Poema sobre verdade
A verdade acesa vira luz no caminho,
e o mal vai perdendo espaço, sozinho.
Porque mente cheia do que vem do céu
não se curva ao engano, nem vive ao léu.
miriamleal
E quem entende essa verdade no coração,
já começa a viver nessa dimensão:
não anda por vista, nem por emoção,
mas pela Luz que vem da presença, e traz transformação.
A justiça sem misericórdia endurece o coração, a misericórdia sem verdade perde a direção. E quando a humildade deixa de existir, a fé corre o risco de apenas aparentar e não servir.
Por isso o Reino não é aparência nem posição, mas um reflexo vivo da divina compaixão. É viver os princípios que Cristo ensinou, e revelar ao mundo o caráter de Deus em amor. miriamleal
A justiça revela Sua verdade, a misericórdia revela Seu amor, e a humildade nos mantém perto de Deus.
Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus? Miqueias 6:8
Quem teme ao Senhor e busca Sua vontade,
encontra na Palavra firmeza e verdade.
E Deus Se alegra quando vê a obediência florescer,
pois o justo aprende a caminhar e nEle permanecer. miriamleal
Nella città II - Meu véu
Todos dizem ter a verdade, como se fosse um objeto que se guarda no bolso, ou algo a ser fatiado, repartido em porções individuais: este pedaço é meu, aquele é seu. Mas a verdade... a verdade não se deixa possuir. Ela apenas é. Está lá, livre e inteira, mesmo quando ninguém a vê.
Eu a sinto, às vezes, num instante que passa, incapturável pela compreensão. Ela não se deixa ressignificar. Não cabe em palavras, não se curva à vontade alheia. É. Como a luz que atravessa uma janela, mesmo quando o vidro está empoeirado. O que vejo... é sempre manchado pelo que sou.
Mas o erro, o erro é pensar que a verdade é minha só porque a vi. Não é. Ela não é minha, não é tua, não é de ninguém. É só dela. Minha é a percepção. E percebo com mãos trêmulas, com olhos que mentem, com o silêncio do que ainda não entendi.
A verdade não precisa de adornos para permanecer viva. Ela nasce simples, reta e limpa, como uma luz atravessando uma janela escura depois de uma longa tempestade. E talvez seja exatamente por isso que incomode tanto aqueles que fizeram das sombras um abrigo confortável para suas próprias mentiras.
- Tiago Scheimann
A morte como a conhecemos
Não existe de verdade
É uma porta que se fecha para esse mundo,
E uma outra que se abre para a eternidade.
Sim, em verdade vos digo, Deus me quebrou!
Sim, fui ingrato algumas vezes, me tirou os meus bens mais valiosos, e não estou falando do que o dinheiro pode comprar.
Nunca aprendi tanto, e não tem a ver com arrependimento, já que não mudará o presente, mas me deu novos horizontes, esclarecimentos.
A dor, essa tem um grande poder de nos mudar, se realmente quisermos.
Agnaldo Souza
Não quero escrever sobre o amor
Eu quero ser o amor
Não quero escrever sobre a verdade
Eu quero ser a verdade
Talvez eu erre,
talvez eu não enxergue a verdade.
Não sou dono das respostas,
nem capaz de salvar todo mundo.
Eu caio, eu falho,
eu também sinto dor.
Não sou profeta, nem salvador
Sou apenas eu.
Então não coloque em mim
o peso de tudo que deu errado.
Eu faço o que posso,
com o pouco que sou.
RAÍZES DA VERDADE
Enterraram sementes de promessas
Nos campos férteis da esperança,
Regaram discursos com aplausos
E colheram dúvidas na lembrança.
A verdade, porém, não vive nas vitrines,
Nem nos palácios de mármore polido;
Ela cresce escondida sob a terra,
Onde o povo pisa, sofre e é ouvido.
Suas raízes atravessam mandatos,
Não conhecem partidos ou bandeiras;
Bebem das lágrimas dos injustiçados
E da força das mãos trabalhadeiras.
Enquanto alguns disputam os galhos,
Os frutos e a sombra do poder,
A raiz permanece silenciosa,
Preparando o tempo de florescer.
Pois a mentira teme a profundidade,
Necessita da pressa e da aparência;
A verdade aceita a demora,
Mas nunca renuncia à existência.
E quando o vento da história sopra,
Levando embora folhas e vaidades,
Fica de pé apenas o que foi plantado
Nas raízes profundas da verdade.
"Às vezes, a gente fica a procurar motivos para ser feliz, mas, na verdade, a felicidade está escondida nas pequenas coisas!"
Otávio Abadio Bernardes
Goiânia, 23 de junho de 2026.
