que eu amo
Os anos passam...
As lembranças são eternas,
A saudade permanente
e nossos olhos em busca de
...cenas de tempos vividos.
Os anos passam...
Vivenciamos lições de vida,
aprendemos a vasculhar
em nossos guardados do coração
e a acariciar lindos momentos
que se foram para não mais voltar
Os anos passam...
Crescemos na alma,
mas sempre seremos
frágeis no amor
Os anos passam...
Muitos virão ou quem sabe...
nossa estada nesta vida seja curta
Nada sabemos do amanhã...
Os anos continuam
a desfilar na passarela do aprendizado
e nós protagonistas da vida, enfrentamos
os momentos que nos fazem infelizes
e nos deliciamos com os felizes!
Resumimos que a vida é
um grande baile em que
almas se encontram, se esbarram,
se unem e se separam...
Cada qual bailando nos conflitos,
nas esperanças e nas suavidades
de momentos de amor
De todos os anos que se foram,
concluo que viver...
É ser cada qual, em sua essência adquirida.
Com todas as adversidades,
com as lágrimas derramadas,
ainda assim,a alegria de viver
é o maior presente embrulhado
em papéis de brilhos de momentos...
(OlhosDe£in¢e)
‘‘Os 6 Mundos são os lugares para aonde vc é enviado conforme as suas obras neste
mundo.... O primeiro mundo, é o inferno... oceanos de fogo, poças de sangue, montanhas
de agulhas... de medo após medos intermináveis...aqueles que caírem neste mundo,
sofrerão eternamente.... O segundo, é o mundo dos espíritos famintos... os que caírem
neste mundo, só terão pele e ossos, com o estômago inflamado... buscarão sempre por
comida e devorarão a carne morta... passarão a eternidade devorando sem parar.... O terceiro mundo, é o das bestas... nele, todos serão transformados em bestas, num mundo
onde o mais forte devora o mais fraco.... O quarto mundo, é Azura, o mundo da luta...
haverá sangue e morte, o tempo todo, neste mundo terão que ficar lutando dias após
dia sem nenhuma trégua.... O quinto mundo, é comandado pelas emoções... a felicidade,
o ódio e a tristeza, tornam instáveis, esse que é o mundo dos seres humanos.... O último
mundo, é chamado Paraíso... mas é um lugar onde um único pensamento, faz vc cair no mundo das bestas, dos espíritos famintos ou do inferno... portanto, é o lugar mais
perigoso....’’
Agora só espero a despalavra: a palavra nascida para o canto-desde os pássaros.
A palavra sem pronúncia, ágrafa.
Quero o som que ainda não deu liga.
Quero o som gotejante das violas de cocho.
A palavra que tenha um aroma ainda cego.
Até antes do murmúrio.
Que fosse nem um risco de voz.
Que só mostrasse a cintilância dos escuros.
A palavra incapaz de ocupar o lugar de uma imagem.
O antesmente verbal: a despalavra mesmo.
"Se eu fosse viver de poesia, estava na sarjeta. Trabalho intelectual neste país é sinônimo de vagabundagem"
Manoel de Barros, poeta, advogado e fazendeiro, em 29/12/1991, em entrevista ao GLOBO
3 de maio
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
Não vi o seu rosto
_ ele estava mergulhado entre as minhas coxas_
Não beijei sua boca
_ ela estava ocupada me beijando os lábios...
Hoje foi um dia normal. Como todos os outros dias normais eu senti fortes emoções. Esperança foi uma delas, ahhh que esperança. E no meu sonho eu estava ao seu lado olhando as estrelas. O céu não estava o melhor para observação mais ao seu lado qualquer céu estaria com fracas estrelas porque a mais brilhante de todas estava ao meu lado. Bom... mais se era um sonho bem que eu podia colocar um céu mais bonito, não?
Nesse sonho estávamos deitados olhando o céu, eu sentia seu rosto junto ao meu, seu cabelo tocando minha face era como um véu. Um lenço que me acariciava enquanto eu observava as estrelas, mais que burrice a minha einh? Observar as estrelas se a estrela em que eu mais pensava estava ao meu lado. Que burrice! Mais já passou, foi só um sonho. Ou não? Nossas risadas... Ahhhh nossas risadas. Incrivel como o timbre da sua voz mexia com meus ouvidos. Incrivel como meus olhos enxergavam o brilho dos seus. Tudo em você era incrivel para mim. O brilho do seu sorriso... pra brilhar daquele jeito só sendo uma estrela mesmo, e que estrela!. E agora eu tenho saudades de você. O sonho acabou. E quando irei sonhar novamente? Alguma previsão?
