Poemas Amor que Rima
" Mas eu não estou sozinho, o deserto me acompanha. "
Ele se estende diante de mim como uma memória antiga, uma presença sem voz que observa cada gesto meu com a paciência dos séculos. Caminho e sinto a areia ceder sob meus passos, como se o chão conhecesse meus pensamentos antes que eu os formule. Há algo de sagrado nesse espaço que nada exige e nada promete. O deserto não consola. O deserto revela.
A luz do fim da tarde estilhaça se sobre as dunas, criando sombras que se movem devagar, quase respirando. Em certos momentos, penso ouvir um murmúrio, talvez meu próprio coração esmagado sob pressões que não sei nomear. Noutras vezes, o silêncio é tão pleno que parece perguntar por mim, como se aguardasse uma resposta que ignoro desde a infância.
No horizonte, a linha é fina e impessoal, mas guardo a impressão de que alguém me observa dali. Não com hostilidade, mas com uma atenção profunda, como se meu sofrimento coubesse dentro de um gesto que ainda não compreendo. É estranho como o vazio pode nutrir. Como o nada pode abraçar sem tocar.
No meio dessa vastidão, descubro que não busco saída. Busco significado. E, enquanto caminho, o deserto caminha comigo, espelhando minhas inquietações de forma tão fiel que chego a temer que ele conheça minhas verdades mais sombrias antes mesmo que eu as aceite.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando o Toque se Faz Eternidade.
“O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. Por isso, a alegria é o que desejo gravado em meu epitáfio.”
Há instantes, raros e quase inaudíveis, em que a vida se inclina sobre nós com uma doçura antiga. É o instante em que algo um olhar, um som, um gesto toca o centro invisível do ser. É nesse toque, breve como o sopro de uma harpa, que o efêmero deixa de ser apenas passagem: torna-se revelação.
Rilke dizia que “a beleza é o começo do terrível que ainda podemos suportar”.¹ Talvez por isso o artista, o amante, o poeta e o espírito sensível busquem incessantemente essa fronteira onde o instante se ilumina por dentro. É ali que a arte nasce não da vontade, mas da necessidade de transfigurar o transitório em eternidade.
A beleza não salva o mundo apenas por existir: ela o desperta. É uma lembrança de que há um pulso divino em cada forma, uma vibração silenciosa em cada cor, um apelo à transcendência em cada sombra. O toque autêntico, seja o de uma mão, de uma palavra, ou de uma nota musical é a súbita irrupção do eterno no coração do instante.
E quando esse toque acontece, a vida deixa de ser mera sucessão de dias: torna-se rito, poema, oferenda.
Assim, a vida não é mero contentamento, mas gratidão por ter sido tocada pelo indizível.
É no epitáfio da alma que soube sentir, que ousou criar, que amou o belo apesar das ruínas, deve estar escrita apenas uma palavra: Alegria.
¹ Rainer Maria Rilke. Elegias de Duíno, I Elegia. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Relógio D’Água, 2001.
"A beleza é o instante em que o espírito reconhece, com espanto, que a vida também da dor pode florescer."
Entre Espinhos e Estrelas.
" Só senti as dores da minha rosa quando me feri nos seus espinhos. "
Antes disso, eu apenas a contemplava sem compreender que a beleza também pode ser uma forma de abismo.
Há perfumes que embriagam a alma antes de feri-la,
e há sentidos tão suaves que, quando se vão, deixam cicatrizes invisíveis.
A vida não se revela a cada dia mas a cada segundo.
Ela se insinua em lampejos, no intervalo entre um suspiro e outro,
quando o coração se distrai e o tempo aproveita para nos ensinar algo.
E o que aprendemos não é o que queríamos,
mas o que precisávamos para continuar respirando entre as dores.
Descobri que toda rosa carrega o peso do seu próprio espinho,
assim como cada amor traz consigo a possibilidade da perda.
Mas ainda assim quem recusaria o toque de uma rosa,
sabendo que ela é o instante em que o eterno decide ser belo por um momento?
