Poemas Alegres
TÔ QUERENDO SER FELIZ!
Tô querendo fugir de mim
Atravessar o oceano inteiro
Chutando o balde do tempo!
Tô querendo ir pra bem longe
Onde só os pássaros alcance
E a liberdade me faça voar!
Como um toque de magia
Flutuar pelos sete mares
Buscando um pouco de solidão.
Quero modelar montanhas
No brilho intenso do sol
Ver o reflexo das emoções
Todas que já vivi um dia.
Enquanto fujo por aí afora
Mais encontro dentro de mim
Nos sonhos que embalam
Essa vontade tão refeita
De fugir de mim vez em quando
Somente pra ser feliz!
AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS
MIMOSO DO SUL - ESPÍRITO SANTO
"As tolas alegrias de quem não aprendeu e sente dores que pesam como o mundo."
- Insistência, Vida e Poesia
"Não conseguiria ser feliz deixando um rastro de feridos para trás."
- Fora do Universo: Eles se encontraram
Felicidade
É um lugar que existe
Escondido
Fica muito além
de simplesmente longe
É lá que se encontra cada laço
Cada passo e cada compromisso
Em toda direção oposta
De cada Estrada que seguimos
Catando estrelas com rede
Quais fossem
Imaginárias borboletas.
Mas quando se deseja
Arrancar asas aos sonhos
Troféus, carrosséis de ilusão
Coisas que voam
...e que brilham
Apagadas, elas caem
No clarear do dia
Não há Paraísos
Paz, nem melodia
Borboletas, beija-Flores, estrelas
Há palavras escritas
Que resultam num lugar vazio
e pensamentos
que te afastam
muito, muito mais do que pode pensar
Mas você os pensa muito intensamente
Triste!
O Paraíso continua lá
No voar da abelha
No cair da folha
Na dor da saudade
No desembaraço
Simplicidade
Desenhada em versos
Sem tinta
Sem Papel ou comprometimento
Nenhum compromisso cumprido
Firmado com Deus
Entre a gente
Só há a morte
A fluir dos cortes
de sorte
Que a felicidade
Se encontra a menos de um passo
Num lugar distante
Lá dentro da gente
Escondido
Atrás do mal
Tão bem guardado
Nesse coração endurecido
O lugar mais mais fácil
Que Deus encontrou pra guardar
Por isso
Tão difícil de achar.
Edson Ricardo Paiva.
Sorrateiro
Os olhos se viam felizes
Refletidos pelo espelho
Mas o tempo, sorrateiro
Envelheceu seu rosto
Ao longo de um dia inteiro
Como gotas de chuva
As noites que desabam
Sobre nossas casas,
Nossas coisas, nossas vidas
As horas correm felizes,
suaves por uma fenda
O sinal de saída, o apito do trem na curva
Hora de dormir e descansar
O brotar das uvas em novembro
Felizes idas e vindas
Pode ser que a vida seja
Não um fim em si mesma
Mas um laço indefinido, que liga
Entre futuro e passado
Uma pergunta retórica
Mesmo assim, ser respondida
Depois deixada de lado
Pra no fim, passar despercebida
Por ser o assunto indissolúvel
Questão que, de mal resolvida
A gente vai se apegando
Às alegrias passageiras
Que o tempo vai trazendo, sorrateiramente
Nada nessa mão, nada na outra também
Sorria! Você viveu mais um dia!
Edson Ricardo Paiva
O que me faria feliz
Era apenas e tão somente
Ver este mundo e toda gente
Ter tudo que sempre quis
Mas que soubesse desejar
Gente que soubesse onde quer ir
E aonde quer chegar
Se os anjos dissessem amém
A gente seria feliz...e além
Estantes cheias de livros
Surrados de tanto ser lidos
Meninas em brancos vestidos
Cotovelos fora da mesa
Rapazes sem chapéus,
na hora de comer
Camas limpas pra todos dormir
Ruas com árvores
Árvores com frutas
Frutas com sabor
Um pouco mais de amor no mundo
Um mundo de gente elegante
Educada e honesta
Um padre que razasse a missa
E nos desse parabéns
Por saber viver e dividir
Que a gente pudesse sorrir
E nossos vizinhos também
Um mundo onde ninguém mais
Precisasse mentir
Pra mais tarde descobrir
Que a felicidade de verdade
É uma vida isenta de ira
Que todo mundo compreendesse
Que tudo que não passa por isso
É felicidade de mentira
Por muito tempo eu estive assim
Esperando por quem não me quis
pensei que iria ser feliz
Sem perceber, que algo não era verdade
e já havia passado do fim
E eu aguardava o dia todo pra estar
com quem não quer saber de mim
Quer saber?
