Poema sobre Assalto

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⁠Último vento

07/03/21


Pássaro que voou de mais,
Por estar cansado,
Suas asas pararam de bater,
Enquanto cai,
Sua mente esvai tudo aquilo que lhe fez sofrer,
Aquele que alto subiu,
Pela última vez desce,
Das nuvens ao chão,
Ecoam aos ventos,
Às últimas batidas de seu coração,
O céu perdeu um de seus filhos,
Morreu o passarinho.



Adner Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

⁠(Sonolência poética⁠) 09/04/21


Penso em você,
Já é noite,
Me encontro cansado,
Dormir é bom,
Melhor ainda se eu sonhar com você ao meu lado,
O mundo é simples,
Nós é quem complicamos as coisas,
Facilita pra gente,
E deixa a química rolar solta,
A vergonha que eu tinha,
Se foi com a última gota,
Pra finalizar,
Virou fumaça e saiu pela boca,
Atiçou minha mente,
Me deixou sorridente,
Fiz versos por amor,
Sei que hoje durmo contente.


Adner Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

⁠”De que adianta”
De que adianta a praia, se não a contemplo?
De que adianta a família, se não tenho tempo?
De que adianta algum dinheiro, se não viajo?
De que adianta alguns amigos, se não me engajo?
De que adianta o ar, se não respiro?
De que adianta o mar, se não me atiro?
De que vale o sol, se não me esquento?
De que vale a casa, se sou relento?
De que vale a fartura de pão, se eu não sustentar?
De que vale mais um culto, se não me entregar?
De que me serve a fala, se eu não pregar?
De que servem os braços, se eu não abraçar?
De que valeu o tempo, se eu não parei?
De que valeu a vida, se eu não reparei?
De que serviu a paisagem, se eu não percebi?
De que serviu o espelho, se eu jamais me vi?
De que me valeram os olhos, se eu não olhei?
De que me valeram as tempestades, se eu não mudei?
De que serviu a Bíblia, se eu nem a li?
De que serviu a Cruz, se não me arrependi?

Inserida por RodrigoLago

⁠Casulo Efêmero

A alma, imortal e etérea,
Em casulo se abriga, exulta,
Como se na terra, efêmera,
Preparasse a sua volta.

Como o casulo que se forma,
A vida passa, se transforma,
Deixa marcas e ensinamentos,
Nos corações, em sentimentos.

E ao deixar a casca vazia,
A alma alça voo, serena e livre,
Deixando um legado para os seus,
Que ao longo da vida gerou e viveu.

Deixa para trás a morada,
E segue com a alma lavada,
Pois viveu plenamente, deixando marcas,
Nas almas tocadas, nas vidas abarcadas.

Borboleta que encanta, brilha,
É a alma que agora voa, trilha,
Transformada pelas asas do amor,
Em um ser de luz, com cheiro de flôr.

Assim, a morte não é fim,
É uma nova fase, um recomeço,
A alma livra-se do casulo enfim,
E segue sua jornada com apreço.

Que possamos entender a mortalidade,
Como uma oportunidade de crescimento,
Aprender, deixar saudade,
E viver cada momento com sentimento.

Que a borboleta de cada alma,
Deixe rastros profundos na história,
E que a morte, não seja só um trauma,
Mas uma passagem para a eternidade da glória.

Inserida por Marinaferlete

⁠Contradições e Esperança

Eu tenho muitas contradições,
Mas a vida é essa: se aprende errando,
Corrigindo os erros, vivendo lições,
No exercício constante, vou me transformando.

Aproveito cada chance de crescer,
Em cada oportunidade, busco evoluir,
Nas lições que a vida insiste em trazer,
Encontro motivos para não desistir.

Aprendi que quase nada está no meu controle,
Mas preciso ser melhor a cada dia,
Mesmo na solidão, busco um farol,
Que ilumine meu caminho com sabedoria.

Sinto muita solidão no peito,
Mas não deixo de buscar a solução,
Quero Deus, anseio por Seu leito,
Pois sei que Nele encontro redenção.

Nas contradições, forjo meu ser,
Na busca incessante por paz e luz,
É em Deus que encontro o verdadeiro viver,
A resposta para o que minha alma conduz.

A vida é um contínuo aprender,
Errando, acertando, buscando o ideal,
Em Deus, encontro forças para não esmorecer,
E faço da minha jornada algo essencial.

E assim, nas contradições e na esperança,
Vou trilhando meu caminho, sempre a buscar,
Em Deus, a fé e a confiança,
Para, cada dia, mais alto voar.

