Poemas da Juventude de Paulo Coelho
O verdadeiro “porque” da nossa existência está na busca constante da sabedoria do qual se encontra nas profundezas do nosso ser
O conhecimento nos extasia ao mesmo tempo em que nos entristece.
Seria tão bom se sabedoria fosse uma doença em que pudéssemos contaminar todos ao nosso redor...
Você que não acredita no próprio potencial, acaba deixando escapar oportunidades de mostrar o imenso poder que já possuem e de sua latente energia. Acredite sempre!
A verdadeira guerra é travada nas profundezas do nosso íntimo.
Só sai vencedor quando o desistir estiver longe do nosso alcance.
Somos tão insignificantes perante o universo que minha passagem aqui seja eternizada pela sabedoria para que possa voltar a ser parte integrante do todo...
Existem tantos temas a ser discutido que qualquer coisa que iniciarmos acabará sempre na nossa infeliz ignorância.
Então o que se busca constantemente é o compartilhamento de ideias, pois são delas que brotam as verdades das quais procuramos.
Tenho dezenove e ainda creio no mundo. Apesar de tudo ainda creio no mundo. Esperar não me é, ainda, um problema. Mas penso no passado. Em vinte minutos, relembro o meu começo de tudo.
Encantei-me por viver vidas que nunca foram ou serão minhas. Aprendi a rezar e vi que isso era inútil, como inútil é tudo o que há de escrito, decorado e repetido no mundo. Aprendi que a desgraça é uma faca afiada em minhas mãos. Nunca a senti porque ela está virada para o mundo. Poderia virá-la para mim, mas vale a pena se ferir? Aprendi a contar a verdade e essa foi a grande forma de mentir.
Na dúvida, ou nas, prefiro não admirar o que se chama belo. Toda beleza extrema por si só basta. Qualquer forma de equilíbrio é suficiente como um eixo em torno de si. Gosto de formas caóticas, esquecidas, feias, que nascem nas ruas, brotam no lixo e afastam os olhos. Quem sabe a bagunça seja apenas a representação de uma ordem bela ao avesso?
Por que nos afastamos do que mais queremos, e vice em versa, o tempo todo? Medo e desejo, dor e prazer...
Mas, então, eu penso em você. Outra pessoa, outro momento, quem sabe sem eu ou você, ou sem você e só eu, ou só você sem qualquer vestígio de mim (existiria o mundo como é sem a minúsculas partículas (agrupadas) que me compoem?), a pessoa ou eu, quase pula.
Sinto me levado por uma maré pensanda por todos os homens e por nenhum e, por mais que meus passos respondam a meu cérebro e meu cérebro responda a minha vontade, falho. Eis a grande utopia.
Somos todos escravos de nossas paixões.
Enquanto continuarmos a alimentar toda a tagarelice interna e não tentar compreender que isso é que nos ilude na verdade do nosso caminhar, ficaremos presos nessa roda do samsara.
Minhas ideias são tímidas diante de tantas informações.
Nunca imaginei que subir os degraus da vida seria tão árduo e ao mesmo tempo tão recompensador.