Até que não foi tão ruim
A saudade
que haverá de doer depois
Se tiver que escolher um dos dois
Vai fazer como eu fiz
e querer ficar com ela
Que fugiu de viver um amor
E pela vida sem sabor de nada
Me trocou
e achou, então
Que era bom rir assim
Enquanto eu sofria
Mas eu não vou estar perto nesse dia
Quando seu peito deserto
Vai chorar de madrugada
Vai me buscar e descobrir
que eu já hei de estar feliz
vai procurar, então, os poemas que eu fiz
e que ela rasgou, de malvada que era
Sem pensar nas lágrimas que a esperam
desesperada
Vai então, nessa hora descobrir
Que ao meu lado não tem mais lugar
E que já não será para mim
Mais nada.
Tem momentos em que simplesmente
A vida parece estar mais feliz
e o dia amanhece quente e doce
Um pássaro me trouxe
Uma rara melodia na janela
Aqueles sentimentos tristes
Milagrosa e temporariamente
desistem de mim
e vão entristecer noutro lugar
Que bom seria, se eles não voltassem
Meu Deus, que bom seria, alegria
Se você ficasse e morasse aqui
Eu jamais desisti de conhecer
Esta sua feliz companhia
E hoje me parece, enfim
que você também
Não desistiu de mim.
A DOR.
A dor não bate à porta; entra.
Não pede licença às alegrias, nem consulta os calendários da esperança. Vem quando o céu parece mais azul, quando a mesa está posta para a felicidade ou quando a alma, iludida, acredita haver encontrado repouso.
Há quem a amaldiçoe, chamando-a de tirana. Há quem a receba como sentença. Mas a dor, essa peregrina austera, nada possui de caprichosa. Caminha silenciosa pelos séculos, ceifando ilusões para semear verdades.
Ela derruba os soberbos, porque o orgulho não floresce sobre lágrimas. Cala os vaidosos, porque a vaidade se desfaz diante do túmulo. Desnuda os poderosos, porque a morte não distingue coroas de andrajos.
É no cadinho da dor que o homem conhece a fragilidade da própria grandeza.
Quantos ergueram palácios e não souberam construir um coração! Quantos ajuntaram moedas e morreram mendigando um gesto de afeto! Quantos venceram o mundo e perderam a si mesmos!
A dor contempla tudo isso sem escárnio. Apenas espera.
Espera que o orgulho se ajoelhe, que a revolta se canse, que o desespero silencie, para então revelar, entre os escombros da existência, uma centelha de eternidade.
Porque toda lágrima que nasce da consciência vale mais do que mil sorrisos comprados pela ilusão.
Bem-aventurado não é o homem que jamais sofreu.
Bem-aventurado é aquele que, depois de sofrer, tornou-se mais justo, mais compassivo e mais humano.
Se a dor visita teu caminho, não a transformes em ódio.
Transforma-a em luz.
Porque o sofrimento que apenas endurece o coração é tragédia; mas o sofrimento que desperta a consciência converte-se em sublime redenção.
E quando, por fim, a noite cerrar seus véus sobre a derradeira jornada, compreenderás que a dor nunca foi tua inimiga.
Foi a severa mestra que, sem promessas fáceis nem palavras lisonjeiras, ensinou tua alma a caminhar em direção ao infinito.
A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.
"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.
Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.
Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.
Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.
Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.
Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.
As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."
"A felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia."
— Mahatma Gandhi
Aos que já aprenderam a namorar sem apossar: feliz Dia!
E, para não ter que ficar voltando aqui toda hora para postar fotinhos, deixo aqui minha foto com a minha Melhor Amiga, Amante, Namorada, Esposa e Mãe dos meus Filhos.
Feliz Dia dos Namorados para todos nós, no mesmo par!
Está para nascer alguém mais Feliz do que os que podem (com)partilhar suas tristezas e mais Triste do que os que não podem (com)partilhar suas alegrias.
