Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Poemas com Rimas de minha Rua

Cerca de 161459 frases e pensamentos: Poemas com Rimas de minha Rua

Queres vir jantar
à minha casa hoje?
Olha, traz o vinho
e não te esqueças,
vem despida a rigor.

Há algo em ti que puxa-me
mesmo quando tento fugir.
A tua presença cerca toda a minha alma, prende-me, incendeia-me.


E quando penso em ti — é o corpo quem responde. O resto dissolve-se,
até o ar tem o teu sabor.


Não há distância que baste.
O teu nome vibra na minha pele, como se o som trouxesse a tua pele para perto da minha boca.


Fecho os olhos
e o mundo curva-se em mim.
Tudo pulsa — lento, quente —
como se o tempo respirasse ao teu ritmo.


Existe um magnetismo em ti que chama o meu caos, um gesto, um quase sorriso,
uma promessa escondida na respiração.
Fico à beira — de ti, de mim, do abismo — e é ali que o desejo cresce, lento, inevitável.


Cada palavra tua é um fio de fogo que me atravessa em silêncio. E quando te calas,
tudo em mim escuta. E nesse inédito silêncio: deixo queimar, não o corpo — mas a alma, essa parte que insiste em te reconhecer.

A tua respiração reclama-me,
o teu sedento beijo,
suplica a minha porosidade .


O mundo evapora-se, resta o pulso, a dança cega do querer. Há luz nas sombras do impulso, há vida em tudo o que é desejo .
Toco-te — e o tempo desmaia,
em curvas de seda e marfim.
A tua pele é onde a alma ensaia o que o corpo quer sem fim. E quando o fogo se faz calma, encontro-te em mim, inteira e nua
não de roupa, mas de alma,
ardendo na mesma lua.


O teu corpo chama o meu em febre, num convite sem palavra, sem pudor.
A pele fala — vibra, pede,
respira o vício do calor.


O teu cheiro cerca-me , domina-me, ferve o ar, faz-me perder a razão; o toque, brasa que ilumina cada sombra em combustão.


As nossas bocas
procuram-se, descobrem-se,
num ritmo que o mundo esqueceu , é fome antiga, sede desértica,
o amor carnal que nasceu.


E no instante em que nos fundimos, carne e alma, suor e luz, é como se a lua ferida, ardesse inteira dentro de nós dois.

É isto que o meu
silêncio grita:
Tu estás em
todas as partes,
da minha alma.

A minha boca quer
imergir na ensopada
profundeza da tua
tórrida intimidade.

Os teus beijos
sabem a poesia:
adoro escrever
os teus beijos
na minha boca.

A tua pele chama a minha,
num desejo sem recuo.
Cada gesto teu provoca
um incêndio quase nu.




O ar prende‑se entre nós,
como se o mundo parasse ali.
E no ritmo que inventamos,
é o meu corpo a guiar o teu,
sem pressa de fugir.




A tua respiração prende-se na minha,
num jogo que nenhum de nós quer terminar. E quando a madrugada vibra entre os nossos corpos,
é aí que o desejo fala mais alto,
a pedir que a noite não saiba acabar.




Sinto-te na alma inteira,
numa verdade tórrida
que percorre o meu sangue
e rasga o meu silêncio.

Se recebi gratuitamente
o dom da vida, quero
Te agradecer todos os
dias a minha existência.
Obrigado, Senhor, pela
vida que me deste!

Oceânica, aveludada, carinhosa
e de madrepérola sardanapalesca,
A minha presença edênica nunca
será desfeita dentro do coração,
Libidinosa, lúbrica, voluptuosa -
sei que no teu íntimo tenho
o lugar preservado e intocável,
O concuspiscente e o insaciável
se encontram com o pudendo
em estro diante do teu priápico.


Não há como negar que a nossa
fórmula gera uma combinação
explosiva que nem mesmo o tempo
está a altura de alcançar e imitar,
Não nascemos para outro tipo
de languidez que não seja pós vulpina
por nossa plena vontade faminta.


Luxuriosos acendemos o céu austral
que dentro de nós vívido - ilumina,
Que condor só voa com condor,
somos a inquestionável prova viva.


No infundibuliforme o céu e o inferno
sempre nos unirá em nome da astúcia,
da lascívia e da luxúria - imperiosas,
que reunidas se retroalimentam, testam
e põem mortais à prova em todas horas.


Ínscios não somos - e ainda bem...,
tumescente, ebúrneo e desafiador,
sei muito bem que és e com andor.


O sôfrego nunca me desmobilizou,
e no fundo sei que por isso reino
com absoluto fascínio no teu peito;
Sou o ser angélico, o teu beijo de mel,
o Achachairú maduro e a inspiração
primaveral que fortalece contra o fel.


(O teu primeiro amor verdadeiro).

