Poemas D um Homem Perdidamente Apaixonado
Com a ponta do dedo indicador, então, sobre a vidraça embaçada, você risca um traço, aparentemente à toa. Como na infância, nos dias de tempestade. Depois você desenha outro, e outro.
... volta que eu cuido de ti e dou um jeito qualquer de tu ficares bom e então nós podemos ir embora (...) qualquer outro lugar onde tu possas ficar completamente bom do meu lado e para sempre, volta que eu te cuido e não te deixo morrer nunca.
Pode ter certeza que tudo vai ficar melhor, porque você tem algo que ninguém mais tem, você tem um brilho imenso garota. Você pode ter certeza que tudo que está acontecendo na sua vida vai mudar e vai ficar tudo bem… eu sei que vai, pois sempre fica, mas como você enfrenta a estrada até isso tudo melhorar é que faz a diferença, erga a cabeça, fique de pé, não fique sentada esperando tudo melhorar. Faça tudo melhorar, faça da sua vida tudo o que você quiser, deixe a felicidade te encontrar, não procure por ela, pois senão ela se esconde. Sorria mesmo que o sorriso seja falso e faça ele se tornar verdadeiro porque você pode, eu sei que você pode isso menina, você é especial.
Nos incêndios que assolam nosso mundo, nossas vidas, deixar que cada um faça a sua parte implica em deixar que cada um cuide de si, também.
Perante o juiz, de casamento assina-se um contrato a fim de saber quem será o culpado caso um deles se afaste e outro morra de saudade.
Casar é acreditar que um conhece ao outro profundamente e depois surpreender-se com um novo aprendizado a cada dia!
Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.
Mas não se pode agir assim, a amiga avisou no telefone. Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais.
Eu já nem sei mais para onde ir nem o que fazer, se ao menos você me amasse um pouco, não estaria aqui e agora, (...) longe de você e de mim.
Fiz do meu prazer e da minha dor o meu destino disfarçado. E ter apenas a própria vida é [...] um sacrifício. Como aqueles que, no convento, varrem o chão e lavam a roupa, servindo sem a glória de função maior, meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver.
Você não me conta seus desejos. Sorri com os olhos, com a mesma boca que mais tarde, um dia, depois daqui, poderá me dizer: não.
Ando muito só, um tanto assustado, e com a esquisita sensação de que tudo acabou. Ou pelo menos está se transformando.
Uma estranha intuição: de que, de alguma forma, este é um período de luta depois do qual tudo deve abrir, ficar mais fácil, menos batalhado.
Nós, as mulheres, quando buscamos um sentido para nossa vida, ou o caminho do conhecimento, sempre nos identificamos com um dos quatro arquétipos clássicos. A Virgem (e aqui não estou falando de sexualidade) é aquela cuja busca se dá através da independência completa, e tudo que aprende é fruto de sua capacidade de enfrentar sozinha os desafios. A Mártir descobre na dor, na entrega, e no sofrimento, uma maneira de conhecer a si mesma. A Santa encontra no amor sem limites, na capacidade de dar sem nada pedir em troca, a verdadeira razão de sua vida. Finalmente, a Bruxa vai em busca do prazer completo e ilimitado - justificando assim sua existência. Athena foi as quatro ao mesmo tempo.
Tudo às vezes questão de mão recusada ou dada, tudo às vezes por causa de um passo a mais ou a menos.
Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. (...) Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.
Porque eu sou briguenta, mas sou mais sensível que maria-mole na frigideira. Eu queria ir para um planeta onde não existisse tempo de beijar e tempo de pirar.
Com o tempo eu aprendi, que nada é em vão, tudo tem um certo motivo para acontecer, já apanhei da vida, mas aprendi a bater, já caí no chão, mas aprendi a levantar, já chorei muito, por isso levo esse sorriso intenso hoje, porque conquistei um dos sentimentos mais valiosos... a Felicidade.
