Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Uma condenação por viver na era digital: em detrimento da cultura, o culto ao que é ridículo e banal.
Na vida, é preciso apreciar a orquestra sinfônica das pequenas alegrias diárias, na qual cada nota é uma experiência.
Nem toda asserção é certeira; nem todo afeto é patente. Um poeta, que ama escondido, escreveu e saiu contente.
Nenhuma letra assegura o respeito mútuo, pois a educação está atrelada às imperfeitas interações humanas.
Quando o mensageiro é gentil, mesmo trazendo más notícias, certamente terá a gratidão do destinatário.
Sentimentos são cordas por meio das quais uns tentam manipular os outros, por isso é preciso ter firmeza ao vivenciar cada emoção.
Quando há exagero nos sabores da vida, o doce empalaga, a pimenta queima, enquanto o amargor amedronta. Para leveza, é preciso ter equilíbrio.
Ser útil mesmo quando ninguém está olhando pode ser desconfortável para quem quer levar vantagem em tudo.
Os fracos têm sempre desculpas para não darem certo nas suas vidas, enquanto os fortes lutam incansavelmente
As bagagens pesam, mas mais valem os encargos dos estudos e experiências do que a leveza da futilidade.
Uma mente divertida pode transmutar-se em arte, evocando novas emoções ao expandir os contornos das experiências humanas.
O brilho do plástico ofusca a essência humana, revestindo a todos com um verniz de superficialidade.
Conceber que a jornada individual perseguida por cada pessoa compõe uma longa e complexa viagem astronômica-espiritual compartilhada é tão assustador quanto maravilhoso.
A tradição junina é uma ode à crença e à brasilidade, no ritmo efervescente das cidades, entre delícias de milho e bandeirinhas coloridas.
Na noite pacata, cada luz, que timidamente se apaga, convida para o descanso, precedendo o alvorecer que se avizinha.
Quando a comunicação se perde em labirintos de mal-entendidos, inevitavelmente, as portas do conflito se escancaram.