No Hemisfério Celestial Sul,
o céu da minha Pátria amada
a Aurora Austral alcançou --
e em Santa Catarina tocou,
deixando Alfredo Wagner
toda hipnotizada...,
e a mim como mulher
plena, confiante e preparada.


Sim, o meu coração por
um instante apaziguou,
com presença empolgou,
e sigo encantada...,
não pensando mais nada
que me tire dessa cena
que deixou-me extasiada.


Não faço previsão quando
a Aurora Austral voltará
por aqui a iluminar,
Só sei que antes disso
quero estar com você
do lado para gente se mimar,
e do jeito merecido nos amar
de tal forma que não queira
mais para o mundo lá fora voltar,
e outros amores vir a conquistar.

Enraizada de tal forma
na minha amada Pátria,
Que tudo de minh'alma
no próximo se replica,
Até o meu alcance revira
quando o Minhocuçu
dança e a terra respira,
em cada grão se apega,
e encontra o que inspira.

Floração de Manduí


silenciosa no coração,


É a minha presença


que traz o frescor


com flores do amor


discreto e feminino,


Que não será resistido


por nada nessa vida.






Revelo-me como titular


assumida da rebelião


interna que não pode


ser dentro de ti contida,


Eis-me a inabalável


que mantém o tempo


todo a tua pele acendida,


e a fantasia mais realista.

Minha mente e mãos
trazem sempre algo
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho
certo para sempre crescer.

Apenas ser, não me cabe,
quero permanecer
plena com minha altura
e aura nua e oculta
caminhando pela rua,
cercada por montanhas,
com uma morada poderosa
em nossas entranhas.

Quando todos se forem
sou a flor que rompe
a dureza asfáltica,
A minha guerra sempre
será contra a guerra,
sou enraizada na terra.


Não importa quanto
tempo venha durar,
Com fogo cruzado
nasci com intimidade
silenciar não faz parte;
Está para nascer quem
haverá de me deter.


Como sopro de liberdade
feito para enlouquecer
os senhores da guerra,
Carrego sem ceder,
e sem os esquecer...;
Com pequenas coisas
não tenho tempo a perder.


Por ser semente além
do tempo invernal,
estarei sendo plantada
para vencer o grande Mal.

Parte minha é estrangeira,
e a outra parte é indígena
nascida de Norte ao Sul
abraçada amorosamente
pelo Oceano Atlântico,
Aqui têm todas as razões
de ser o destino romântico.


O Hemisfério Celestial Sul
guarda a Amazônia Azul
do meu Brasil Brasileiro,
que é terra do Pau-Brasil,
ninho do Sabiá-laranjeira
e terra de absoluta beleza.


Entre sóis, luares e chuvas,
não há outra terra que
caiba com todos os sonhos
que nutro todos os dias
com amor, ternura e folias.


Desta vida nada excluo,
nesta terra que me ensinou
honrosamente seguir
de pé com tristezas e alegrias.

A minha liberdade
como mulher não deve
oferecer risco para mim,
para outra mulher,
a quem quer que seja,
e tampouco oferecer
risco ao meu país,
A minha liberdade
como mulher não deve
ser encarada nunca
como ameaça ou ofensa;
E da mesma maneira
que a sua deve existir
reconhecendo o seu lugar,
e o dever inalienável
de usar a cabeça para pensar.

A cor e o sabor da palavras
têm a verdade da Chanana.


Da minha boca e da caneta
só sai o que jamais engana.


O louco coração o amor
não nega jamais e proclama.


Te venero como quem espia
a Via Láctea e aurora cigana.

Não tens ideia que a poesia
desta cidade é muito maior
do que a minha poesia,
que talvez não tenha sido lida.


O Sol ainda vibrante anuncia
no Médio Vale do Itajaí
que Rodeio entrará em festa,
por gratidão à terra erguida
com dedicação e amor.


Só sei que o Sol iluminando
enfeita e veste com alegria,
quem sabe apreciar a visão
do nosso Pico do Montanhão.


Com encanto o coração
agradece os sons, o silêncio
e o sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
que juntos fazem a orquestra
que abençoa o nosso chão,
e faz recordar a tradição.

Sempre que quiserem retirar
o heroísmo da minha história,
ou de quem quer que seja,
Deixo-me iluminar pela chama
do panteão dos heróis,
Para que a glória e a esperança
nada nem ninguém jamais apaguem.


Peço a iluminação e coragem
do espírito de Guglielmo Oberdan,
um valente garibaldino convicto,
o protomártir do Irredentismo;
Para recordar de onde viemos,
pois continua vibrante e mais vivo
do que antes e não será esquecido:
[Que a forca nunca deteve o objetivo].


Com igual espírito do herói ainda jovem,
que com Garibaldi esteve reunido,
Os nossos ancestrais chegaram,
se estabeleceram para [permanecer];
e unidos com amor e entrega
esta Pátria para viver e construir,
Saiba que está para nascer
[quem ousará a História destruir].