Feliz é aquele que encontra espaço para partilhar as próprias tristezas. Porque a dor repartida, mesmo que não desapareça, torna-se mais leve ao ser acolhida por outro coração.
Do mesmo modo, está para nascer alguém mais triste do que aquele que não encontra com quem partilhar as próprias alegrias.
Porque a felicidade guardada em silêncio perde cor, e um riso não ecoa inteiro quando não encontra outro riso para acompanhá-lo.
A vida se constrói nesse movimento de ida e volta: consolar e ser consolado, celebrar e ser celebrado.
Quando temos a quem confiar nossas lágrimas e a quem oferecer nossas risadas, descobrimos que a verdadeira riqueza não está em acumular, mas em compartilhar.
Talvez a maior bênção da existência humana não seja estar sempre Feliz ou sempre amparado, mas nunca estar só.
E lá se vai o Mês das Crianças...
Que vá!
Mas deixando em nós a Paz e a Alegria da Criança Interior, necessária para o Bom novembro!
Então, Bom novembro!
Os que confundem alegria com euforia e comemoração com rojão, quase sempre ignoram qualquer coisa…
Inclusive os gemidos dos corredores de um hospital.
Há quem acredite que a alegria só se prova no estrondo, que a celebração precisa ferir o silêncio ensurdecedor do outro para existir.
Confundem euforia com plenitude, barulho com sentido, rojão com gratidão.
E, nessa mesma confusão ruidosa, seguem cegos para quase tudo — inclusive para os gemidos baixos que ecoam nos corredores de um hospital.
Ali, onde o tempo anda quase sempre mais devagar e a esperança aprende a respirar em doses mínimas — quase a conta-gotas — não se pede festa, mas introspecção e respeito.
O problema não é atravessar o réveillon entre leitos, soros e orações sussurradas.
O que dói é saber que, do lado de fora, há quem precise assustar para se sentir vivo, incomodar para acreditar que está celebrando, ignorar para não ter de sentir.
Enquanto alguns estouram fogos, outros lutam para não estourar por dentro.
Enquanto uns anseiam pelo ano novo, outros tentam apenas continuar no ano que ainda não acabou.
E talvez a maior das misérias não seja a ausência de festa, mas a ausência de sensibilidade.
Porque a alegria que precisa ferir o outro para existir, já nasceu vazia.
E toda comemoração que não cabe no silêncio respeitoso diante da dor alheia não passa de barulho — alto, breve e profundamente oco.
Aos que respeitam o outro — especialmente os enfermos, autistas, bebês, idosos e os animais — Feliz Ano Novo!
Felizes os que não extraviam o Tempo do Propósito para desperdiçá-lo em guerras erradas.
Porque tempo é vida em estado bruto — e vida não admite rascunho.
Há batalhas que seduzem pelo barulho, pela plateia, pela falsa sensação de heroísmo.
São guerras que inflam o ego, mas esvaziam a alma.
Lutas que parecem urgentes, mas não são importantes.
Conflitos que prometem justiça, mas só alimentam vaidades feridas.
Escolher as próprias guerras é um ato de maturidade espiritual.
É entender que nem toda provocação merece resposta, que nem toda divergência exige trincheira, que nem todo ataque precisa de contra-ataque.
Às vezes, a maior vitória é permanecer inteiro.
Quem aprende a escolher suas guerras descobre que propósito não combina com distração.
Que energia é recurso sagrado.
Que paz não é covardia — é estratégia.
E que há combates que só existem para nos afastar daquilo que realmente fomos chamados a construir.
Felizes os que discernem.
Felizes os que aprenderam a escolher suas guerras.
Porque não vencem todas as batalhas — mas preservam aquilo que nenhuma vitória pode devolver: o próprio destino.
Felizes os que aprendem a separar o pecado do pecador, pois estes jamais odiarão o que mais importa para Deus: o Ser Humano.
Há uma diferença bastante sutil — e profundamente transformadora — entre condenar um ato e rejeitar uma pessoa.
Quando essa linha tênue se apaga, o julgamento deixa de ser sobre falhas e escolhas e passa a ser sobre existências.
E, nesse ponto, já não há justiça, há apenas soberba disfarçada de virtude.
Separar o pecado do pecador não é relativizar o erro, nem suavizar suas consequências.
É reconhecer que ninguém se resume ao pior gesto que já cometeu, aos próprios olhos ou aos alheios.
