Poemas D um Homem Perdidamente Apaixonado
Só falei do tempo
Não sabia que era adeus,
Nem mesmo despedida,
Como quase nunca se sabe,
O adeus nunca te avisa.
Então falei só sobre o tempo,
Do dia da chuva de vento.
Só falei sobre o tempo,
Do ocupado momento.
Falei e falei do tempo,
De como o tempo passa.
Apontei as nuvens do tempo
Da janela da sua casa.
Não sabia que era adeus,
Não sabia que era despedida,
Então falei o de sempre
Como sempre a gente fazia
Falei do tempo todo o tempo,
Não lembrei de me desculpar
Pela caneca que quebrei
E por tanto te fazer chorar.
Hoje, falar do tempo dá saudade,
Fantasias da minha idade.
Deveríamos, sim, ser imortais,
Para que nunca houvesse adeus de verdade.
Visão do Bairro Pilar
Sentado na escada de casa,
Vendo o tempo passar,
Pessoas, cachorros e gatos
Numa rua do bairro Pilar.
Folhas secas no asfalto,
Casas de um bairro carente,
Requerendo reformas urgentes
Que não dedicamos à gente.
O choro de uma criança
Na vizinha fez-se ouvir,
O choro dos rostos adultos
Quase nunca escuto daqui.
Vasta visão de telhados,
Janelas e muros riscados,
A tinta descascada revela
A camada de baixo mais velha.
Se cada casa é uma vida,
Às vezes uma grande família,
Quanto choro o cimento abriga,
Na maré de amianto infinita.
Confessam seus pecados,
Limpam suas consciências,
Para saírem e pecarem de novo
Em repetitiva incoerência.
A cabeça do rei
Muitos tempo depois,
A muito guerra findada,
Entendeu a verdade exposta:
a cabeça do rei degolada.
Um crânio oco de osso,
Uma coroa de ouro dourada,
A cabeça de um rei asqueroso,
Descarnada num poste empalada
Percorreu os estágios do luto
De negação à aceitação
Lutou contra o sono profundo
Precisava entender a razão.
Cem dias de paz restaurada,
Nos portões da cidade murada
Beirando a estrada de entrada
A cabeça foi iluminada
Um epifânico momento noturno
Que da caveira escapou em berros
Nunca fui rei desse mundo
Eles quem sempre eram servos
Belo e imperfeito
A verdadeira beleza não é a perfeição,
É o equilíbrio perfeito entre as muitas imperfeições.
É a cicatriz que guarda uma história,
É o riso inesperado que rompe o silêncio.
É o desenho torto de uma criança,
É a alma exposta em seus tons desiguais.
Únicos somos todos; singulares, tão poucos.
É o que escapa ao padrão, o que nunca será trivial.
Nas imperfeições, vejo meu reflexo em outros,
E nelas, enfim, me reconheço um igual.
Rubra articulação
Parece errado,
Oposta afinidade,
Masoquistas,
Em cumplicidade.
Não decidimos,
Sequer percebemos,
Atraídos,
Apenas cedemos.
Inflamados,
Convidados,
Convocados,
Por força invisível,
Inevitável.
É bom, É Indecifrável,
Indizível,
Sagrado Misturado,
Com pecado.
Rouba o ar,
Não deixa respirar,
Prestes a sufocar,
Com o profundo olhar.
Intenso desejo,
Fantasiado momento,
Cativas folhas ao vento,
Sentimento, Infame.
Não pede licença,
Só avança,
Em discreta,
E suave arrogância,
Eu te caço,
Em meio ao aço,
Que levanto,
Para exercitar, Onde,
Ironicamente, Quero,
Te levantar.
Amordaço,
A sua razão,
A deixo vendada,
Jogo-a na parede,
Completamente,
Dominada.
Rubra,
Fera ruiva,
Descontrolada,
Minha presa, indefesa,
A ser devorada.
Cai de mim,
Brilhante gota,
Escorre em seu lábio,
Desce a face,
Doce tarde,
Por seu rosto,
Peito e dorso,
Abre a boca,
Linda moça,
Nosso desejo,
Ácido lampejo,
Da subversão,
À sensação.
Abro a boca
Mordo sua carne,
Sabor perfumado,
Suor no palato,
Doce, floral e amadeirado,
Adoro o seu gosto,
Deliciosa pele e pescoço,
Roço a mão,
Provocação,
Arrepio nas pernas,
Tremilidão,
Na palpitação,
O coração,
Antecipando,
A erupção.
Espremido,
Gemido,
Espontâneo,
Sorriso,
Proibida libido,
Lábio quente e macio,
Vermelho úmido
E escondido.
