Poema sobre Identidade
Percebemos que sucesso profissional não garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos a missão cumprida. Nem sabemos qual é a missão ou se há missão. Quem somos nós?
Eu sou um personagem desta história... que tudo vê e tudo sabe. Não vou confiar quem sou, veja se consegue adivinhar. A história começa aqui.
Eu de fato perdi contato comigo mesmo durante todos aqueles anos porque estava muito ocupado tentando ser outra pessoa.
A gente se preenche aos poucos, as vezes até nos esvaziamos de coisas com as quais não nos identificamos mais. Com o tempo passamos a reconhecer melhor quem somos.
Cada vez menos as pessoas buscam saber e entender quem e o que são de verdade.O difícil caminho do auto entendimento pode demorar uma vida inteira, com muitas perdas e recomeços.Por isto na vida moderna acelerada é bem mais fácil viver doces papeis infantis e perfis artificiais populares, viver a todo canto a sorrir, de nada, de tudo e sempre aparentar que está bem feliz com tudo numa boa, como sempre sonhou e quis.
Tenho medo de me perceber deus e não precisar de Deus. Ou ainda de não dar conta da consciência de minha própria identidade e ser um Demônio!
Quem sou eu... ou o que eu realmente sou, gosto e faço ou simplesmente sou, por que eu pratico, faço e uso impulsivamente, compulsivamente sem pensar por que existe. Quem sou eu isoladamente ou eu sou sempre pelo que caminho na cultura de massa, aliciado permissivo pelas propostas virtuais, pelas áudio-imagens oferecidas e engulo as propostas como produtos e subprodutos de consumo em meu tempo que me afastaram cada vez mais de minha particular identidade e singularidade.
Se os defensores do regime comunista tivessem ao longo de tantas décadas usado o tempo gasto para enobrecer a figura de Cristo e sua doutrina, ao invés do que ordinariamente fizeram, levantando suspeita sobre sua identidade e seus ensinamentos; a fé poderia estar mais intensa e mais depurada e consequentemente o amor estaria também mais intenso entre os seres humanos, o egoísmo estaria reduzido, e o regime que tanto desejam implantar estaria sendo praticado naturalmente.
Acredito que estamos em um processo que vou chamar de desinformação, mediante ao consumo extremo alienado. E para entender a extrema importância e significância deste comportamento humano diante do relacionamento entre pessoas, não precisa ser antropólogo! É... bem simples, vou explicar: estamos caminhando para o ápice do consumismo. Como sei disso? Enquanto eram apenas os produtos manufaturados, confeccionados para durar um determinado tempo, estava tudo bem! Porém agora essa onda contaminou as relações entre família. As pessoas estão usando umas a outras e, numa falácia desordenada, substituem uns aos outros como se fossem meros produtos com data de validade, num processo de descarte humano sem sentido. Enfim, é decepcionante, frustrante ver, presenciar o que acontece com as relações atualmente. Estamos caminhando para o desafeto total. A obsolescência programada está destruindo a nossa maior herança e identidade como humanos - a família.
A vida não deveria ser assim. Você precisa tentar o máximo que puder. Caso contrário, nunca encontrará seu eu verdadeiro.
(Ja Wangnan)
Os movimentos sociais devem unir as energias criativas e afirmativas das pessoas, não apenas reiterar os danos e produzir uma identidade como sujeitos de dano.
A verdadeira autoridade e a verdadeira liderança vêm de saber quem você é e de não fingir ser outra coisa.
A minha família não é perfeita, mas eles me fizeram ser quem sou e me deram oportunidades que eles nunca tiveram. Meu futuro, seja lá qual for, é o nosso legado compartilhado.
Embora julguem muito as coisas que digo, eu sou muito mais nos meus olhares. Tudo que me define está no silêncio dos meus gestos singulares.
Todas as pessoas ao seu redor também estão lutando para crescer, romper e ser melhores a cada dia, mas eis o mais importante: absolutamente nada pode abalar quem somos. Nossa identidade é imutável!
Quero sair e ser livre. Quero ser divertido. Não quero me arrepender de quem sou. Quero ter opiniões fortes sobre coisas que desconheço. Quero carregar um facão. Quero… Quero ser como você.
Desde sempre me bastou a mim ser APENAS eu mesma em minha versão autêntica, única e original. Cópias me desinteressam.