É entender que, por trás de toda falha, existe uma história, uma fragilidade, uma humanidade que nos espelha muito mais do que gostaríamos de admitir.
O ódio é sempre uma simplificação…
Ele reduz o outro a um rótulo confortável, que nos poupa do esforço de compreender.
Amar — ou ao menos não odiar — exige muito mais: exige coragem para enxergar complexidade onde preferiríamos ver certezas, exige humildade para lembrar que também erramos, ainda que em medidas diferentes ou menos visíveis.
Talvez o verdadeiro desafio não seja apontar o erro, mas fazê-lo sem desumanizar quem erra.
Porque, no momento em que passamos a odiar o outro, deixamos de perceber que o que nos conecta a ele é maior do que aquilo que nos separa.
No fim, separar o pecado do pecador é menos sobre o outro e mais sobre quem escolhemos ser diante dele.
É decidir se seremos juízes implacáveis ou consciências lúcidas.
É optar entre retroalimentar o ciclo do desprezo ou interrompê-lo com lucidez e compaixão.
E essa escolha, silenciosa e diária, diz muito mais sobre nós do que sobre qualquer erro alheio.
Tomara
que os que fingem alegria o tempo todo, jamais desistam de encontrá-la.
Porque há um cansaço muito silencioso e doloroso em sustentar sorrisos que não nascem de dentro.
Há um peso invisível em transformar a própria existência num palco onde a leveza é quase sempre encenada, mas raramente sentida.
Fingir alegria, muitas vezes, não é sobre se enganar ou enganar os outros — talvez seja uma tentativa desesperada de convencer a si mesmo de que ela ainda é possível.
E talvez seja…
Talvez, por trás de cada riso ensaiado, exista uma memória teimosa de como é, de fato, ser feliz.
Ninguém experimenta e padece de tanta tristeza quanto aqueles que precisam encenar alegria.
Talvez essa encenação constante não seja apenas fuga, mas também resistência — uma recusa em se entregar completamente ao vazio, uma insistência quase inocente de que, em algum lugar, a alegria ainda mora.
O problema não está em desejar parecer bem o tempo todo.
Está em esquecer que a alegria verdadeira não se sustenta na aparência.
Ela não exige perfeição, constância ou espetáculo.
É falha, intermitente, e às vezes até tímida — mas, quando é real, não precisa ser forçada.
Por isso, torço para não desistirem…
Mas que também consigam se libertar e parar de fingir.
Que se permitam sentir o que vier, sem roteiro, sem obrigação de parecer leve o tempo todo.
Porque talvez o caminho até a alegria não esteja em representá-la com excelência, mas em admitir, com honestidade, quando ela ainda não chegou.
E é justamente nesse espaço — entre o que se finge e o que se sente — que ela, finalmente, pode começar a nascer.
Ter que se esforçar para sorrir deve ser tão doloroso quanto ter que se esforçar para não chorar.
Quase ninguém consegue ser mais Infeliz do que os que esperam a sexta-feira para serem Felizes.
Essa constatação medonha incomoda porque revela uma verdade que muitos preferem ignorar.
Quando condicionamos nossa felicidade à chegada da sexta-feira, estamos, na prática, renunciando a vários dias da nossa própria vida todas as semanas.
Vivemos contando os dias: segunda é um peso, terça uma espera, quarta uma esperança, quinta uma ansiedade…
Então chega a sexta-feira, e depositamos nela a missão impossível de compensar tudo o que deixamos de viver.
Mas nenhuma noite, nenhum happy hour e nenhum fim de semana conseguem preencher o vazio de uma rotina que aprendemos a desprezar.
A Felicidade não pode ser um compromisso marcado apenas para o fim da semana.
Ela precisa encontrar espaço nas pequenas vitórias, nas conversas sinceras, na tranquilidade do café da manhã, no trabalho que faz sentido, no aprendizado diário e até nos desafios que nos fazem crescer.
Quem vive apenas para a sexta-feira está, sem perceber, desejando que a maior parte da própria vida passe depressa.
E desejar que o tempo passe é uma das formas mais silenciosas de desperdiçar a existência.
Que a sexta-feira continue sendo bem-vinda.
Mas que ela seja apenas mais um dia bom em uma vida que vale a pena ser vivida diariamente.
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