Poemas curtos que encantam em poucos versos
Minha escrita nasce da dor e da fé, desse atrito constante entre o que eu perdi e o que eu ainda espero encontrar em algum lugar além do horizonte. É o fogo que surge do choque entre a pedra da realidade e o aço da minha vontade de continuar sendo.
Ser forte nunca foi sobre não cair, mas sobre levantar com o coração em pedaços e ainda assim acreditar que vale a pena continuar tentando.
Dentro de mim ainda vive aquele menino ferido, mas hoje eu o abraço, porque finalmente aprendi que ele também merece amor.
Eu não sou o que me fizeram, sou o que sobrou depois do impacto, o que sangrou, caiu… e ainda assim se levantou.
Existe uma lucidez perigosa em quem já esteve no fundo e percebeu que ainda assim continuou existindo.
A depressão não é apenas uma tristeza profunda, é o luto de uma versão de nós mesmos que ainda não morreu, mas que se recusa a seguir em frente, nos obrigando a carregar o corpo de quem fomos como se fosse uma bagagem pesada e necessária para atravessar o deserto.
Ser imperfeito é a nossa única garantia de que ainda somos originais, pois a cópia busca a simetria absoluta, enquanto a vida prefere o desvio, a mancha, o erro de cálculo que transforma uma existência comum em uma obra de arte que ninguém consegue replicar.
Não tente ser a luz de ninguém se você ainda está tateando no escuro à procura do próprio interruptor, é justo e necessário cuidar da sua própria fogueira primeiro, para que o calor que você oferece não seja um sacrifício que te deixe em cinzas no final da noite.
O mundo exige pressa. Minha alma, porém, ainda caminha devagar. Ela precisa olhar para trás, entender o que ficou pelo caminho, porque seguir sem elaborar a dor é apenas outra forma de se perder.
Existe uma versão minha que ainda acredita em recomeços. Mesmo depois de tantas despedidas. Mesmo quando tudo me sugere o contrário. É ela que impede meu coração de se fechar por inteiro. É ela que ainda me convence a tentar mais uma vez.
Há pessoas que carregam oceanos dentro do peito e, ainda assim, passam pela vida fingindo ser apenas pequenas poças de silêncio.
A melancolia é uma janela aberta por dentro, o vento entra, desarruma tudo e, ainda assim, deixa o quarto menos morto.
Minha infância foi difícil. A fada do dente arrancava meus dentes sem anestesia e ainda roubava meu dinheiro.
Quanto mais contemplo a imensidão do universo, mais me assombra o fato de que Deus ainda encontre espaço para habitar um coração tão ferido quanto o meu.