E então o ato,
Cárdio inato,
A satisfação,
Da alucinada Ação,
Antes da nossa união,
Na mais completa, descontrolada,
apaixonada e intensa,
Articulação.
Anderson WA Delfino
Os dias tem sido escuros, caminhei de rua em rua e voltei para o mesmo lugar. Tentei ir direcao contraria caminhei depressa e te encontrei em tudo que habitava ali, é fracassei!
Querido amado eu estou percorrendo essa correnteza de incertezas procurando resposta para nossa historia e tudo leva para o mesmo lugar, o fim.
Eu nao quero ter que seguir esse caminho ao te lado, caminho de dor, eu aceito esse fracasso que me venceu.
Querido amado eu ja nem sei mais, quem eu sou! Os dias tem sido tao longos para nos dois estamos indo em direcao contraria e se encontrando, continuar doi em mim como nunca doeu antes, o ar ao te lado me sufoca mais aceito esse fracasso nosso fim.
Voce nao sabe o que ficou pelo meu caminho para que eu chegasse ate aqui por nos dois, e de mim hoje nao resta mais nada voce ja sabe eu aceito esse fracasso.
Pensei ter visto
Pensei ter visto sorrir, quando entrei,
Pensei ter visto virar,
Atento à sua secreta comunicação,
Sua secreta visão e seu secreto olhar.
Pensei ter visto suor na sua testa,
Pensei ter te escutado suspirar,
Eu vi com certeza um lábio morder,
Pensei: pra me provocar.
Pensei ter visto bochecha corar,
Pensei ter visto semblante animar,
Até pálpebra pensei ver tremer,
E pelo arrepiar.
Pensei ter visto falar e falar,
Pensei ter visto até concordar,
Tantas coisas só pensei ter visto, hoje eu sei,
Em algum momento comecei a sonhar.
Anderson WA Delfino
As Estruturas Compartilhadas do Emaranhamento Emocional
As estruturas que construímos com outras pessoas
são como galhos de árvores
que crescem a cada interação,
a cada tempo compartilhado.
Quanto mais profundas ou impactantes
essas interações,
mais grossos e firmes os galhos se tornam,
criando um emaranhado difícil de desfazer.
Os galhos mais finos,
frutos de relações superficiais,
são simples de desenredar,
quase não deixam marcas,
provocam pouca ou nenhuma dor.
Mas os galhos mais fortes e complexos,
crescidos de conexões intensas e duradouras,
se entrelaçam de tal forma
que romper esses laços
causa uma dor emocional profunda.
Às vezes, a separação é impossível
sem destruir partes do que foi construído,
afetando todos os envolvidos.
Anderson WA Delfino
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A lua e vênus
Quando tudo parecia perdido eu me peguei olhando pro céu naquele noite, a beleza da lua e vênus por um momento me fez esquece de quem eu era.
-Oi! Uma voz se aproximava, era você chegando com um sorrindo falso de lado.
Tentei fugir do teu braço espinhoso e você veio até ao meu encontro me machucando de novo e de novo, sorriu de lado mais uma vez como sempre um sorriso falso e se foi, permaneci aqui sozinha olhando a lua e vênus
Entre o estar e o não estar, a vida sopra como o vento—leve, breve e imprevisível—lembrando-nos de valorizar cada instante. O agora pode deixar de existir a qualquer segundo. A senha chamou: adeus. Por isso, não devemos perder tempo com coisas insignificantes, pois daqui nada levaremos, exceto a consideração daqueles que ficam e que realmente nos valorizam.
H.A.A
Meu amigo meu outro eu
Estaríamos sempre "juntos"
Foi isso que a gente prometeu
Mas foi o teu Comportamento que Separou a palavra "juntos"
Confiança existia
Para o mundo te exibia
Mas te tornaste na ilusão que esse mundo cria
Esqueceste o que é ser um amigo
Não mantiveste uma relação de afeto, consideração e respeito
Para ti eu era inferior
Nunca dei-te motivo
Parecia competição
Onde tu eras o melhor
Amigos não competem
Amigos convergem
Entretanto o tempo mostrou quem é quem
A tua arrogância
A tua prepotência
A tua demência
E inveja
Tem um nome
"Amigo falso".
Quando não tem mais nada
Quando você tem tudo que precisa, mas você só da valor quando não tem mais nada;
Quando você procurar as pessoas que mais ama, e não encontra, o silêncio destrói lentamente, e uma dor que só quem já passou sabe;
Pois isso nunca deixe para depois o que você pode fazer agora;
Tudo que alguém faz de bom, para a gente, e faz com carrinho e amor..........