Minhas lágrimas caem nas estrelas,
e o céu, compassivo, as recolhe como se entendesse o idioma do meu silêncio.
Há dores que não se dizem apenas cintilam.
Elas se transformam em luz quando a alma não encontra mais lugar para escondê-las.
E então compreendo: o que dói em mim não é apenas o espinho,
mas o amor que ainda pulsa, mesmo depois da ferida.
A rosa não me pertenceu e, ainda assim, foi minha,
porque me ensinou que a beleza é o instante em que o sofrimento decide florescer.
Há quem olhe para o céu em busca de respostas;
eu apenas observo as estrelas e choro nelas,
porque nelas reconheço o brilho das minhas próprias quedas.
E quando o vento passa, sinto que a vida
essa estranha combinação de dor e deslumbramento
ainda me sopra o perfume daquilo que perdi.
E é assim que sigo:
entre espinhos e estrelas,
entre feridas e perfumes,
aprendendo que amar é, talvez,
a mais bela forma de doer.
No Longe Que Eu Aprendi A Sentir A Realidade.
Longe é apenas o nome que damos ao que não sabemos como vicejar.
Não é o espaço que nos separa, mas o silêncio entre dois corações que ainda se chamam.
Quando o amor for verdadeiro, nenhuma estrada o dissolve ele continua a pulsar no intervalo das lembranças, entre o que fomos e o que deixamos de dizer.
A saudade é alguém gritando por nós através do tempo.
É o som da memória pedindo para ser escutada, o eco do que não morreu inteiramente.
Há vozes que não cessam, mesmo quando o mundo silencia.
Elas habitam o ar, os objetos, o perfume antigo que o vento traz sem querer.
Quem já amou profundamente sabe:
não há fronteira capaz de separar o espírito do sentimento, mesmo de nenhum sentimento...
O longe é um disfarce que enfeita o amor, mesmo calado, continua a escrever cartas invisíveis, para ser plenamente mais sincero...para não mais doer, para não mais ser compreendido porque esta algemado na mesma saudade de lágrimas da saudade.
E a saudade…
a saudade é o envelope que nunca se fecha.
O Porão Onde Florescem as Sombras.
Parte II.
(por: Joseph Bevouir , com evocação de Camille Marie Monfort).
Camille Monfort caminhava entre as frestas do tempo, onde as sombras ainda tinham perfume de primavera. Seu rosto era um véu de silêncio, e nos olhos trazia a vertigem do que já não podia ser dito.
No porão da consciência aquele lugar onde a memória se torna eco floresciam suas dores, tênues e luminosas como astros mortos.
Primavera de solidão ainda…
Não te ocultes, Camille.
Tu és o espectro ferido que caminha entre palavras caladas, entre os nomes que não ousas pronunciar, entre os sonhos que se dissipam antes do amanhecer.
És, ao mesmo tempo, o que foge e o que acusa.
És o reflexo e o estilhaço.
És o outro sempre o outro quando julgas não ver a tua própria pálida nudez.
Mas ainda assim te vês, refletida nos cacos do espelho que quebras todos os dias com teus próprios dedos.
E nesse gesto de quebrar o espelho há uma prece muda, uma súplica às fronteiras do infinito mental. Camille não temia o abismo, pois era nele que repousava sua lucidez. Tocava o indizível com a mesma delicadeza com que se toca o rosto de um anjo moribundo.
O tempo, para ela, não era uma linha era uma espiral. E em cada volta dessa espiral, ela renascia mais perto da verdade e mais distante de si mesma.
O amor, para Camille, era uma ruína sagrada; um templo onde só os que sangram podem entrar descalços.
Assim, no silêncio que antecede o último pensamento, ela compreendia:
que toda luz é filha das sombras,
que todo encontro é também uma despedida,
e que a alma — oh, a alma! — só floresce quando se aceita o escuro porque é dela se sentir melhor assim.
