Poema sobre agradecimentos
Noite romântica e invernal
neste Pátria Austral
sob o Jacarandá de Minas,
Trago aos teus pés
os meus Versos Intimistas
e o meu sublime amor,
E você me devolve
com todo o seu ardor.
...
Bailam os Jacarandás de Minas
nesta estrada percorrida,
Madrugada de neblina
desafiando a nossa vista,
O seu sorriso inspira
os meus Versos Intimistas.
Trazer o diferente,
nutrir o sentimento
inesquecível entre a gente,
Deixar que floresça
com os oitis setembrinos
para que os frutos doces
do amor sejam colhidos.
Saber que em setembro
floresce o Pau-brasil
que é a Árvore Nacional
é lembrar que tenho raízes,
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
floresce o Ipê-amarelo
que porta a Flor Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
o Sabiá-laranjeira se multiplica
é que é a nossa Ave Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que não foi somente
em setembro e que a Independência
nasceu com os pés descalços,
e não no fio de uma única espada e coroa,
em mim está viva a Pindorama
na alma, no corpo e na memória.
Saber que para existir de forma longeva
ter Independência é viver com diligência,
em relação a sua própria existência,
e não buscar nenhuma interveniência.
Sobrevoa elegante
o nosso solo brasileiro
o Uiraçu-verdadeiro,
protegendo secretamente
a sagrada floresta;
Não menos precioso
só não tão presente
no nosso território
segue o Uiraçu-falso
igualmente o seu destino
cumprindo o desígnio
de guardar o seu ninho;
Lições observadas
de harmonioso convívio
que ainda podem ser
aprendidas com incentivo.
A cobra do mato
também salva,
A cobra que mata
veste saias,
E para a segunda
dou Caá-aboicininga
em forma de poesia
que em setembro
efloresce aos cachos.
Fetichizar cafajestes
coloca todas em perigo,
as que estão aí
e as que estão vindo;
Precisamos dos papéis
muito bem aclarados
de ambos os lados;
Porque precisamos
de corações afetivamente
na vida melhor orientados.
Mulheres que se prezem
não fetichizam cafajestes,
Uma mulher genuína
sabe que precisa na vida
de um homem bom,
porque ser bom é ser corajoso;
E um homem bom é um
homem verdadeiramente poderoso.
25/10
Se te deixaram só,
você não está só,
é porque não és só.
...
25/11
És o melhor,
busque o maior
para ser maior e melhor.
...
25/12
Seja a paz
que tanta falta
ao mundo faz.
Gemas floríferas dos Vassourões
coloridos que constroem, curam,
alimentam animais, fazem papel,
colaboram para que tenhamos mel,
desabrochando na dança no tempo;
continua intacta a inspiração
que é bicho selvagem e indomável,
que não se permite o sufocamento,
setembro se pega nas unhas
e o restante irá embora com o vento.
Não há nada e nem ninguém
que seja capaz de fazer esquecer
quem eu sou e quem tu és,
e da importância de conviver;
somente as nossas mãos
nasceram capazes de escrever.
O quê realmente desejo da vida
é que ninguém no nosso destino
de nenhuma maneira seja bem
sucedido em fazer não crer
mais que temos o próprio poder.
O quê está em nós e debaixo dos pés
deve ser eterno porque é superno,
e permitir que nos vençam é desatino;
porque glórias alheias não podem
custar o quê por nós foi construído.
Nem sempre máximas
ou as roupas alheias
se encaixam nas vidas
de uns e dos outros,
Às vezes é mais sábio
calar do que pegar
qualquer assunto para engajar,
para não se arriscar.
Para quem sabe muito bem ler,
tem excelência e a consciência
de que uma coisa é uma coisa
e outra coisa é outra coisa.
Não quero nenhuma circunstância
que não seja a minha,
nasci como uma Onça-Pintada
que enxerga no escuro,
e sabe confundir no meio da mata;
para nunca o seu território entregar.