Inserida por Marinaferlete

⁠Trilhas do Destino
Dois nascimentos, destinos divergentes,
Um em solo árido, o outro em jardim florido,
Ambos buscam, nas correntes,
Um propósito, um sentido perdido.
Em um lar disfuncional, a criança cresce,
Envolta em sombras, desafios constantes,
Mas uma chama interna permanece,
Uma força oculta, a guia avante.
O outro em berço de ouro, têm amor e cuidado,
Rodeado de afeto, segurança e luz,
Mas o coração, às vezes, inquietado,
Busca um significado que nada traduz.
Caminham ambos, por sendas variadas,
Na solidão, encontram seu poder,
Refletem, meditam, almas desveladas,
Descobrem o caminho do verdadeiro ser.
A resiliência forja o primeiro viajante,
Como pedra que resiste ao vento e ao mar,
A espiritualidade, luz incessante,
Que a ajuda, dia a dia, a avançar.
O segundo, em sua jornada confortável,
Percebe que o luxo não preenche o vazio,
Busca no simples, no essencial, o amável,
Encontra na essência um novo caminho.
No fim da trilha, seus olhares se encontram,
Não mais estranhos, mas almas irmãs,
A vida, com suas dores, os confrontam,
Mas revelam a beleza das manhãs.
Dois destinos, uma busca contínua,
A evolução do ser, a paz interior,
Descobrem que a vida é sempre oportuna,
Quando se encontra, na dor, o amor.
E assim, ao final, em sintonia profunda,
Alcançam juntos o que sempre almejaram,
De trilhas distintas, a alma fecunda,
No propósito divino, enfim se acharam.

Inserida por Marinaferlete

O Resgate

"Gaivotas alinhadas à beira mar,
Com toda sua pompa e circunstância,
Esperando o momento perfeito para voar,
Espera, até um peixe pegar,
Você tenta fotografar,
Mas esse é o momento perfeito para o horizonte buscar,
Então você espera até outra leva chegar,
Outras vêm e vão,
Na imensidão,
Não importa, num lapso de memória
Volta a lembrança,
Daquela circunstância
Em que uma das gaivotas parece te fitar,
Até te acompanhar,
Faz um balé em dança
Mas, mais uma vez, você perde o momento de clicar,
Encantada com aquela cena, com toda a exuberância,
A água está mansa,
Muitas gaivotas pousam e se vão,
A fotografia perfeita não saiu, não
Mas da memória jamais será apagada
Toda aquela abundância
De seres a embalar
O sonho de criança
Tentando apenas uma flagrar.
Ah, quem me dera!
Aos tempos de criança voltar!"

(Viviane Dona da Silva)

Esse poema havia se perdido, achei que jamais conseguiria reescrevê-lo, claro que não ficou como o original, mas ao menos consegui desenvolvê-lo após uns quatro anos... Foi um momento de muita reflexão em que fiquei perplexa diante de tanta beleza da natureza! Na verdade, só voltar àquele momento com um gravador em minhas mãos já bastaria! Mas, voltar à infância, quem não gostaria?!

Inserida por vivi_da_silva

Vitrais
Poemas em pedacinhos coloridos nas paredes.
Escritos por poetas das artes.
Editados pela luz do sol...

Vinhos
em taças de cristal
poemas
em folhas de jornal
beba até a última gota...

Átomos, partículas, borboletas, azul e branco
Budismo, construções, pedras, beija-flor
Vazio, saudades, momentos, eternidade
Livros, crianças, casamento, profundidade
Tempo, amor, não-esquecimento, cruz
Fraternidade, Deus, linha do tempo
Estrelas, caminho, escrituras
Barco de sentimentos, ausência, solidão
Bússola

Inserida por ARRUDAJBde

⁠AS COISAS QUE VOCÊ FAZ POR MEDO DA SOLIDÃO

aprende a gostar de cerveja
e se espreme em boates
e dança músicas que não te tocam
e toca pessoas que não te importam
e inventa um personagem de si mesmo
e se apega a qualquer pessoa que
te mantenha afastado da tua própria mente
e aceita menos do que oferece porque
o mínimo parece melhor do que nada.

Inserida por heberluciano

CANTIGA DO BANJO

Não faça drama, faça um chá quente com biscoitos, e me leve na cama. Esqueça essa covardia, me beija e usa essa cinta-liga. Quem sabe a vida seja curta e logo acabe, vamos lá, com teus beijos minha boca cale. Não temos mais tempo para viver de promessa, vem hoje mesmo, e esse coração me entrega. E no futuro, assim me disse um anjo, cantarão nossa história de amor tocando um banjo.

