Poemas Amor que Rima
Lembrança de um amor antigo
Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.
Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.
Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.
Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.
E quando ninguém acreditou,
Eu acreditei em nós,
porque amor também é fé em movimento.
Mesmo sem aplausos,
seguimos sendo milagre,
dois corações sob o comando de algo maior.
Enquanto houver Deus no centro
e amor no passo,
vencer será apenas continuar de mãos dadas
Sonhe alto comigo, amor,
mas venha de mãos dadas com a realidade.
Que nossos sonhos saibam voar
sem esquecer o peso doce da vida,
porque é no equilíbrio entre o céu e o agora que o teu sorriso me ensina a acreditar.
E se ninguém enxergar o que somos, não importa.
Há um amor maior guiando nossos passos,
um Deus que escreve linhas retas com nossas falhas.
Com Ele no centro e você no meu peito, até os milagres parecem simples:
amar, persistir e vencer, juntos.
Beija-me com teus beijos de amor,
como quem ensina o coração a respirar,
demora teus lábios no meu silêncio
até que toda ausência aprenda a ficar.
Beija-me com teus beijos de amor,
e que o mundo pause no meio do gesto,
que nossas dores se esqueçam do nome
e virem abrigo no calor do teu peito.
Beija-me com teus beijos de amor,
não como promessa, mas como verdade,
pois quando tua boca encontra a minha
até o tempo se rende à eternidade.
Patinando no Amor
A gente entra no amor sem saber o equilíbrio,
escorrega nas expectativas, cai nos excessos,
ri de nervoso tentando fingir controle.
Amar também é perder o eixo.
Entre quedas e giros tortos, aprendemos juntos
que não existe coreografia perfeita.
Só passos improvisados, mãos dadas,
e coragem pra tentar mais uma vez.
E se cairmos de novo, tudo bem:
patinar no amor é isso mesmo.
O importante não é não cair,
é levantar com alguém disposto a continuar.
O Amor Pode Ser Traduzido?
O amor fala línguas que a boca não alcança,
vive nos silêncios, nos olhares demorados,
nas mãos que se procuram sem pedir permissão.
Como traduzir o que só o sentir entende?
Talvez seja verbo quando insiste,
talvez seja substantivo quando fica.
Amor é erro perdoado,
é escolha repetida mesmo cansado.
Se há tradução, ela não cabe em palavras:
é gesto, é presença, é ficar.
É quando dois corações se entendem
sem jamais precisar explicar.
O primeiro amor não ficou
— virou lição.
Ensinou-me limites escritos em cicatrizes, fez de mim abrigo de mim mesma, e no silêncio entre partidas
descobri que amar não é se perder.
3 amores
O primeiro amor foi lâmina:
entrou sorrindo e saiu deixando dor.
Ali aprendi que o coração sangra em silêncio e que amar, às vezes,
é aceitar a ferida.
O segundo amor foi neblina:
parecia abrigo, mas escondia o chão.
Me ensinou que confiança não nasce de promessas, e que mãos vazias também sabem enganar.
O terceiro amor foi espelho quebrado:
não matou o sentimento,
mas rachou a crença.
Porque há quem diga
“eu te amor” como isca,
e parta satisfeito por ter
iludido quem só queria verdade.
Mas há uma promessa:
o amor vence.
Mesmo quando nos quebraram em mil pedaços, a fé no sentimento é real, e um dia ele curará cada ferida.
E tudo que sonhamos será cena de filme:
juntos, para sempre, com a pessoa certa.
As sem-razões do amor
O amor não pede licença à lógica,
chega quando não é chamado
e permanece mesmo sem explicação,
feito chuva mansa em dia inesperado.
Amei sem saber o motivo,
sem rumo, sem garantia.
Meu coração escolheu antes da mente,
e eu apenas segui o que pulsava.
Há amores que não resolvem a vida,
mas dão sentido ao caos.
São as sem-razões do amor,
existindo mesmo quando tudo falha,
mesmo quando doem,
ensinam a ficar inteiro.
Porque amar não é cálculo nem acordo:
é entrega sem defesa,
é aceitar que algumas coisas
só existem porque não têm razão.