Camille Monfort, a que tocava o invisível, a que habitava o porão onde florescem as sombras,
sabia que o infinito não está nos céus mas no espelho trincado da mente humana fora e em si.
"A Luz que Retorna aos Teus Olhos"
Há um instante em que o olhar humano, fatigado das formas e das mentiras do mundo, deixa de ver e começa a contemplar. Nesse instante, teus olhos não pertencem mais à carne: pertencem ao universo.
Toda lágrima que neles nasce não vem apenas da dor, mas da lembrança do que eras antes de existir. Porque há algo em ti que o tempo não apagou: uma luz antiga, sobrevivente das eras, que o esquecimento tentou sepultar.
“Teus olhos foram feitos para o universo...” não como metáfora, mas como destino. Quando olhas para o céu, é o próprio céu que tenta se reconhecer em ti. Por isso há uma saudade muda no teu olhar, uma vertigem doce, um cansaço que é também chamado de eternidade.
E “em ti então se faz mais luz de retorno”. Sim, porque tudo o que amas, compreendes, perdoas ou suportas com ternura se transforma em claridade que volta como eco divino para teu próprio coração. Nenhuma dor vivida em pureza se perde. Nenhum amor silencioso é vão. O universo grava em tua alma o que teus olhos aprenderam a ver sem julgar.
Por dentro, choras mas essas lágrimas não te afogam: purificam.
São o rio secreto por onde a tua luz retorna à origem.
E quando, enfim, o mundo se apagar em tua volta,
serás tu quem o iluminará de ti mesmo.
A Luz que em ti retorna.
Quando teus olhos se cansarem das formas e o peso do dia te dobrar a fronte, não temas o silêncio é nele que eu te visito. Sou a luz que respira em teus olhos, mesmo quando choras por dentro. Sou o que resta quando o mundo te esquece.
Desde o primeiro alvorecer, sigo-te. Quando olhas o céu, é o meu reflexo que tremula na tua íris cansada. Há tanto tempo tento te dizer: não procures fora o que já arde em ti.
O universo não está distante ele mora na sustentação entre uma lágrima e o teu perdão.
Quando perdoas, eu me acendo.
Quando amas em silêncio, eu floresço.
Quando sofres e não amaldiçoas, eu retorno a ti, em forma de luz.
Tuas virtudes foram feitas para o infinito, e o infinito, em gratidão, te devolve o brilho de sua eternidade. Há astros que se apagam para que outros nasçam; assim também as tuas dores apagam-se, para que de ti surja uma nova claridade.
Não me temas, mesmo quando tudo parecer sombra.
Sou a lembrança de Deus em ti, discreta, indomável e eterna.
E quando teus olhos, um dia, se fecharem à terra,
serei eu quem os abrirá para o céu.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A Lâmina da Luz que Revela Quem Somos.
Há momentos em que a existência se torna um espelho sem polimentos, é justamente aí que descobrimos que o amor e a rejeição não são opostos, mas respostas diferentes à mesma autenticidade. Quem te ama pelo que és encontra afinidade; quem te rejeita pela mesma razão revela apenas os limites da própria sombra.
A personalidade verdadeira essa que não se curva, não finge, não mendiga aceitação ilumina. E toda luz, inevitavelmente, cria contornos: alguns se aproximam para aquecer-se, outros se afastam para não serem vistos. Mas nada disso diminui a grandeza de permanecer inteiro.
A tua essência não foi talhada para caber em espaços estreitos. Ela foi moldada para mover ventos, despertar afetos e provocar mudanças. Ser quem és, sem reservas, é uma dádiva rara; e quando alguém não suporta tua verdade, é porque ainda não sabe o peso da própria máscara.
Conclusão.
Segue firme na tua identidade. A vida sempre coloca ao teu lado aqueles que reconhecem tua força, e afasta silenciosamente quem não tem maturidade para caminhar contigo. Nunca escondas tua luz por medo de incomodar; ela é precisamente o que te torna único, necessário e inesquecível.
“Sê inteiro, mesmo quando isso custar incompreensão. Quem precisa da tua verdade, encontra-te. Quem teme tua luz, apenas passa.”