O Amor que se Multiplica na Ordem
Há uma verdade profunda que rege as conexões humanas: ninguém consegue dar aquilo que não possui guardado no peito. Tentar praticar a caridade com o próximo estando com a alma vazia é como tentar saciar a sede de alguém com um copo sem água. Quando escolhemos ter paciência com os nossos processos, quando nos alimentamos de paz e nos acolhemos nos dias difíceis, essa caridade se multiplica de forma natural. O cuidado que você dedica a si mesma transborda e alcança, com muito mais força e pureza, aqueles que caminham ao seu lado. O seu bem-estar é o ponto de partida para a harmonia do seu lar e das suas relações. Curar a si mesma é o caminho mais bonito para começar a curar o mundo ao seu redor.
Entre o abraço e a despedida,
o amor ensina a coragem,
a dor ensina a verdade.
E no silêncio do coração, ambos coexistem.
K.B
Deus é a própria morte.
Metaforicamente, Deus é, na verdade, a própria morte...
Por que Deus é a morte?
A morte é onipresente, onipotente, onisciente; ou seja, está em todo lugar, é invisível, imortal, presente, eterna, é o nada — e, por ser o nada, conhece tudo; é o fim — e, por ser o fim, conhece todo o início.
A morte é justiça e, por ser justa, não tem pobre nem rico, nem inferior nem superior; tanto humano como inseto, sem exceção, cedo ou tarde, todos são condenados, todos morrem.
A morte é a reflexão mais profunda; é o que nos faz pensar, agir, mudar; é o que nos incentiva a viver, a fazer, a compartilhar e a deixar.
A morte é encontro; é para onde todos caminham, independentemente dos infinitos caminhos — o destino é o mesmo para todos; é onde todas as almas se encontram, na morte.
A morte é amor; é onde nos sacrificamos pelo próximo; é onde deixamos o legado, a ideia, o propósito; é o que fazemos pela nossa família, amigos, sociedade, natureza; é o que servimos e deixamos para o mundo antes de morrer.
A morte é o pai, é a mãe de todas as coisas; é o que veio antes de tudo existir; é o que veio antes do “bem e do mal”, do “paraíso e do inferno”, da “luz e da escuridão”; é o que veio antes do “nascimento”, da “vida”, do “Big Bang”, do “universo”; é o que veio antes de tudo existir, porque já existia e estava lá; é o que chamam de “vácuo”, “nada”, “inexistência” — é a morte, o próprio Deus.
O que realmente importa não está do lado de fora, mas dentro da gente. O que somos de verdade está nas coisas que os olhos não veem: no coração que bate, no sangue que corre, na cabeça que pensa, nas partes do corpo que se refazem e na respiração que não para. É essa força da vida que nos segura, que nos faz andar e que diz quem nós somos.
O que a gente vê por fora – a cara que a gente faz ou o que os outros enxergam – é passageiro, é como uma sombra que um dia some.
O corpo, com seu formato e sua cara, é só uma roupa por um tempo. Ele fica velho, cansado e um dia acaba. Mas o que a gente é de verdade – a vida, o espírito – vai além disso. No fim, a gente deixa o corpo, mas o nosso verdadeiro eu não morre nunca.
Por isso, tudo que a gente busca lá fora, tudo que a gente tenta ganhar ou mostrar para os outros, não pode dizer quem a gente é de verdade. O que somos, o que nos faz seguir em frente, o que dá valor à nossa vida, mora aqui dentro. E é esse mundo dentro da gente que manda na nossa vida, muito mais do que as aparências e as coisas que um dia vão embora.
Toda eleição, quem ganha é o eleito, não o eleitor. O eleitor, na verdade, acaba perdendo.
Ele perde direitos, porque muitas promessas feitas pelos políticos não são cumpridas. Perde dinheiro, pois o governo pode aumentar impostos ou cortar serviços importantes. Perde respeito, porque suas necessidades e opiniões são ignoradas pelos políticos que escolheu. Perde poder, porque as decisões importantes continuam nas mãos de quem está no topo, e o cidadão comum não pode participar das decisões. Perde liberdade, porque as leis e decisões do governo podem limitar suas escolhas e ações. Perde tempo, porque não vê mudanças reais que melhorem sua vida.
No fim, a vida continua igual. O cidadão trabalha, passa o tempo e não vê melhorias reais na sua vida.
Aquele sentimento de angústia, na verdade, é paz. Uma paz que sua mente, por pensar demais, está evitando de sentir. Ao tentar lidar com tantos pensamentos e preocupações, você acaba se distanciando dessa sensação de tranquilidade interior.
Aceite, entenda e permita-se sentir essa angústia, sem medo. Foque nele, sinta-o dentro de seu peito, bem profundo. Desprenda-se da razão e das distrações do mundo ao seu redor. Conecte-se com o sentimento dentro de si, sem pressa ou resistência.
E ao fazer isso, você perceberá que, no fundo, esse angústia nada mais é do que a paz que sempre esteve com você. Ela estava ali o tempo todo, apenas esperando que você parasse para reconhecê-la.
