Poemas curtos que encantam em poucos versos
A arte, a cultura e o patrimônio no Brasil ainda é um vasto oceano bravio por causa de teóricos vaidosos chancelados navegantes distantes da realidade.
O Brasil surreal de poucas cores dos poderosos grupos de comunicação financeira ainda não perderam a triste mania de usarem água sanitária e alvejante para esbranquiçar a qualquer custo a verdadeira arte e cultura brasileira.
Permanecemos caminhando nesta dimensão quando constatamos que ainda temos, a boa capacidade de ouvir novas historias e fazer novos amigos.
O que é foi, a um instante, o que será adiante, ainda não nos pertence. Vivemos sim oblíquos no vácuo infinito do intermediário.
Uma sociedade jovem muito doente que vende fácil o que não é para vender e ainda depende de ter sem fazer por achar que tem algo especial para valer.
Não tolero quem diz não tolero, cada um é como é, quem ainda não aprendeu isto melhor ir viver sozinho no deserto.
Ainda que o vermelho seja profético para o Brasil, por resistência o azul, o verde, o amarelo e branco permanecem muito mais.
O melhor conselho para um amadurecimento tranqüilo ainda é a renovada capacidade de desaceleração dos sonhos.
Somos ainda primitivos e inseguros em face de uma ritualística binaria e religiosidade africana datável de mais de doze mil anos.
Muitos ainda são reféns de vossos medos e cultivam grandes segredos. Eu não tenho segredos pois espalho tudo que vivo, com diversas pessoas, por diversos lugares e por diversos motivos, naturalmente.
A Maçonaria é perfeita em termos de criação mas o gênero humano que habita nela ainda vive entre as vaidades e os poderes. Sendo assim, sabe se que entre os irmãos de qualquer rito, muitos estão preparados mas nem todos serão escolhidos para trabalharem pela grandeza da própria ordem.
Ainda acredito na construção imaginaria de um Grande Farol Branco nas nuvens para que durante o dia, guie os nossos sonhos e a noite mais resplandecente possa guiar e orientar os cometas que rasgam o céu e as estrelas.
Todo aquele que se posiciona categoricamente no presente por um fato que ainda não ocorreu, ou tem um relógio diferente, subestima todas as leis do universo, ou pior ainda é um idiota arrogante pois não reconhece o poder e a vontade independente de Deus.
Tempo e o vento, não sei ainda por qual dos dois me movimento. Fico atento, mas sem formular resposta a contento. Será o vento ou o tempo.
Envergonha me por tudo que a cultura contemporânea ainda tem de preconceituosa, cativa, mesquinha e ignorante.
Aos injustos e covardes lhe caíram a dor e o remorso ainda nesta vida e se tentarem corrigir o mau que fizeram, talvez diminua o período nas trevas quando passarem para outra dimensão.