Amor de História
Nos apaixonamos como quem descobre um manuscrito antigo,
com cuidado para não rasgar o tempo, folheando silêncios,
lendo sentimentos escritos à margem.
Teu olhar era linha do tempo,
me levando do agora ao sempre,
cada palavra tua uma data marcada
no calendário secreto do meu coração.
Havia batalhas internas, tratados não assinados, um amor vivendo entre capítulos proibidos, como se o destino pedisse notas de rodapé para explicar o que não podia ser vivido.
E mesmo sem final oficial,
nos tornamos fato histórico
um no outro:
um amor que não se apaga,
apenas muda de século dentro da memória.
Encontrei um pergaminho antigo,
guardado no fundo do tempo,
nele dizia que o amor não se desfaz,
apenas muda de caligrafia.
Antes de te conhecer,
eu era só um menino sonhador,
rabiscando o mundo em guardanapos, acreditando que versos eram abrigo.
Eu caminhava com o peito aberto,
como quem atravessa um deserto
seguindo estrelas que não sabia nomear, colecionando silêncios como mapas.
Então você surgiu feito tinta viva,
molhou meus dias de cor e sentido,
ensinou minha mão a escrever sem medo, como quem descobre a própria língua.
Hoje sei:
o pergaminho não era papel,
era o meu coração esperando leitura,
e o amor que diz durar pra sempre
aprendeu a morar no teu nome.
O Significado do Amor
Amor não é palavra dita ao vento,
nem promessa feita na pressa do momento.
É escolha diária, silenciosa e firme,
é ficar quando tudo parece partir.
É tocar as cicatrizes sem medo,
beijar as falhas como quem encontra abrigo.
É enxergar o caos no outro
e ainda assim chamar de lar.
Amor é paciência que não se cansa,
é mão estendida no meio da tempestade.
É olhar nos teus olhos e reconhecer
que o meu futuro começa aí.
E se me perguntarem qual é o seu significado,
eu não direi conceitos, nem teorias bonitas.
Direi apenas o teu nome —
porque amar, para mim, é você.
E é justamente nessas marcas
que o amor aprende a ficar.
Não para apagar o passado,
mas para caminhar com
ele sem medo.
Porque amar também é segurar
a mão do outro onde ainda dói.
É nas cicatrizes que
o amor decide permanecer.
Não para consertar o que foi quebrado, mas para provar
que ainda há beleza no que sobreviveu.
Porque amar é escolher ficar,
mesmo onde a dor já morou.
Porque é nas cicatrizes
que o amor cria raiz.
Elas não afastam
— aproximam.
E quando dois corações
se reconhecem feridos,
descobrem que curar juntos
também é uma forma de amar.
Que seja só 1% —
eu coloco nele toda
a coragem que me resta.
Porque às vezes o amor não nasce da certeza, nasce do salto que a gente dá mesmo tremendo.
Os 99% são medo, eu sei.
Medo do silêncio depois da pergunta, do olhar que não fica,
da resposta que desmonta o coração.
Mas esse 1%
carrega esperança demais
pra ser ignorado.
É o instante em que penso em você
e tudo dentro de mim decide tentar.
Se eu for rejeitado por você, vou seguir a minha vida sem você — mesmo que os 99% já tenham tomado conta de quem eu sou.”
Não te perdi por falta de esforço,
perdi porque amor não recompensa ninguém.
Alguns corações são só passagem,
e o meu foi morada que você nunca quis manter.
E dói saber que não falhei em te amar,
falhei apenas em ser suficiente.
No amor, não vence quem mais se doa
— vence quem o outro sente.
O amor,
a gente escolhe viver.
O respeito,
a gente mantém mesmo
quando dói.
A bondade,
a gente reparte sem
calcular retorno.
O perdão,
a gente pratica
para não virar prisão.
Nem todos vão retribuir
do jeito que esperamos,
nem todos sabem vestir
a roupa da reciprocidade.
Mas seguir certo nunca
foi sobre aplausos,
é sobre dormir em paz
com a própria consciência.
Porque quando ninguém vê,
Deus vê.
E quando ninguém reconhece,
Ele reconhece.
A recompensa não nasce
da mão dos homens,
vem do céu
— no tempo certo, do jeito certo.