Quem pede para que
você saia de si por
ele ou por outrem,
Jamais faria o mesmo
por você ou por alguém,
É um tipo que não
que ver o seu bem,
Prefira tomar posse
do seu próprio destino,
Que nada distraia
o teu viver bem
para quem sabe vires
ter a provar um
Murici-da-praia pelo caminho,
tu nasceste todo feito de infinito.
Teus lábios
feitos de Murici,
Teu beijo é sonho
tão profundo,
A minha intenção
é puro suco
do que ainda não vivi.
Os teus olhos
feitos de Sul,
par de Guabiju,
A delícia da vida,
a genuína poesia
criada sob medida.
Quem escreve poesia nasceu
com a alma pronta para ser
escândalo, para escandalizar-se
e sem dó de escandalizar,
Não faz muito tempo teve um ser
que para causar constrangimento,
e acabou virando divertimento
porque comparou a minha poesia
com carta de mulher de preso
na pueril tentativa
de me deixar envergonhada,
Na verdade, sem saber,
me fez sentir muito honrada;
porque o amor é livre,
e quem zombou é um grande nada.
Murici-amarelo colhidos
para adoçar os lábios
e os nossos caminhos.
...
Murici-vermelho encontrado
farei um delicioso doce
para agradar o namorado,
E quem sabe fazer dele
ainda muito mais apaixonado.
...
Floresceu o Murici-da-mata,
e logo que vi fiquei inspirada,
Mania poética de me deixar
levar e manter sempre encantada.
...
Lembrar do Murici-da-chapada,
da infância esquecida e de tudo
que sempre fez bem na vida,
é poesia para se manter viva.
...
Nasce o Sol sobre
o Murici-do-campo,
não é segredo
que te amo tanto.
...
Colher do Murici-pitanga
frutos para alegrar,
Colher de ti sorrisos
para o coração devotar.
Olhos atentos sempre
em todos àqueles que
usam do mal inato alheio
para instrumentalizar
os seus planos de poder;
Enquanto isso existir
e alguém se render,
o preço que o dinheiro
não compra será caro,
e nada na vida dará certo.
Retroalimentar ativamente
fórmulas requentadas,
típicas de quem não
tem nenhum repertório,
não agrega porque é seguir
quem carece de amor à terra,
e os que acolhem a ideia.
Gente assim sempre passa,
e no final é a gente
que sempre que aqui fica,
Por isso não compensa
se viciar em cultivar
uma convivência tensa.
Não autorize que este
influências assim alcancem
e nem te desestabilizem,
construa secretamente
a sua realidade paralela,
plante o seu pomar poético
e a sua fortaleza interna.
Em tempo de uvaias,
colher frutos doces,
é de sobrevivência
não autorizar tudo àquilo
que nos irrequieta:
é o quê realmente interessa.
Nascida festa encontrada
e por sinal bem feita
sob medida para o teu
charme absoluto
de Boto-cor-de-rosa,
para resoluto não desgarrar
desta dama amorosa
nem por um segundo.
Gamado por mim há de ficar
como quem é viciado
sempre em saborear
quando encontra na mata
um Biribazeiro carregado
próximo do curso do rio
que o amor não ficará
por conta do destino
nem mais por um fio.
(A vida reescreverá
a lenda e surpreenderá).
Bicentenário Soberano
Da herança da própria
imagem renunciada,
Em mim está viva
e vibrante a fibra
de Maria Quitéria.
Do chacoalhar
das ervas e do brio,
Maria Felipa em meu
peito vive e o medo
do futuro rejeito.
Do enfrentamento
e coragem sou a filha
de Catarina Paraguaçú
que nada na vida
detém ou intimida.
Do martírio santo
de Joana Angélica
sem pranto vivo
a prova de cada
desafio que é oferecido.
