Poemas da Juventude de Paulo Coelho
O povo brasileiro é representado, desde sempre, por populistas incapazes de governar e extremamente eficazes em fazer o conveniente para poucos em detrimento do que a maioria necessita.
Os sentidos das palavras, em dadas circunstâncias, pulam para fora do dicionário e se escondem em guetos, nos quais podem ser melhor aproveitados.
A leitura faz abrolhar reflexões, eleva a alma e conduz o leitor a transformações, que não poderiam ser galgadas de outro modo.
Atos solitários de leitura são necessários para o encontro de palavras com sinapses, que, ao se unirem, transformam aqueles que leem.
Cada leitor tem recursos limitados para permitir às palavras que dançam por suas retinas a criação de vívidas imagens e experiências.
Nenhuma tela, som ou vídeo são capazes de imprimir com exatidão os pensamentos fecundados pela mente humana.
Sinais, gestos e palavras fundem-se e confundem-se para a mais dura das tarefas: dar sentido às humanidades.
Questionável é a formação de um adulto que precise de mais de uma explicação, mimo ou gracejo para entender algo que já lhe tenha sido dito.
O enfrentamento em situações de preconceitos ou intolerâncias, de qualquer gênero, permite estes aprendizados: resiliência, à vítima; empatia, ao agressor.
Ainda que lidar com desafios seja algo desconcertante, não enfrentá-los causa, inexoravelmente, menos benefícios e mais custos.
Alma leve traz consigo capacidade para solucionar problemas, deliberadamente, sem simplificá-los ou engrandecê-los, para mais ou para menos.
Para compreender simplicidades, faz-se necessário esquivar-se dos metaforismos e da reverberação de filosofias problematizadoras.
Quando uma doutrina passa a ser inquestionável, indiscutível e cegamente confiável, é preciso que se apure sua essência mitológica.
A sepultura de qualquer religião vai sendo sedimentada ao passo que seus pilares são corroídos pelos cupins da desmistificação.
