Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Há benefícios conferidos com tal rudeza e grosseria que de algum modo justificam os beneficiados da sua ingratidão.
Os faladores não nos devem assustar, eles revelam-se: os taciturnos incomodam-nos pelo seu silêncio, e sugerem justas suspeitas de que receiam fazer-se conhecer.
A constância nas nossas opiniões seria geralmente embaraço e oposição ao progresso e melhoramento da nossa inteligência.
Somos muito generosos em oferecer por civilidade o que bem sabemos que por civilidade se não há-de aceitar.
A liberdade é a que nos constitui entes morais, bons ou maus; é um grande bem para quem tem juízo; e para quem o não tem, um mal gravíssimo.
Quando o interesse é o avaliador dos homens, das coisas e dos eventos, a avaliação é quase sempre imperfeita e pouco exata.
Unir para desunir, fazer para desfazer, edificar para demolir, viver para morrer, eis aqui a sorte e condição de natureza humana.
O entusiasmo é um gênero de loucura que conduz algumas vezes ao heroísmo e muitas outras a grandes crimes e malfeitorias.
BraZil
Não existe amor em São Paulo.
Oque é a cultura?
Oque é a educação?
Oque importa é sempre estar la em cima!
Vamos armar, matar, tirar a sociedade.
O erro da ditadura foi torturar, não matar!
A pátria amada deixou de amar!
A pátria deixou de acreditar!
O pobre clama o rico!
Más o rico despreza o pobre?
Um bilhão na conta de quem derruba lama não é nada!
Más de quem perde uma vida, pode até ser muito...
Quem liga?
Horas pátria amada, até você
Querendo fazer-me acreditar no amor?
CRITICA SOCIOPOLÍTICA
Sou novo no mundo dos poemas!
Passaram as alegres festas
de Santo Antônio, São João
e de São Pedro e São Paulo,
e eu sigo namorando contigo
na imaginação com o desejo
ardendo preso e livre como balão
voando no céu do meu coração.
Como se aguarda a fogueira
ser acesa na Festa de São João
e se aguarda por uma Lua Cheia,
ainda espero ser a festa para você.
É inverno com Pinhão no prato,
de Chimarrão para aquecer do frio
intenso que anda fazendo
por aqui e as festas julinas estão
por aí espalhando alegria trazendo entusiasmo para na vida prosseguir.
Joguei a minha jangada
no mar para a procissão
de São Pedro e São Paulo
com muita fé acompanhar,
Como ainda não posso
navegar no seu mar,
Vou pedir esta graça
para mesmo ele não
sendo o santo casamenteiro,
Decidi ir de santo em santo
pedindo até você o seu
lindo coração me dar,
O importante é não parar
e quando este dia chegar
do nosso amor eu vou cuidar.
Linda Ipeúna florescida
em São Paulo magnífica,
Continuo dedicando
os meus Versos Intimistas
todos os dias da minha vida
para espalhar amor e poesia
em busca de paz e harmonia.
Bico-de-arara em flor
seja em São Paulo
ou por onde eu for
me toca com amor
e escreve lindos
Versos Intimistas
infindos com amor.
A Suinã-da-mata
em floração atlântica
em São Paulo faz
de mim outra flor
com Versos Intimistas
de muito amor
por onde a poesia for.
Não sairemos desse nauseante retrete
Enquanto formos o país do futebol
E termos marotos como Paulo Freire
Sendo o patrono da educação nacional.
São Paulo adverte-nos em uma de suas epístolas sobre o tempo das fábulas; tempo onde a verdade seria proclamada do alto dos telhados e, mesmo assim, não seria ouvida pelos homens.
Séculos mais tarde, o escritor inglês G. K. Chesterton, rediz o que fora apontado pelo Apóstolo dos gentios, porém, com o seu característico jeitão jocoso. Disse ele, mais ou menos assim: que, cedo ou tarde, viveríamos um tempo em que dizer que a grama é verde seria considerado um absurdo, um insulto à inteligência.
Pois é, hoje em dia há pouquíssima margem para dúvidas quanto ao fato de estarmos imersos nessa época, no tempo das fábulas, onde a insanidade politicamente correta considera o anuncio duma obviedade patente um insulto sem precedentes que deveria ser amoldado e reduzido ao nível da mais rasa demência diplomada para que a verdade não mais seja ouvida e compreendida.
Paulo Gustavo Foi uma
Das vítimas da pandemia
Se foi dechando saudade
Que Paulo cuando vivia
Divirtiu o mundo enteiro
Com osomores que fazia