Só sei que eu sou
a poesia daquelas
que deram tudo
de si para que
o país chegasse até aqui.
Deste Bicentenário
como a poetisa dos invisíveis
deixo o meu marco
o apego inabalável
pela nossa Soberania.
E cada fagulha etérea
da minh'alma patriota
que mantém alimentada
a almenara inapagável
do imenso amor pelo Brasil
sublime e inquebrantável.
Não escrevo poesia
para me mostrar,
Caminho com a certeza
que vamos todos
chegar no mesmo lugar.
Fui bem criada e seria
até pecado lamentar,
e eu conheço bem
na vida o meu lugar.
Sou convictamente
a poetisa dos invisíveis
que pelas mãos do Universo
continua a se guiar
e continua a acreditar.
Percorri toda a estrada
do sofrimento feminino,
Já não mais conheço
o caminho de volta,
O silêncio já é a resposta
como a noite de Lua Cheia.
Com a cátedra de quem
passou por esta estrada,
Posso dizer a vontade
que com as lágrimas de
uma mulher em nenhuma
circunstância da vida
se produz um bom perfume.
Por consciência terrena
optei ver toda a cena
pelos olhos de James Webb,
com a cara lavada e sem retórica:
O berçário de estrelas
e a magnífica dança cósmica.
Poligráfico é este poema
porque não cabe a mim
e a ninguém adentrar
histórias que não fazem
parte da própria biografia;
Claríssimo é o sentimento
que fez alcançar este momento
de dizer o quê mereceu ser dito.
Não existe pós-verdade
tudo nesta vida
ou é verdade ou é mentira,
Devemos amar o Brasil
de verdade acima
de qualquer divergência
e todo os dias.
Só sei que o amor que
temos é dádiva
desta magnífica Pátria,
E o mérito deveria
ser em regra
para quem o merece.
A recíproca muito
além do Bicentenário
da Independência
deveria ser prática
diária por tudo aquilo
que fez com que
alcançássemos até aqui.
Só dizer que ama
o Brasil não é o suficiente
é preciso conviver
com quem pensa diferente,
E não atentar contra
os símbolos nacionais
e suprimir tudo o quê
nos fez e faz Pátria,
Preservando o nosso
idioma que é a maior
herança da antiga da Colônia
que nos permite
a unidade poderosa
que nos faz Pátria pacífica,
gigante e não devemos deixar perder.
Sonho que não venham
nunca mais ser trocados
os nomes dos heróis,
as placas das ruas
e os nomes das nossas
cidades e que entre
nós não haja nunca
mais baleados por
ordem do invasor
que é em si a verdadeira
tragédia para si mesmo.
Há quem perdeu a noção
daquilo que o invasor
faz o tempo todo contra
nós é um crime bárbaro,
Cada poema meu há
de ser mais forte do que
cada míssil pelo invasor
contra a Ucrânia lançado.
Não acolho com a minha
boca fechada e nem com
os braços meus abertos
que os caminhos com
gente mesquinha que
nega a agressão contra
a soberania venham
a se cruzar nesta vida.
Chega desta tragédia
distribuída na terra
dos meus ancestrais
e além fronteiras
desta estúpida guerra
de um invasor que tem
se comportado pior
do que qualquer fera.
Onde idioma ucraniano
não tem escapado
da voracidade e tem
sido forçosamente
obrigado a ser silenciado
por ordem deste invasor
que tem espalhado
a tragédia que é para si
diante dos olhos do mundo.
Por causa de tudo isso
na correnteza das águas
do destino eu atirei
o meu Vinok para a paz
e o amor vir de tanta
dor nos salvar daquilo
que está a sufocar.
sem perspectiva de cessar.
Enquanto isso, os campos
de trigo estão a queimar,
o bombardeio a estourar
e muita gente pelo mundo
afora com tanta mentira
sempre está a compactuar;
e eu não posso me calar
e o algoz tem aprender a parar.
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