Poemas com Rimas de minha Rua
Escondo a minha essência no deserto da minha vivência, tal sofrida a alma da minha solidão, que consome intensamente o coração, que me adorna de tristeza.
Ouço a voz da minha alma plantada no silêncio moribundo da noite, sem pressa, me deixo embalar nas fantasias contadas pelos meus sentimentos, que me coroam como o rei do meu coração.
A caneta tornou-se a minha cultura, a minha arte, embora não sendo pintor, tornei-me escultor de letras, escondido no meu casulo me esforço para voar pelas labaredas dos meus pensamentos.
Escrevo o tempo, no tempo em que o desejo e o prazer se apossam da minha alma, sem tempo para parar, me deixou embalar no espaço trazido pelo suspiro quente e suave da tua boca, que vai contra a lei da gravidade.
Respiro entre o sopro das tuas forças nasais e fortifico a minha vivência, mesmo quando não estás por perto.
A minha alma se entrega a ti sobre as trevas trazidas pela noite, quando o meu corpo sem pressa se deixa consumir pela mágica doçura dos teus abraços.
Pensei em embarcar pelo mar da vida, acalentado pelo pôr do sol dos dias que correm, minha alma rejeita continuar a vagueiar pelo mundo, quando não mais vivo me encontrava.
Ofereço a minha alma a melodias do tempo que já se foi, mesmo inocente, sentia na pele a ira voraz de um mundo sem precedentes, ao qual pertenço, mesmo quando já não cá quero estar.
Sopra o vento da tristeza do suspiro do meu povo em direção a esperança, minha mente se atordoa por não ter noção por onde me pegar para ajudar o meu País a desenvolver.
A minha vida tem o nome que me consome de alegria, um nome de tamanho significado, que KAYLA FONSECA, se torna insuficiente para descrever o amor intenso que tenho por ti minha filha, te amar dói tanto, que tenho medo não existir para te proteger.
Meu mundo escondeu-se no coração da minha filha, entre sorrisos longos e protectores, descobri na minha KAYLA FONSECA a certeza, de que o amor não se sente, apenas se vive, por isso, és a minha VIDINHA, aquela que não sinto, mas, que vivo.
Sou o pecado não confessado das atrocidades causadas ao teu coração, mesmo quando renuncio a minha existência, escondida no desejo que tenho de te tornar presente quando não tenho por perto o sabor dos teus beijos.
Nos melhores dias da minha vida, és tão - somente a lenda contada entre muitas noites sonhadoras e o privilégio de te amar.
Cansei de ter que provar a minha índole, o certo do errado e as minhas virtudes. Ninguém acreditou. Hoje, quero mais é estar fora de tudo isto.
Por que sinto este peso? Esta agonia rasga minha fé e me coloca frente a frente com um jogo que considero perigoso demais.
Que a vida me dê o suficiente para continuar minha caminhada. Que nada atrapalhe o que foi determinado por ela. Se assim tiver que ser, que eu tenha discernimento para perceber, entender e aceitar.
Minha liberdade se compara com a da água. Ela ultrapassa os obstáculos, sem se importar com a dor e consegue chegar ao seu destino sem cicatrizes.
