Poemas Amor que Rima
A solidão de estar junto a alguém que já se foi.
talvez seja melhor assim
mesmo quando vc estava aqui, não estava presente
e eu me sentia culpado
quando percebi, o hoje já era tarde e a gente estava ausente.
então te procurei ontem, e não te encontrei lá.
continuei seguindo essa estrada desnorteado
procurando lembranças que nunca existiram
talvez você nunca esteve do meu lado
foi só mais uma paranoia que me trouxe a solidão
a solidão de estar junto a alguém que já se foi.
Sóbria embriaguez
Coração gelado como uma boa cerveja,
libidinosa como um belo vinho,
conduze-me ao quarto para que eu a veja
comandar-me dentro do seu ninho.
Fico contemplando-a, enlouquecido,
e torno-me desta exuberante ave um passarinho.
Em seus braços encontrei-me iludido
e busco encontrá-la todos os dias em meu caminho.
Antes, fazia outras por mim se apaixonar
e quanto mais me amavam, eu fazia enrolar.
Porém, não teve jeito, chegou a minha vez,
essa mulher que eu vim a me apaixonar,
seduziu-me com um simples olhar,
me usou e me largou nessa sóbria embriaguez.
Adeus,mãe
Mãe, eu preciso te falar
Do que sinto no meu peito
Uma dor que não tem jeito
De aliviar ou curar
Mãe, eu sei que você me ama
E que quer me ver feliz
Mas eu não consigo ser
O que você sempre quis
Mãe, eu não me encaixo nesse mundo
Não me sinto parte dele
Sinto-me sozinho e perdido
Sem rumo e sem ninguém
Mãe, eu não tenho amigos
Nem amor, nem esperança
Só tenho tristeza e angústia
Que me acompanham desde criança
Mãe, eu não quero te magoar
Nem te causar mais sofrimento
Mas eu não vejo mais sentido
Em viver esse tormento
Mãe, eu te peço perdão
Por não ser o que você sonhou
Por não ter a força que você tem
Por não aguentar mais a dor
Mãe, eu te amo muito
E por isso eu te digo adeus
Espero que um dia você entenda
Que eu fiz isso por nós dois
Já faz aniversários que não me
entendo, me sinto louca
varrida e sem rumo
Orgulhosa de si,
desesperada pelo mesmo
O que fizeram comigo?
O que eu que fiz por mim?
- Nunca compreendida.
Meus olhos queimam
Queria um alívio desse sofrimento
Minhas memórias carregam pesos
Estamos todos quebrados
A maioria não pede ajuda
Ninguém entende os próprios anseios
A minha frustração vem gastando tempo
Me sinto limitada demais pra alguém que busca tanto a liberdade
Talvez a morte seja um descanso e a vida o motivo
Não me esqueço que o mundo vai acabar novamente
Vivem dizendo para eu amar mais a vida
Mas vejo todos presos em espelhos
Perco tempo com nada
Me sinto vazia de tudo
Queria saber viver
Queria voltar a infância
- Temos 5 anos antes de morrermos no inferno
Sou feita por tudo que absorvi,
aprendi a ser assim
E sou bela pelo mesmo motivo.
- Minha vulgaridade me liberta
Porque com o tempo percebi que
eu merecia mais
Mais de mim
E tudo de mim, era seu
- Porque eu fui embora
Sonhar sem expectativas
É desejar e não ter esperança
Não me serve
Nem sacia
Não me leva a lugar algum
- A maioria dos sonhadores são ignorantes
Máscara
Olho-me no espelho, mas só vejo desespero
De uma pessoa que eu não conheço
Seu reflexo desapareceu, e no lugar de um coração apareceu um borrão
Dia a dia máscaras diferentes
Para esconder seu sofrimento
Com medo de ser julgado pelos seus sentimentos
A cada dia uma nova vida
Logo em seguida contando mais uma mentira
Criando amizades, na base da falsidade
E mentindo para seu coração
Que um dia todos te amaram
Olho-me no espelho, mas vejo uma máscara
Que foi criada para esconder minhas lágrimas
Por não ser aceito, pelos meus defeitos
Meu Brasil é minha terra
Neste país eu nasci
Desde criança, respeito
Amando sempre cresci
Gosto de tudo que é nosso
Do céu, da terra e do mar
Do jeito da nossa gente
Do seu modo de falar
Se perdesse minha terra
Ficasse sem meu país
Toda riqueza do mundo
Não me faria feliz
Não desgosto de outros povos
Pois Deus fez todos iguais
Mas creio que os brasileiros
Eu gosto um pouquinho mais
Ode à Loucura
Oh loucura, tu que danças no limite do absurdo,
Desvendando mistérios que a razão não alcança
Tu que desafia as convenções, libertando o ser
Erguendo o véu do desconhecido, revelando a essência
Loucura que inebria o espírito, guia dos incompreendidos
Arrepia a pele, pirueta na mente, dança na alma
Desperta a rebeldia, sussurra segredos ocultos
Desafia o status quo, rompe as amarras da normalidade
Insanas as fronteiras, dilacerando as correntes impostas
Desperta a paixão selvagem, queimando como fogo intenso
Distorce a realidade, desenha novos horizontes
Oh, loucura, musa dos poetas e artistas, tua genialidade é incomparável
Loucura, que semeia risos no terreno do absurdo
Ergue os cacos dos sonhos partidos, recria utopias
Guardiã dos desencaixados, pintando em cores vivas
Um universo paralelo, onde a lucidez se despe de máscaras
Em teus braços, encontramos a liberdade de ser quem somos
Explorar as profundezas do ser, desvendar as sombras
Oh, loucura, enigma misterioso e encantador
Brinde-nos com tua poesia caótica, tua arte desvairada, insana e maravilhosa.
