Poemas com Rimas de minha Rua
Escondo na paixão a minha mais bela expressão de amor, sobre o teu corpo escrevo a minha mais bela e suave canção de ternura e sedução.
Um traço de mim pertence a minha mulher, não por ser apenas uma parte de mim, mas, por se tudo o que sou no mundo dos humanos.
O diálogo sofrido que mantenho com a minha dor arrebata-me dia pós dia desta terra onde muitos vivem como se fossem imortais.
Encho a minha mão de bondade e tiram-me o sentido de bem fazer, pois, preferem espalhar pelo mundo fora o veneno da maldade contra mim.
Uma amarga solidão ocupa a minha alma em noite sem prega nos olhos, onde minha mente entristecida lamenta os dias que vive entranhada no meu suspiro de vida, muitas vezes torpe pela maldade humana.
As luzes da minha vida há muito que já se apagaram, apenas, vivo a base de vela almejando ser consumido pela dura escuridão da morte.
O mar do tempo me leva para longe da beira da minha felicidade e, em busca do conforto para minha alma encontro Deus me consola sem cessar.
Sinto-me um vapor fora do escape da vida ... Como uma lápide fora da minha sepultura não vivo entre os mortos, sou apenas aquele de cuja vida se fala estando vivo feito cadáver.
Meu corpo deixa-se consumir pelo além, já não me sinto peregrino da vida ... Mas, minha mente pertence a mais linda mulher que um dia conheci ... Porém, sou teu pássaro enjaulado no teu coração que vibra alegre há cada dia que ouço a canção lendária da tua voz.
A cada amanhecer és a minha ternura em forma humana, és o sorriso que me embriaga de prazer e a certeza de que vale a pena viver amando.
No final dos meus dias na terra, existirão ondas no mar profundo da minha alma, que jamais o tempo irá sarar.
A força de viver a cada amanhecer é tão doce, que a minha alma exulta de tanta alegria, só de saber que a cada brilho resplandecente do sol que invade o meu rosto, me torna no ser mais completo do universo.
Suave desejo que ampara a minha ansiedade, entre o pulsar forte do meu coração investido pela nobreza da adrenalina do prazer, que num ataque atômico dos cosmos da ternura, me deixam desarmado preste a entrar em combate com o teu corpo majestral.
Um resto de mim, existe pensando no que seria viver sem a minha alma, mas, uma parte do ser que habita dentro do meu ser carnal, coexiste precionado e ambicionando ter um castelo de amor, que compense o meu desejo, emanado do prazer celestial
A triste canção cantada pelos jovens da minha geração, conservam já o seu disco e, quiçá cassetes riscadas, pois, a única melodia mais sonante e desagradável que se ouve é “QUEREMOS EMPREGO”, mas, não se lembram, que enquanto capital humano intelectualizados somos o emprego encarnado em nós mesmos.
A minha pátria nunca se vergará a vontade inconfessa dos oportunistas, por isso, hoje, ao completar o seu quadragésimo quinto aniversário desde que nos tornamos independentes, nos transformou em jóias preciosas para África e para o mundo.
Sobre o pôr do sol dos mares e rios da minha Angola, reflete com intensidade o caminho da paz e da prosperidade que os angolanos ainda almejam alcançar sob a égide da nossa independência nacional, por isso, não percamos a esperança que este dia um dia chegará.
Comungo da ideia vertida pela minha mente, segundo a qual, a mulher é o reflexo dos varios sentidos que compõem o corpo de um homem, pois, mesmo que o homem não exteriorize a sua inquietude, a mulher rapidamente o cura da sua dor interior.
A um passo do mistério do nascimento de Cristo e a minha alma explode de grande emoção pela magia sublime do NATAL, o meu desejo se engrandece, por querer ver a alegria e o sorriso estampar-se no rosto de todas as famílias da minha Angola sofrida.
O eco do choro do Deus Menino já se agudeza na minha mente, sobre o sorrir encantado dos meus filhos, prometo o amor incondicional por tudo de belo que a vida me tem proporcionado, para me solidarizar com os corações de todos os que amam viver em alegria juntos seus entes.