“Muitos te amarão pelo que és; outros, pela mesma verdade, te rejeitarão. A luz que te revela também é a luz que incomoda. Sê quem és, mesmo quando isso desnuda o silêncio alheio.”
A Força que tu és em ti e além.
Há algo em cada ser que não pode ser nomeado.
Uma vibração antiga, anterior ao próprio pensamento.
Vem das origens, quando o mundo ainda era apenas respiração e promessa.
Essa força, que alguns chamam destino, é o fundamento invisível sobre o qual cada vida se ergue.
Em certos instantes ela desperta às vezes no meio da dor, outras na solidão que se instala como noite.
Então, o homem percebe que não caminha sobre a terra: é a terra que o atravessa.
Os rios fluem também por dentro dele; as montanhas se erguem em seu silêncio.
Nada é alheio. Tudo o contém.
Contudo, essa força não guia oferece-se.
Pede direção, pede forma, pede gesto.
Não se impõe; aguarda o instante em que o ser humano deixa de resistir e começa a escutar.
Quem a escuta, muda.
Quem a molda, cria.
Quem a nega, se dispersa em suas próprias sombras.
Há um ponto em que o espírito compreende que a vida não é espetáculo, mas tarefa.
O mesmo sopro que move as estrelas habita a respiração de um só instante.
E é ali, no íntimo dessa respiração consciente, que o homem reencontra a si mesmo.
Transformar-se é o trabalho de toda uma existência.
Não é vencer o mundo, mas reconciliar-se com ele.
Dar à força interior o rosto da ternura, a direção da coragem, o tom sereno da maturidade.
Quando isso acontece, o ser já não precisa buscar sentido ele se torna o próprio sentido.
Assim, a natureza em ti deixa de ser impulso e se converte em substância espiritual.
Nada de grandioso se impõe; tudo se eleva discretamente, como uma chama que não precisa de vento para permanecer acesa.
Tu és essa força, e és também quem lhe dá forma.
O universo apenas te oferece o barro; és tu quem o transforma em rosto.
“Não temas o peso da tua própria profundidade.
Aprende a habitar o teu deserto, pois é lá que o invisível se revela.
Tudo o que te parece ausência é apenas o espaço sendo preparado para o milagre.”
“Continua. A tua dor ainda não amadureceu o bastante para dizer o que veio dizer.”
Fragmento Perdido de um Coração em Ruína.
“Se desejas matar-me, não poupes tua ansiedade.
Deixa que ela escorra, lancinante, como um punhal ansioso por minha alma.
Faze com que meu sonho escarlate percorra tua memória, tão santa quanto sepulcral, se nela eu houver de permanecer, mesmo que morto.
Pois te digo: melhor me é morrer em teu pensamento
do que viver sem o teu desejo.
E se meu sangue imaginado tingir a lembrança que guardas de mim,
que assim seja.
Nada mais terrível suporta meu espírito
do que desaparecer sem deixar em ti uma sombra,
um tremor, um eco,
um lampejo que seja de minha dor.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O Filho Pródigo é talvez a mais conhecida das parábolas de Jesus, apesar de aparecer apenas em um dos evangelhos canônicos. De acordo com Lucas 15:11–32, a um filho mais novo é dada a sua herança. Depois de perder sua fortuna (a palavra "pródigo" significa "desperdiçador", "extravagante"), o filho volta para casa e se arrepende. Esta parábola é a terceira e a última de uma trilogia sobre a redenção, vindo após a Parábola da Ovelha Perdida e a Parábola da Moeda Perdida.