Então agradeça, e faça o mesmo pela essa mesma pessoa.
Quando Tudo der Errado...
Eu vou estar com você, mesmo quando tudo der errado.....
Quando alguém que você ama, falar essa frase para você, e hora de pedi em casamento...
Sua vida...
Se você repara naquilo que os outros possuem, você nunca estará satisfeito com sua vida.
Não Tente Mudar as Pessoas.
Você não pode mudar as pessoas, você deve ser a mudanças que deseja ver nelas.
Feliza Poética 2021
Vivendo
Vivo fugindo.
Fujo de coisas que me traz contradições.
Fujo de pessoas que não gosto.
Fujo de pessoas que me complicam.
Fujo de brigas, e de amores.
Mas não fujo dos caminhos, dos lugares.
Sou andarilho, sou sózinho...
Sou pequeno, sou menino.
Tenho um sonho que é só meu,
ainda vivo por ele, e sigo em frente.
Ainda luto e continuo!
Honro à vida.
Sabendo o tempo certo.
Vivendo mesmo o incerto.
Sobrevivendo ao incorreto.
Sou sobrevivente deste tempo!
Ganhei...perdi...vivo...
Hoje tenho muitos lamentos.
Alegrias? Um tanto.
Amor? Nem tanto.
Sonhos? Ainda os tenho!
Afinal! Não sei o final.
Ainda vivo.
É cada problema atoa!
É apenas garoa!
O que pode acontecer se a vida é assim?
Do contrário é não viver.
Pelas pessoas me poupo.
E tudo passa!
E deixo tudo de lado, mágoas e lágrimas.
Olho para frente.
Vivo para quem me interessa,
Sobrevivo!
Uma pedra
A janela do tempo chamou
a atenção da vida...
que aos poucos estava indo.
À beira do riacho, pensativa,
queria dizer qualquer coisa,
contar
que a menina que havia,
e que corria depois pelos caminhos,
sorrindo, quando as flores azuis
pequeninas colhia...
e as amava,
elas lhe causava estranha alegria,
porém a menina, não estava mais.
A descoberta aconteceu
no descer as escadas da casa,
no topo da serra, por onde
destemida atravessava o riacho,
envolvia-se com o barulho
das fontes, incessante feito
os pensamentos que ferviam.
De fundo, o verde.
Inconfundível, chamando,
cantava o sabiá-laranjeira...
ela escutava,
entre outros cantos.
De volta à realidade,
sentia a brisa
refrescante, sob o sol brando.
Pés de caminho livre, pedras variadas
de cores, algumas delas
escorregadias por força do limo.
Um sonho fugindo,
sequer aparecia.
O encanto era só da natureza,
e não da sua alma,
por dentro morriam as fantasias.
Precisava voltar para um lugar
que já não era refúgio,
enfrentaria o evidente agora!
Sem lágrimas ou desgostos,
sem desejos de nada mais percorrer...
De nada mais precisava e,
sem pedras nas mãos, delas
apenas uma, e precisava,
para pôr no lugar do coração,
aos poucos estava à morrer.
SEGURANÇA PÚBLICA.
O Estado não pode fomentar a violência, mas sim contê-la, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. A princípio, a falta de segurança no país tem gerado muito prejuízo e medo aos que nele convivem.
Antes de mais nada, segundo Sérgio Ardono, um sociólogo brasileiro e especialista em Segurança urbana, renomado professor da Universidade de São Paulo, afirma que o papel do Estado não é de promover a violência, mas sim evitá-la. Ademais, os estudos acerca das causas da falta de segurança apontam dados alarmantes sobre o crime, o Brasil registrou mais de 47 mil homicídios ao longo de 2021, próximo de 130 mortes por dia.
Por consequência, o prejuízo aos cofres públicos em detrimento aos investimentos que visam a inibição de armamentos, drogas, prostituições, corrupções entre outros atos ilícitos que assolam o país, são relevantes. Além disso, perde-se muito com recursos aos órgãos de segurança pública cujo necessitam de material físico e humano para o combate à criminalidade. A população vive com medo e receio de sair às ruas e por causa disso optam em abandonar o país.
Portanto, concluí-se que para combater a violência e a falta de segurança no país, é necessário investir na inclusão social, pois é desde a tenra idade que os menos favorecidos devem ocupar suas mentes, a fim de não serem aliciados por delinquentes. Concluindo, os órgãos de Segurança e Educação têm o dever de promover palestras nas escolas tendendo alertar e orientar os discentes o quão mal faz as drogas, bem como investir em atividades físicas e trabalhos educacionais e profissionais para evitar que criminosos incluam essas crianças e adolescentes no mundo do crime.
