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Poemas com Rimas de minha Rua

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Quando o poder troca a ética pela conveniência, a democracia deixa de ser escolha consciente e passa a ser apenas hábito de sobrevivência.
Aldemi E de Matos

A atenção, em sua forma mais genuína, é de facto um ato voluntário e um presente que se oferece livremente, não algo que possa ser imposto ou exigido à força.
Aldemi E de Matos

Quando a gente aprende a se reconhecer, a ingratidão dos outros diminui de tamanho. Ela já não define o valor do que você fez.
Aldemi E de Matos

Vivemos um tempo em que o poder não governa — ele performa; e a política, em vez de servir à verdade, negocia narrativas para sobreviver ao próprio vazio.
Aldemi Escobar de Matos

Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.

Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.

A noite é refúgio, abrigo e revelação. Enquanto o dia exige máscaras e ritmo, os intensos mergulham no próprio turbilhão, dialogam com pensamentos que só nas sombras se escutam e sentem emoções que o sol não deixaria brilhar. Ser notívago não é insônia: é a coragem de permanecer inteiro, de transformar silêncio em autoconhecimento e solidão em plenitude.

Deixe a criança que habita você correr solta de vez em quando — ela lê o mundo em cores que a razão ainda não aprendeu a nomear.

Não gaste seu tempo mergulhando em águas rasas. É, além de frustrante, dolorido. A gente entra achando que vai encontrar profundezas, mas o que há é só reflexo. E reflexo, quando se acredita demais, engana.

Eu acredito na cura das dores, de todas elas, até as mais profundas. Você não é seu sintoma, seus traumas não te definem. É no amor que a vida acontece.

O sofrimento ocupa um espaço imenso. Abrir mão das dores é enfrentar os vazios.

Não se diminua para caber na vida outro, nem abra mão de sonhar para caber numa determinada realidade. Não é porque você está acostumado com o que vive, que precisa abrir mão do que deseja.

Se insisto no erro é porque a dor fala comigo num idioma que ainda não desaprendi.

Um paradoxo íntimo: querer devorar a vida e, ao mesmo tempo, aprender a degustá-la. Entender depressa só gera tensão. Olhar com calma revela profundidade. No intervalo entre um impulso e outro, entre o desejo de saber e a paciência de sentir, é onde tudo acontece. É ali que a vida realmente se mostra, silenciosa, intensa, inteira — mesmo quando nos obriga a frear.

Não confie no que vê quando está com medo. Coloque os óculos, ajuste o grau, depois olhe novamente para a mesma coisa. Não tenho dúvidas de que muitos de seus monstros só existem porque o medo embaça sua visão.

Caminho com cautela, não com medo. O futuro sempre deixa pistas: pequenas delicadezas, desvios precisos, acontecimentos que parecem deslocados mas chegam como resposta. E quando estou pronto, cada sinal acende, não como promessa, mas como direção.

É difícil mudar de caminho se, para o ego, a mudança for sinônimo de desistência.

Mudar não nasce do desespero, nasce da lucidez. Quando percebemos que o conforto tornou-se anestesia.

Tem noites que parecem dia, e são justamente nelas que, nas minhas madrugadas insones, o céu imenso deixa de ser silêncio para se tornar companhia.

Viver não deveria ser apenas aguentar. Em algum momento da vida, a alma também precisa encontrar um lugar onde possa descansar.