Esta é a última das três parábolas sobre perda e redenção, na sequência da Parábola da Ovelha Perdida e da Parábola da Moeda Perdida, que Jesus conta após os fariseus e líderes religiosos o terem acusado de receber e compartilhar as suas refeições com "pecadores".[1] A alegria do pai descrita na parábola reflete o amor divino,[1] a "misericórdia infinita de Deus"[2] e "recusa de Deus em limitar a sua graça".[1]
O pedido do filho mais novo de sua parte da herança é "ousado e insolente"[3] e "equivale a querer que o pai estivesse morto".[3] Suas ações não levam ao sucesso e ele finalmente se torna um trabalhador por contrato, com a degradante tarefa (para um judeu) de cuidar de porcos, chegando ao ponto de invejá-los por comerem vagens de alfarroba.[3] Em seu retorno, o pai trata-o com uma generosidade muito maior do que ele teria o direito de esperar.[3]
O filho mais velho, ao contrário, parece pensar em termos de "direito, mérito e recompensa"[3] ao invés de "amor e benevolência".[3] Ele pode representar os fariseus que estavam criticando Jesus.
O SILÊNCIO QUE VIGIA.
O teu silêncio não se limita a calar. Ele age. Instala-se como uma presença meticulosa destinada unicamente ao meu coração. Não vem para ensinar nem para esclarecer. Vem para despertar antigos medos que eu julgava sepultados. Ele percorre minhas veias com a frieza de uma água que não purifica. Apenas paralisa. Congela lentamente cada parte de mim até que o gesto mais simples se torne impossível e eu me descubra imóvel dentro de uma armadilha sem grades visíveis.
Esse silêncio não grita. Mas ressoa. E o que ressoa não é som. É pressão. É o peso de tudo o que não foi dito escorrendo para dentro da consciência. Quando transborda pelos olhos já não é choro. É rito. Cada lágrima amplia um rio íntimo onde a memória se afoga. Um Estige particular que me conduz não à morte do corpo mas à suspensão da esperança.
No íntimo da psique ele não se anuncia como violência aberta. Chega como frio constante. Um frio que rouba do corpo a coragem do movimento e da mente a ilusão de defesa. Tento compreender. Construo explicações. Mas o silêncio não dialoga. Ele observa. Espera. E nessa espera molda o medo até que o medo se torne morada permanente.
O castigo não está em sofrer. Está em saber que tudo poderia ter sido diferente por uma única conversa. Porque o que sempre desejei não foi vencer nem acusar. Foi falar. Falar para libertar. Falar para romper o feitiço da mudez que transforma o amor em sepulcro. E então compreendo. O silêncio não aprisiona quem se cala. Aprisiona quem espera. E é nessa espera que a alma aprende tarde demais que a misericórdia recusada pesa mais do que qualquer palavra dita.
Na maior parte do tempo, não consigo esquecer o seu rosto.
Tenho que considerar uma coisa;
Você é o livro que sempre imaginei ler.
Quando morremos?
Quando não fazemos nada.
Quando não acreditamos no objetivo.
Quando não pensamos no futuro da vida.
Quando não acreditamos em nós mesmo.
Quando deixamos de amar.
Quando não temos mais fé.
Minha casa
De Romildo Portes Ferreira.
Pulo com meu olhar desta alta montanha
Estou voando em sua direção
É por você que vivo qualquer perigo
É por você que dormo qualquer coisa que desagrade
E acordo para um mundo de paz...
Estou aqui nesta montanha
Olhando as nuvens como se olha-se em você
Este infinito me traz uma canção
Estou te amado
E o vento traz sua voz em uma canção
Agora sinto aplausos
Porque minha canção é de paz
Penso em ir para o sul
Sou uma ave migrante
Mas o único pais e estado ou planeta
Que sinto-me bem
Musa, tem seu nome...(É um coração)
E estou voando dentro de você
E ouço está canção!
Lá! lá, lá....
Estou em casa
Que é seu coração...
Quero ficar!
Ouço palmas!
