Poema sobre Aniversário Amor

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Quando o amor não é de mentira
Se a tristeza está na festa
Ele chega ela se retira

Você pode ignorar a chuva e ainda assim ela continua caindo.

Você pode ignorar o amor e ainda assim ele continua fluindo.

Tenho saudade de mim
Do abraço apertado que eu nunca darei
Do amor prometido que não pagarei

Dizem que o amor se alimenta de presença, mas a nossa história tem me provado que ele sobrevive, na verdade, de algo muito mais profundo: a conexão. Mesmo com os quilômetros que nos separam agora, sinto que nunca estivemos tão sintonizados.
Estar longe de você me ensinou a dar um novo valor ao que antes parecia comum. Hoje, o som da sua voz pelo telefone é o meu porto seguro, e cada segundo da nossa contagem regressiva para o próximo encontro é o que me mantém focado e sorrindo durante o dia. É engraçado como a distância não diminui nada; ela só serviu como uma lente de aumento para a falta que você me faz e para a vontade que tenho de te ter por perto, sem pressa de ir embora.
Não vou mentir, fechar os olhos à noite e não sentir o seu abraço é o momento mais difícil. Mas, toda manhã, ao acordar, eu percebo que escolheria você mais mil vezes, em qualquer circunstância, atravessando qualquer estrada. Porque não importa onde nossos corpos estejam, eu sei que nossos corações ainda batem no mesmo ritmo.
Espero pelo dia em que a tela do celular será substituída pelo toque das nossas mãos. Até lá, guardo você aqui dentro, em cada pensamento e em cada detalhe.

Confissão




Nunca consegui falar de amor
No verdadeiro sentido.
Tento falar dele,
Mas penso que é inútil
Falar de algo que nunca tive.


Me pego pensando
Que falo tanto de amor
Justamente por nunca ter tido.
Por não saber o que é amor.


Pois quem tem e sabe
O que é uma coisa
Não fala dela todo dia.


Eu nunca tive o amor,
Mas eu soube dar.
Acho que soube.
Acho que sei amar de verdade.
Mas também sei
Que nunca fui amada.


E dói saber
Que só sou desejada, não amada.

O que mais machuca?
A falta de palavra, a falta de amor, a falta de cuidados e o sentimento perdido anunciado, amor.

Isso machuca.

Jardim do Amor


No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histórias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silêncio e arte, sentia o seu amor pulsar.

Ao beijo atribuído
sem tom
de amor:
Teu crescer
pouco a pouco
em respirar leve,
de tendências breves
á tudo que se segue;
Decaindo a tarde
ninguém ignora⁠
nada mais
por aqui.

Tudo é possível
ao que crer
no incrível,
que se-nos-deu,
horas vagas
vagariam
de amor implícito
a olho nu;
Num lance de palavras
despertei-te então
tua tão sonhada sinfonia,
ao conservador
saco plástico
chega para ti
o meu presente então.
⁠

Vista-se
de amor
e o resto
"mande pro ralo",
é um tal
de bem-me-quer
que consulta
o caso raro;
Eu te digo:
Tem coisas que deixam
"⁠em linha de frente"
um romance
pouco divulgado.

⁠Se
é levado
á sério
o ato concluído
agora atende
por nome nobre
"Seu amor".

Se é
levado a sério
o ato concluído
agora atende
por nome nobre:
Seu amor.⁠

Quando pensares
em ousar
propor condições
perante
o amor
doravante perderás
a razão.⁠

A vida
prossegue
de temor
em temor
e não há terror
que assole
quando se
é dado
ao amor.⁠

Amor,
se fosse
pra entender,
poucos o viveriam,
assim:
Todos
na expectativa
de possíveis
melhores dias,
encana,
desencana,
a veracidade
pairando no olhar;
sem promessas
de excelentes venturas
mas ao mesmo tempo
não deixando
de acreditar.⁠

Bandeira branca, amor
Não posso mais
Pela saudade
Que me invade
Eu peço paz

Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”

Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.

Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.

Dizem que o amor machuca, que ele é uma nuvem carregada pronta para desabar em chuva sobre qualquer coração que não seja feito de pedra. E, honestamente? Talvez eles tenham razão. O amor deixa cicatrizes, ele marca a pele da alma com a ferro e fogo, e nem todo mundo é forte o suficiente para aguentar o peso dessa entrega.
Eu sou jovem, eu sei. Talvez aos olhos do mundo eu ainda não tenha visto nada, mas eu aprendi uma coisa ou duas... e aprendi com você.
Aprendi que o amor não é apenas o frescor de uma brisa, mas também o calor de uma chama. E sim, às vezes essa chama queima quando esquenta demais. Mas é nesse calor, nessa intensidade que consome, que eu descobri o que significa estar verdadeiramente vivo.
Não quero um coração duro ou blindado contra a dor se isso significar não sentir o toque da sua mão. Se o amor é uma nuvem que carrega chuva, prefiro me encharcar ao seu lado do que viver na aridez de uma vida sem nós. Porque, no fim das contas, as feridas e as marcas que o amor deixa são apenas as provas de que fomos corajosos o suficiente para não fugir do fogo.
O amor machuca, é verdade. Mas eu aceitaria cada cicatriz, desde que elas tivessem o seu nome.

Dizem que o amor é uma escolha, mas com você, ele parece mais uma descoberta. Foi como encontrar um refúgio que eu nem sabia que estava procurando; um lugar onde a tempestade lá fora perde a força e o barulho do mundo finalmente silencia.
Estar com você é ter a certeza de que, não importa o quão longe eu vá ou quão difícil seja o caminho, existe uma luz acesa na janela me esperando. Você é o meu ponto de paz, aquele abraço que reorganiza meus pensamentos e o calor que me protege nos dias mais cinzentos.
Por que você?
Porque no seu silêncio eu encontro as respostas que procurei em mil palavras.
Porque o seu amor é como o aço: forte o suficiente para me sustentar quando minhas pernas fraquejam.
Porque você transforma o cotidiano em algo extraordinário, apenas por estar presente.
Se o amor é um oceano, aceito mergulhar em cada onda, com seus conflitos e suas calmarias, desde que o horizonte seja você. Se eu pudesse viver mil vidas, em cada uma delas eu buscaria o caminho que me leva de volta ao seu coração.
Você é a minha melhor memória, o meu presente mais bonito e o meu futuro preferido.

Sem amor-próprio, não se ama o outro com plenitude, tampouco se está aberto para receber amor.


(Waldemar Magaldi Filho)