,
Buscar verdades esquecidas ou criar novas?
Talvez para lembrar nossa origem,
Para desvendar os enigmas do infinito.
E quando o relógio cósmico parar,
Quando a última estrela se desvanece no silêncio,
Tornando-se sussurros no vento cósmico.
" INJUSTAMENTE "
É vasto esse universo… A imensidão…
Nem sei se vim parar aqui, do nada,
pois sinto-me perdido nessa estrada
sem rumo, sem destino ou direção!
Pergunto-me se tenho, na parada,
alguma culpa e, até, condenação
por me incluir na imensa multidão
dos que, cá, nada sabem da jornada.
Sou réu ou vítima deste sistema
sem solução nenhuma pro problema
que foi me posto ao colo abruptamente?
É vasta a imensidão, esse universo
tão rico, tão confuso, controverso…
Aqui fui posto ao caos injustamente!
no fim eu estava indo pegar meu coração de volta
na imensidão das sombras além do mar que não conheço
ainda navegando muitas dores da memória
eu navego o caminho do mar que eu escrevo
seus sonhos se despedaçaram
como navios agora naufragados
tentaram navegar onde a luz não alcança
perderam no horizonte sua distância
Riz de Ferelas
Livro de poesia Novos Ventos
tudo que me sobra, uma lembrança distante
dias que se foram, seu sorriso no horizonte
sonhos dão força para caminhar mais um dia
amor escreve cada verso que se torna poesia
estrelas, me emprestem um pouco de seu brilho
para eu poder iluminar o meu caminho
existe alguém que eu quero encontrar
no fim de tudo, quando tudo acabar
Riz de Ferelas
Te vejo e é como escutar uma música numa tarde ensoladara
Cada sorriso seu é um refrão que não sai do meu pensamento
me vejo pensando "será que você sente o mesmo?ou será que sou só mais um verso perdido no silêncio do esquecimento?"
Quero te trazer segurança,ser o arco-íris depois da tempestade
Ser aquele abraço que a música descreve e o coração entende
Mas as vezes entre um acorde e outro me vem a dúvida,se sou a canção que você também quer cantar
Meu peito é um sertanejo feito de amor e esperança
Rezando para que podemos fazer um dueto
Que nossa música soue no ouvido de todos,de novo e de novo
apenas nos dois
Sem saber se quando falamos sobre aquela pessoa
o teu coração bate em compasso com o meu
Mas mesmo assim,ainda escrevo o seu nome em todos os meus pensamentos
Se for para ser só sonho,que seja o sonho mais bonito
Se for para ser nos dois,que seja eterno
Enquanto ainda houver canção pra gente cantar
Eu juro de dedinho
Fazer do meu amor por você,ser a trilha sonora mais sincera que você já ouviu
Enquanto Houver Migalhas
Enquanto estava repousada em um banco no coração da cidade, observava atentamente um pombo que, em seus movimentos ansiosos, ciscava pelo chão à minha volta, buscando algo para se alimentar.
Sem pensar nas consequências, lancei-lhe um pedaço generoso de pão — sem hesitar, ele se aproximou, aceitando o que eu oferecia com uma gratidão imensa. Mas aquilo não foi o suficiente, pois sua fome era insaciável, ele desejava mais.
Continuei alimentando-o, até que a exaustão me tomou, e os pedaços que antes eram grandes, começaram a se reduzir, tornando-se migalhas insignificantes.
Apesar de já não ter mais o que oferecer, o pombo retornava todos os dias, em busca do que não poderia mais dar, esperando algo maior, porém apenas me calei.
Eu cansei, não quero mais sustentar uma esperança vazia, não posso continuar alimentando essa busca incessante por migalhas — por algo que deveria ser completo, mas que se contenta com tão pouco.
Eu observo tudo. Reparo nos detalhes, nas ações de todos à minha volta — cada um com suas ambições, seus objetivos. Alguns são movidos pelos próprios sonhos. Outros, pelo ego.
Quando encaro meu reflexo, percebo: sou movida apenas pelo medo.
O medo de fracassar me atormenta. Ele alimenta a minha obsessão — essa necessidade constante de ser perfeita, de me aperfeiçoar em tudo, de me destacar dos demais.
Meu medo me dá um desejo incansável de ser a melhor em tudo, de superar a todos.
Eu quero ser excepcional.
