Poema sobre Erro
O Direito de estar Errado e O Dever de não permanecer no Erro
O erro não é o caminho sensato — melhor que não existisse — mas, infelizmente faz parte do ser humano e ninguém está isento, claro; é um direito estar errado em certos momentos por ser um mal necessário e um jeito muito difícil de conseguir aprendizado, que não precisa daqueles julgamentos dos outros com aquele ar de superioridade como se não fossem de carne e osso — o que não passa de uma falsidade.
O problema é permanecer no erro, errando de propósito, sem nenhum peso na consciência, ignorando tudo que já deveria ter aprendido, fomentando a própria tristeza, causando conflitos internos e externos; a fraqueza da imaturidade, da falta de bom senso, de pé na realidade — exemplo do desperdício do tempo de vida onde tudo é brevidade, que vai permitindo cada vez menos tentativas.
Com ela não poderia ser diferente: não quer ser julgada quando errar, também não carece de aprovação, pois o percurso até o sucesso não é percorrido sem falhas; os erros dos ensaios contribuem para os acertos de uma grande apresentação, o sabor de uma meta antiga sendo alcançada; não uma justificativa para insistir no mesmo erro, nem para ensaiar eternamente sem aplicar nada.
Não é o erro ortográfico que fere.
Ele é humano, revisável, transitório.
As vezes,
eu escrevo com dúvidas,
com falhas,
com lapsos de gramática
e excesso de urgência na alma.
Escrevo para dizer o que pulsa,
não para performar perfeição.
O erro verdadeiro
não tropeça em letras,
ele tropeça na ética.
Ele aparece
quando quem educa,
comunica e governa
falha não somente na língua,
mas no compromisso
com o pensamento crítico,
com a democracia
e com a história.
Nada é mais contraditório,
mais absurdo e mais perigoso
do que uma democracia
que militariza suas escolas públicas.
Ali, onde deveria florescer
o questionamento,
se ensina a obediência.
Onde deveria nascer
o pensamento crítico,
se impõe a ordem.
Esse é o início silencioso,
porém oficial,
da formação de uma
mentalidade dócil,
hierarquizada,
pronta para a fascistização.
Aí está o verdadeiro erro
e o maior clamor.
✍©️@MiriamDaCosta
O Erro de Esperar o Resgate de Fora
Por muito tempo, eu vivi estagnada, alimentando a ilusão de que a minha vitória chegaria em um passe de mágica. Diante das tempestades da vida, eu me sentava e esperava. Esperava o barco, esperava o helicóptero, esperava o exército ou que uma ajuda milagrosa caísse do céu. O que a minha miopia espiritual não me deixava enxergar era que o maior milagre já havia sido depositado dentro de mim: a capacidade de reagir. Deus não faz por nós o que Ele nos capacitou para fazer. Todo o apoio invisível, toda a força e toda a estrutura para o recomeço eu já havia recebido em algum momento da jornada. No entanto, eu insistia no erro de esperar que o outro fizesse a minha parte. A salvação começa quando compreendemos que as ferramentas já estão em nossas mãos, mas o passo precisa ser o nosso.
O Preço do Erro
Eu cometo erros e sou julgado,
A minha reputação está na lama;
Vivo um dia de cada vez, calado,
Sem esperar de ninguém o que me ama.
Os meus dias me pertencem, mas e agora? Será que pertencem só a mim? Respiro devagar vendo ir embora o vento deste espaço até o fim.
Não há perdão para o que foi ferido,
Menti pra sustentar um ar marrento.
Tolero a dor de ser um mal-entendido, E chamo de solitude este tormento.
Já não me importa andar pelo caminho sem amor, sem esperança e sem abrigo;
Só me restou aprender a ser sozinho,
Levando a minha sombra comigo.
— KANGAL
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Esta obra literária é de autoria e propriedade exclusiva de James Richard Ferreira Pantoja, protegido pelo uso do pseudônimo Kangal, nos termos da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) e das normativas internacionais de proteção à propriedade intelectual.
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Vivemos numa sociedade
Onde nossa margem de erro
É rigorosamente
Mais cobrado
Do que o próprio
Percentual de crédito
Consigo mesmo.
O que há de errado com o tempo?
Talvez o erro seja o intento
de não aprendermos, enquanto vivemos,
a contá-lo no convívio, no movimento.
Enquanto ele ecoa, convivemos, às vezes,
sós entre nós mesmos.
E não percebemos que o tempo pode afastar
ou atrair sentimentos.
Bons ou ruins, eles vão e vêm
sem que percebamos.
Ele nos leva por caminhos
e cria atalhos inteiros.
Ele vai passando como quem escorre
entre nossos dedos,
sem aviso às vezes rápido,
às vezes lento, mas sempre indeciso.
Vivemos tudo o que nos permitimos:
com a família, sozinhos ou entre amigos.
Ele corre quando queremos presença,
nos arrasta quando a dor pede licença.
Ele voa quando estamos atrasados,
e para, sem que percebamos,
no sorriso de quem somos apaixonados.
Vinte e quatro horas nos são dadas,
todos os dias, sempre depositadas.
Caem em nossa conta sem permissão,
sem pedido, sem merecimento ou explicação.
Prometemos a nós mesmos
não deixar o tempo passar em vão.
Quando crianças, o tempo era mágico,
e não tentávamos controlá-lo com um celular nas mãos.
Estávamos ocupados colecionando momentos,
dádivas nos dadas pelo próprio tempo,
para que, quando estivermos perdidos,
possamos lembrar… e voltar ilesos.