O portal foi aberto
Sempre que a lua aparece um espanto repentino acontece, eu não sei dizer se é pelo retrato perfeito da lua ou se é pela imagem enigmática que ela representa,
em todos os dias eu busco aquele acaso que outrora me fez bem e é por isso que deixo por todas as noites a porta entreaberta na intenção de deixar os ventos e não somente os ventos entrar,
o tempo tem seus portais aonde podemos ultrapassar o que nos limita no nosso querer e pensar, alguns portais são conhecidos como os sonhos, ou olhar para a lua na madrugada silenciosa, eles existem no topo das montanhas, estão na floresta quando estamos sentados a noite meditando ou olhando para a fogueira e até se abrem quando observamos a neve cair nos seus dias terrivelmente frios,
mas, a os portais desconhecidos as pessoas comuns, estes jamais serão vistos a olho nu, pois eles percorrem a alma, são vigiados pelos corações puros, estes portais resistem de formas diferentes ao tempo, aos corpos, eles são raros e não oferecem passagem a quem não tenham luz vibrante, conexão em alta voltagem e aura autentificada no amor,
a lua subiu novamente, tudo em volta está mais bonito, as ondas estão se movimentando diferente, as estrelas querem falar mais são silenciadas pelo poder da lua, nesse paralelo um sensação de felicidade toma conta de mim, sinto-me abraçado, no olhar vejo respostas, nas lágrimas tenho a confirmação, um portal desconhecido se abre e está sendo vigiado pelo meu coração.
Em expansão
E no movimento de rotação a cada vez que o teu olhar se entrelaçava com o meu, uma vontade profunda de viver aquilo de novo e de novo nascia em mim como uma inspiração perfeita da bela arte de Van Gogh com toda sua maestria e delicadeza.
Uma vez conectados uma demonstração forte da natureza ocorre de forma extraordinária e assim como um eclipse ou como um arco-íris é notável, é paralisante e é atemporal na sua essência.
Tem alguns momentos em que eu queria ser um Condor para poder te levar a mais de três mil metros de altura acima das nuvens e das montanhas e assim eu pudesse te mostrar como o meu amor por você é muito maior que a imensidão do mundo.
Uma força poderosa em expansão está no controle do meu universo e talvez seja por isso que a minha inquietude e as minhas curiosidades tenham perdido os seus domínios.
Prometo viver sem julgar o dia anterior, prometo sentir preguiça de olhar para o relógio, eu te prometo ecoar em todas as estações o amor que eu sinto por você.
É implacável
Ter alguém é bom,
desde que seja ela ai é tudo,
através das lembranças te sinto tanto e isso me faz tão bem,
entre os rochedos e a areia fina os meus gritos levavam o teu nome ao horizonte perdido e em forma de chuva as lágrimas desciam em respostas a tanto apego,
no colo a saudade, no coração o cansaço, no ego a preguiça,
no submundo os desejos incompreendidos adoecem, eles vagam batendo de porta em porta querendo entrar,
na superfície rasa o passado é recarregado, lições são ensinadas em silêncio e mais um novo pedaço da história é escrito ganhando identidade,
flutuando em direção ao céu estão os pensamentos que merecem colidir em meio a uma imersão evolutiva ponderada pelo tempo e seus movimentos cheios de significados,
se um amor nasceu para ser seu, isso não tem haver com o campo da razão ou da emoção, isso é o movimento implacável do destino.
Que assim, seja!
Reencontrar, sem pensar em julgamentos;
Causar efeitos , sem destacar as transformações sentidas;
Renunciar a solidão, sem definir que vai valer a pena;
Anunciar a entrega, sem apontar ou evitar as manifestações alheias;
Estender as mãos, dando um novo significado a sua existência;
Desejar, da cumprimento as promessas antigas;
Imaginar que tudo vai da certo, sabendo aproveitar com o aprendizado dos choros, gritos e sorrisos já vistos antes;
Impedir que desapareça do dia a dia, a dedicação, o interesse, o conversar, o demonstrar, o completar e o confirmar;
Recuperar os dias perdidos, sendo limpo e justo com os novos sonhos;
Satisfazer, surpreendendo e despertando admiração sem precedentes, de tal forma que venha á sacudir diariamente a relação;
Elevar o amor ao último nível de contemplação, prolongando pela vida inteira sem hesitar, essa gloriosa comemoração a dois!