Inserida por Haydensophie

A ESPERA

Ouvem-se passos de alguém que nunca chega. Onde estará?

O vento começa a soprar ao leste, e encontra o oceano a oeste apenas depois de cruzar por montanhas e vales sem fim. É nesse longo caminho que o vento sopra por entre os cabelos da jovem, faz levantar o cachecol do idoso, leva para longe as folhas do outono.

O vento adquire experiência, aprende a conhecer os caminhos do mundo, viaja com os pássaros, vira brisa, tempestade e furacão. O vento torna-se verdadeiramente livre.

Ao fim, quando a longa jornada parece querer fazê-lo desistir, eis que o oceano aparece, imenso, majestoso e sem fim. Ar e água juntam-se em um só. Ondas começam a arrebentar na praia. Os passos silenciaram-se. Tudo agora é bonança.

A espera acabou.

Inserida por Haydensophie

DOS CABELOS COLORIDOS

- Os cabelos são coloridos, mas o coração é preto e branco, eu disse.
- É a espera, ela falou.

Então eu respondi:

- a Espera é a primeira parte da Esperança!

Ela então sorriu para mim e o que coloriu foi o meu dia. Sem saber, ela havia tornado-se um arco-íris ambulante.

Inserida por Haydensophie

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Evan Do Carmo
“Tens o direito a muitas escolhas,
menos a desistir.

A semente lançada segue seu curso,
é natural germinar e frutificar...
multiplicação.

O rio segue a ordem gravitacional,
impávido vai ao seu destino fatal,
em busca do sal, superação...

O mar nem sempre é sua causa morte,
com sorte evapora, purifica-se
e volta ser fonte cristalina...
rio outra vez.”
―Evan do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

Quando o verbo em mim calar
cessará todo o julgamento do mundo
a consciência do medo se dissipará
e hão de se fechar todos os abismos
então reinará o imponderável silêncio
sobre o discurso da dúvida...

Inserida por EvandoCarmo

"Encantamento,
não é assédio moral
nem desejo de conquista,
contudo, a maior expressão
de encanto é o espanto,
é a admiração
pelo dom, pela alma do artista."

Inserida por EvandoCarmo

SONETO DO AMOR IDEAL

Que tipo de amor seria ideal entre nós
um amor que fosse como prece ao vento
aquele amor que tudo aceita, que tudo cala
calmo, lânguido, silencioso, passivo e lento?

Não tenho a pretensão de ser perfeito
não entendo amor assim, como novela
desejo amor náufrago, de barco à vela
sem certeza, sem destino, exposto ao sol

Quem ama vive em campo de batalha
lutando contra o egoismo e a vaidade
assim espera encontrar a ilha da felicidade.

Quem almeja a vida em paz foge da guerra
no amor os amantes travam luta com navalha
no fim todos perdem, ninguém ganha do amor.

Inserida por EvandoCarmo

A solidão de Clarice

Falando, outro dia com Clarice,
disse-me la,
"Todo ser humano adulto é solitário".
A solidão, que de modo especial
afeta a psicologia do poeta
é díspares da que atinge os demais.
Penso que esta solidão, como também
falou Clarice, pode ser o fato
do poeta, do artista de modo geral
não ser compreendido.

Mas quem é que pode dizer,
que de modo ideal é compreendido?

A vida, por ser injusta
e muitas vezes cruel com o ser humano
único animal que tem consciência
da sua deplorável situação
causa-nos esta dor incontrolável
esta eterna insatisfação
com nossa tragédia pessoal.

Mas, voltando ao diálogo com Clarice,
disse eu para ela:
" Esta solidão curamos com vinho
com um pouco de amor
e com uma overdose de poesia."

Evan do Carmo.. 23/03/2018, 20:27

Inserida por EvandoCarmo

SONETO DO RISO HUMANO

A angústia Sartriana, tristeza do primata
espinho que maltrata a alma com terror
quicá fosse alegria, espasmos de amor
o riso é inumano, ilusão da vida ingrata.

Da vida idealizada, da paz tão almejada
De medos, incertezas, daquilo que queremos
de tudo que sonhamos, até do que vivemos
o riso é um disfarce, uma máscara condenada.

A nos questionar se somos gente ou animal
o riso humano revela o que tentamos esconder
práticas inconfessáveis, ora de bem ora de mal.

Onde mora a dor, o choro espera o riso
tudo o que fazemos, queremos um motivo
o homem sonha a vida, a morte o paraíso.

Evan do Carmo 07/04/2018

Inserida por EvandoCarmo