Há dias em que queremos doar,
nem que seja um fragmento do que nos resta guardar,
quando percebemos que o outro já não terá
o tempo que a vida prometeu entregar.
Então entendemos o inevitável:
o tempo, sim, ele é temporário.
Nascemos, crescemos e morremos
um roteiro que segue fiel itinerário.
Mas como se espera? pergunta o coração.
O tempo do último olhar, da despedida em vão?
Ou o tempo que passa sem quem amamos,
tentando ser inteiros… quando já nos faltamos?
"O hipócrita é, em essência, o próprio erro alheio ao qual condena. Sua indignação com o deslize do outro nada mais é do que o reflexo incômodo daquilo que ele esconde em seu próprio espelho.
No tribunal do hipócrita, a sentença que ele profere contra o próximo é a confissão disfarçada de suas próprias falhas.
Quem muito aponta o dedo, geralmente está apenas tentando desviar a atenção de suas próprias sombras."
Título: Penso sim
Teu erro é achares que eu não Penso em ti,
Não reflito-te em mim,
Só de pensar,
Que uma criança pode ter mais demônios que Qualquer um
Faz me querer pegar te e abraçar-te em paz Para todo o sempre .
Amém!
A guerra está ganha
A guerra sempre esteve, o teu erro sempre foi disfoco dentro do foco😁🐜
❤️Deus nos ama❤️
Contra Ti pequei, ó Pai eterno,
Ainda que muitos tenham se ferido…
Pois antes de ser erro contra os homens,
Foi contra o céu que eu havia mentido.
Mas se grande foi minha transgressão,
Maior é Teu perdão que me refaz.
Porque onde abundou minha vergonha,
Superabundou Tua eterna paz.
O arrependimento verdadeiro não mascara o erro; ele confronta, confessa e transforma.
Davi pecou gravemente, mas quando se arrependeu de coração, escreveu:
"Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto" (Salmo 51:10).
Ser justificado é viver com a certeza de que:
Deus te aceita
Deus não te define pelo erro
Deus te vê através de Cristo
Isso não incentiva o pecado, liberta para uma vida transformada.
Que essa verdade cure o coração, traga descanso à alma e firmeza à fé.
Quem muito aponta erro, pouco olha o espelho.
Quem muito acusa o outro, raramente se ajoelha.
Quem vive julgando, vive se escondendo,
Porque é mais fácil apontar do que estar se consertando.
miriamleal
Na perspectiva bíblica, justiça não é somente punir o erro ou cumprir regras. É agir corretamente diante de Deus e das pessoas. É tratar os outros com honestidade, imparcialidade e dignidade.
A justiça de Deus protege o fraco, o necessitado, o órfão, a viúva e o estrangeiro. Ela não favorece os poderosos nem ignora os vulneráveis.
Jesus demonstrou essa justiça quando acolheu pessoas desprezadas pela sociedade e confrontou a hipocrisia religiosa. miriamleal
O destino escreve com notas trêmulas, cada escolha é um
acorde, e cada erro uma melodia
que nunca deixa de ecoar.
Não busque a cura que apaga o passado como se ele fosse um erro, mas busque a força que transforma a cicatriz na sua medalha de honra mais valiosa e reluzente. O mundo tentará silenciar o seu grito com a mediocridade do barulho cotidiano, então transforme-o em um adágio eterno, profundo e absolutamente inabalável. No final, o que sangra em você hoje é o que dará ressonância à sua majestade amanhã.
- Tiago Scheimann
A memória é o erro mais cruel da consciência. Se o esquecimento fosse completo, talvez a existência fosse apenas suportável. Mas a lucidez nos condena a conservar aquilo que mais desejávamos ver dissolvido. Cada lembrança regressa não para consolar, mas para demonstrar que nenhuma dor termina; ela apenas muda de profundidade.
O tempo nunca cura. O tempo apenas ensina a dor a permanecer em silêncio. Sob a aparência da serenidade, continuam respirando os rostos perdidos, as palavras irremediáveis, os instantes que morreram sem nunca aceitar o próprio fim. Carregamos um cemitério inteiro dentro do peito, e chamamos essa lenta decomposição de vida.
A saudade não homenageia o amor; ela denuncia o fracasso de tudo o que ousou desafiar o desaparecimento. Amar profundamente é assinar, sem perceber, um pacto com uma ausência futura. Quanto maior o amor, mais vasta será a ruína que ele deixará para trás.
Talvez seja por isso que a memória nunca nos abandone. Ela sabe que, quando a última lembrança desaparecer, também desaparecerá a última prova de que existimos para alguém. E essa possibilidade é ainda mais aterradora do que a própria morte.
No fim, não sobrevivemos às perdas. Apenas aprendemos a caminhar com elas como quem arrasta o próprio cadáver, esperando que o esquecimento chegue antes da última lembrança — embora, no fundo, saibamos que ele quase nunca chega.
- Tiago Scheimann
O caminho a gente corrige quando se perde.
O erro a gente transforma em aprendizado.
As quedas a gente supera.
As feridas a gente cura.
Mas a vida… a vida a gente não adia.
A gente celebra enquanto vive.
Ama enquanto sente.
Abraça enquanto pode.
Perdoa enquanto há tempo.
E agradece enquanto o coração ainda bate.
Porque, no fim, não são os dias que importam —
é o que fazemos com eles.
Então viva sem esperar o momento perfeito.
Recomece sem medo de errar.
Ame sem economizar sentimentos.
E celebre cada instante.
A vida é agora.
E o agora não volta.
