Poema sobre Cego
As oportunidades sempre vem. Agora, se você é cego ou burro o suficiente pra deixá-las escaparem, sinto muito, elas também vão.
Perguntaram-me o que eu seria sem a poesia, cego, surdo ou mudo? Atônito, eu respondi, que de nada me valeriam olhos para ver, ouvidos para ouvir ou voz para falar, sem a poesia, eu nada sentiria, pois de que vale um coração, se lhe negarem o direito de amar?
A beleza realmente conta? Não dizem que o amor é cego? É deve ser, mas a pessoa por quem eu me apaixonei não estava cega...
Nada de Lobo Mau, nada de olho grande para ver melhor, finjo que sou cego para ver melhor, nada de ouvidos grandes para escutar melhor, prefiro mesmo é fingir que sou um surdo dos bons para ter certeza daquilo que ouvi e minha boca também não é grande, é bem pequena, e o que menos faço com a mesma é comer, prefiro falar muito, como uma grande boca. Não sou Lobo Mau nem vou atrás de chapeuzinho vermelho, sou lobo de bem, quero o bem, faço o bem e não temo a lágrima mesmo se ela for vermelha como sangue derramado. Prefiro morrer na verdade que ser vivo em mentiras.
So me vou esquecer de ti no dia em que um mudo telefonar para um surdo a dizer-lhe que um cego viu um aleijado a correr atras de um careca para cortar-lhe o cabelo.
O maior defeito do homem é fingir-se de cego para os seus erros, mas não de mudo para os erros do outros
A ganância do homem o torna cego de sua grandeza! As vezes o seu bem mais precioso está num abraço que te é um mundo, do que ter um mundo e ser sobra deste!
Porque desde que decidiu ocupar o lugar de Deus, o homem tem se mostrado, de longe, o mais cego, o mais cruel, o mais mesquinho e o mais absurdo de todos os falsos deuses.
Sim, me sinto como cego, mas porque ainda me apego no amor que aos poucos foi esvaziando o meu ego, como se desfalecendo algo dentro de mim.
Imagina se você não pudesse enxergar, fosse cego, então, um dia você abrisse seus olhos e pudesse ver tudo que tem no mundo, sendo que antes só podia tocar ou sentir o cheiro... Seria uma revelação? Eu tive uma.
A ignorancia é a virtude do cego que enxerga mas não quer ver, e do surdo que só escuta o que lhe convém.
