Poemas curtos que encantam em poucos versos
Na incerteza me faço
Onde no saber eu disfarço
Que por linhas ou traços
Escrevo o que sinto
Por mais que menino
Sei bem o que quero
E do amor eu espero
O poema mais lindo
Que por nós seja escrito
Amooooooor
"A paixão
Me Fascina...
O fogo
O bonito
O perigo
O alento
O momento
O sedendo
O vacilo
O suspiro
O choro
O fim...
Re lembranças"
Naquele instante tudo iluminou-se
Dissipou-se o medo de o mundo acabar
Nos tornamos um, nos tornamos lar
Para o Sol nascer ou a Luz raiar
Não me pergunte o porquê
Nem sei se é por você
Se você insistir, grito:
Não sei… Só sei
Que quero tirar de mim
O que há dentro de mim
Pr'a ti
Que não é amor
- O Que Não É Amor
Tento me valer das coisas que você me diz
Mas a minha ansiedade chega e te contradiz
Harmoniza minha insegurança
Faz a esperança aqui se dissipar
E no meu peito espinhos se esforçam em dilacerar
- O Que Não É Amor
Preciso me encontrar de novo, vem me resgatar
Não tenho forças pra sozinha subir no altar
E beijar teus pés descalços
Com todo percalço te pedir um lar
Não lembro mais de quem eu fui antes de aqui estar
- O Que Não É Amor
Me abro sem cobrar ingresso
E à ti declamo um verso
P'ra você ficar
No som, a nossa canção
Cheia de emoção
P'ra te emocionar
Mas nem ficas, nem choras
Nem sei mais o que fazer
Me dou inteira p’ra você
Chego até a esquecer de mim
E nem assim p'ra você me assumir
- Devota
Hoje a praia tá sequinha
Já estou prontinha
P'ra me bronzear
Sua cerveja está aqui, mofada
A ostra, temperada
É só você chegar
Mas nem bronze, nem breja
Nem sei mais o que fazer
Me dou inteira p'ra você
Chego até a esquecer de mim
E nem assim p'ra você me assumir
- Devota
Já comprei o nosso vinho
Um pinotage seco
D'África do Sul
Coloquei, na tábua de frios
Seu queijo predileto
Eu te quero nu
Mas nem bebes, nem comes
Nem sei mais o que fazer
Me dou inteira p'ra você
Chego até a esquecer de mim
E tu aí... Só pensa em me iludir
- Devota
Insegurança
Ao virar o rosto pra luz vi teu olhar.
Teu doce e terno olhar.
Tão fácil me apaixonar.
O coração até ensaiou uma batida mais forte.
Os pés quase cruzaram aquele horizonte desconhecido...
Medo.
Fiquei presa no lugar... morrendo de medo de amar.
Quero
Quero
tua voz
de outono
em todas as estações
voz modulada
e rouca
com sede
de música…
tua voz que me deixa louca.
Quero e te quero.
Do que me resta
Da noite … as sombras.
Da chuva… o rio.
Do inverno… o frio.
Do vento… a brisa.
Do céu… um sol sombrio.
Do que me resta…
Do pouco que a vida me empresta…
Na janela uma fresta.
Do que me resta: esperar acabar a festa.
Do começo ao fim
E as coisas vão ficando para trás.
Vão sendo largadas pelo caminho.
Melhor assim…
Melhor caminhar sem pesos.
Mochila levinha.
Não, não perdes nada.
A vida é assim:
Coisas vão pasando.
Coisas novas vão chegando.
Tudo flui.
E assim do começo ao fim
Isolou-se...
como uma ilha no meio do oceano
isolada...
isolado..
nada em todos os lados.
Decepção, dor...
dormência total,
torpor.
Dorme seu coração
só, sem ninguém,
sem nada no meio do nada.
É isso que faz uma vida sem amor.
Nossa história
guardo na memória.
Começou num momento tão pequeno...
Insignificante.
Tudo foi cambiado.
O acaso... amor destransformado.
O amor jurado olvidado.
Quem nos roubou a esperança?
Um bater de asas de borboleta...
Um tsunami gigante.
Palavras... angústias constantes
de todo sonhador...
Palavras benditas, guardadas pra sempre
em um silêncio ensurdecedor.
Palavras malditas, lágrimas derramadas
por um coração sofredor.
Palavras... angústias cortantes
de todo poeta do amor... da falta de amor...
e do desamor.
Em toda aminha vida a timidez nunca me deixou dizer o quanto eu gosto de você,
Mas o meu corpo inteiro lhe expressou por esse amor.
Se hoje eu vivo o teu desamor, já não digo que você não me aceitou,
Eu confesso que não soube como merecer o teu amor.
Edney Valentim Araújo.
Às vezes é preciso matar o sonho pra que alguém possa viver seu próprio sonho,
E nem por isso deixa de ser uma prova de amor.
Edney Valentim Araújo
Olhar
Às vezes
As palavras não expressam
Tudo que se sente ou se quer dizer...
O silêncio nos revela um tesouro
Escondido em um olhar.
Já não digo que te amo,
Pois podes ver em meu olhar.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