Minhas pernas não estremecem, minha boca não fica seca, o suor não escorre por minha testa, mais meu coração acerela. Será que isso significa algo?
Sei que uma imensa alegria toma conta de mim quando nos vemos. Pena que sinto pouco essa alegria. Bom, hoje eu cansei de falar disso tudo.
Estou com problemas, muitos problemas. Mesmo assim você conseguiu atrair minha atenção. Espero que nos arrependamos de não termos ido em frente no sonho. Mais ele acabou? De que modo?
Minha cabeça dói, o sono tenta fechar meus olhos, meu cerébro está cansado. Mesmo assim não deixo de pensar em você pois é com o coração. E ele não cansa. Mais o sonho acabou, minha estrela virou um cometa e partiu. Adeus?
Câmbio, desligo.
Debaixo de minha mesa
tem sempre um cão faminto
-que me alimenta a tristeza...
Debaixo de minha pele
alguém me olha esquisito
-pensando que sou ele.
Debaixo de minha escrita
há sangue em lugar de tinta
-e alguém calado que grita.
Tem uns ciclos que se fecham porque aquilo não se encaixa mais na sua vida. Porque a felicidade não se faz mais presente, porque tudo tem fim... porque sim.
O lamento acontece, a lágrima cai, daí vem o rito de passagem, o desprendimento.
Deixar ir embora, saltar, soltar-se.
Estar pronto mais uma vez para os improvisos maravilhosos da vida.
TARDES QUENTES...
Sem ninguém saber,
Num local á dois,
Poucas palavras,
Desejo a altura,
Corpos exalam,
Calor se acumula.
Tardes que liberta,
Que se manifesta,
Revelando sem temor,
O gosto do amor,
Sem apego,
Sem cobranças.
Tardes de desejos,
Muitos beijos,
Carinho e descobertas,
Coisas que despertam,
O sentido aguçado.
Tardes de calores,
Sem pudores,
Sem modéstias,
Com verdades,
Com vivacidades.
Tardes Quentes...
Da gente,
De mais ninguém,
No ontem, no hoje,
No amanhã.. Talvez.
Eu não sei se alcançar a felicidade máxima…
…extasiar-se aí, e sentir que ela, apesar de superlativa, inda cresce, e reparar que inda pode crescer mais…
…isso é viver?
A felicidade é tão oposta à vida que, estando nela, a gente esquece que vive. Depois quando acaba, dure pouco, dure muito, fica apenas aquela impressão do segundo.
Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema
Ela é real...
Último Soneto
Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito, embalde num macio encosto,
Tento o sono reter!… Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece…
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!
O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!
Era uma vez
Era uma vez amizade,
que virou afeto,
que virou carinho,
e depois amor.
Era uma vez o amor,
que virou distância,
que virou dor, raiva
e depois ódio.
Era uma vez ódio,
que virou indiferença,
que virou esquecimento,
e que me virou,
e nesse avesso,
virou a esperança
de nascer um dia
novos sentimentos.
Clóvis de Barros Filho sobre Felicidade resumo.
Eu ouço muita gente falar sobre felicidade, Tipo... Eu sou muito feliz, ou, Um dia vou ser muito Feliz. porém... quem diz a si mesmo - sou muito feliz! não entende nada de Felicidade. chega a ser ridículo!
Não existe uma vida que seja 100% feliz, o que existe, são momentos felizes.
Felicidade é um instante, é um momento, que você torce para não acabar tão rápido. Um instante de vida feliz é um instante que você agarra, que você lamente que tenha acabado, que você articula para repetir o mais rápido possível. esses tais momentos devem ser conservados para que não escorra pelas mãos.
Mais nem sempre da pra ter momentos bons, é lógico que tem aqueles momentos que nos apequena, é lógico que sempre vai ter aqueles momentos que nos brocha... mais de qualquer forma Você vai Vivendo, Procurando esticar o encontro que alegra e abreviar o que entristece.
Então felicidade é a pretensão ilusória de converter um instante de alegria em eternidade, ai você sabe que encontrou a felicidade quando vive um momento que não quer que acabe.
Eu sempre soube que tudo ia dar errado
Eu sempre soube que um dia, a luz ia se apagar
Eu sempre soube que você estava com medo, mesmo assim não pude te ajudar
Eu sempre soube que iria ter que perguntar
Posso ir com você?
Vive sempre em paz.
Uma consciência tranquila, que não traz remorsos de atos passados nem teme ações futuras, gera harmonia.
Nada de fora perturba um coração tranquilo, que pulsa ao compasso do dever retamente cumprido.
A paz merece todo o teu esforço para consegui-la.
